A principal testemunha no processo do assassinato de Eliza Samudio fugiu, na última terça-feira, do Centro de Remanejamento do Sistema Prisional, em Belo Horizonte. As circunstâncias da fuga são suspeitas, já que Jailson Alves de Oliveira escapou mesmo estando perto de receber o benefício do regime semiaberto. Ele teria escutado o ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos (Bola) dizer que o corpo de Eliza foi queimado e jogado aos peixes.
Muito abalada, Zélia Resende, mulher de Jailson, crê na possibilidade que tenha havido queima de arquivo. "Eu o visitei no sábado, ele estava tenso, mas não tinha motivos para fugir, ia ser solto. Acho que isso está ligado ao caso do goleiro Bruno. O Bola tinha muitos amigos policiais. Hoje eu temo pela minha própria vida", disse Zélia, aos policiais, que estiveram em sua casa . O criminalista Ângelo Carbone, advogado da testemunha, também acredita em queima de arquivo. "Ele tinha medo de ser morto na cadeia por ter contado o que aconteceu com o corpo da Eliza. Ele sabia que o Bola tinha amigos na polícia. Essa fuga é muito estranha, porque ele estava perto de receber o benefício do regime semi-aberto", afirmou.
Eliza Samudio está desaparecida desde junho de 2010. O ex-goleiro Bruno é acusado de ser o mandante do crime. Ele está preso há dois anos, aguardando julgamento por homicídio junto com outros suspeitos de participação no crime.
Relembre:
- Em carta, Bruno nega culpa e garante que cuidará do filho com Eliza