Fernando Morais, mestre absoluto

Sidney Rezende | Sidney Rezende | 15/07/2012 19h51

A cada novo livro de Fernando Morais, eu fico maravilhado com o seu talento, competência na apuração, precisão na narrativa e a capacidade que tem em envolver o leitor. Por isso o título deste post: "Fernando Morais, mestre absoluto".

Acabo de ler em apenas dois dias "Os Últimos Soldados da Guerra Fria", que conta a história dos agentes secretos infiltrados por Cuba em organizações de extrema direita nos Estados Unidos. Desde que comecei eu não consegui parar.

É um livro muito bom. Não é melhor do que "Chatô", mas tem a marca de um profissional exemplar, um autor exuberante. Como diz Alberto Dinis, o bom jornalista é alguém que sabe contar uma história.

Conto os dias para que Morais dê um ponto final na biografia de ACM, Antonio Carlos Magalhães. Com certeza será uma obra prima.

Fernando Morais, jornalista sempre, como em "A Ilha", mas é escritor em muitos outros, como neste livro da Companhia das Letras. Li, gostei, e recomendo.

Comentários (6)

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Mauricio

17/07/2012 23:06:04

Correção : Por Gentileza, veja na pág 88...

Mauricio

17/07/2012 23:00:54

Peguei um pouco daquele time Amigo Zappa! Estou tentando voltar a ler e reparticipar do Blog SRZD. Estava agora na estante e ví o livro do Mário Prata (Minhas Mulheres e Meus Homens). Ao entrar na rede, vim logo pro Blog e lí seu comentário. Lembro de algumas coisas, como o jeito, reflexivo do Eduardo Suplicy com o Mário no telefone: "Alô ? Alô quem fala ? Eduardo. Pai ou filho ? (o Supla ainda era Eduardinho). Pai. Oi Eduardo, é o Prata. Tudo bem ? Tudo bem obrigado. E você como tem passado ? Tudo bem. Quer falar com a Marta ? Por favor. Um beijo. Longo silêncio do lado de lá. Já estava esperando a voz da Marta, mas ele que ainda estava lá. Um abraço". (Pag 80). E uma pequena prosa com à Dona Ruth Cardoso : "Ah, bom ! pensei que, depois que saiu na Caras, não me conhecia mais. Pode?" (pág. 208). Mas não é do Mário nem dos seus personagens reias que quero falar, continuo no Fernando : ao pegar o livro do Mário, fiquei olhando as fotos...e...tá lá o Morais, barba combinando com o terno, tá Bonito. Sabe o que ele disse pro Mário ? : Por Gentileza, veja na pág 80. Valeu Amigos do Blog! Tenham todos uma boa noite.

Zappa

16/07/2012 21:34:51

A Ilha foi a primeira obra que li do então jornalista Fernando Morais. A década era a de setenta e o Brasil sobrevivia corroído política e administrativamente. O minucioso e romântico texto fez os pseudos comunistas de minha geração, aterrorizados pelas impossibilidades nacionais, desejar mudar de mala e cuia para Cuba, inclusive eu. Depois do sucesso de A Ilha Fernando tornou-se uma espécie de bandeira da brasileirada, até candidatar-se a deputado e posteriormente juntar-se a Orestes Quércia, mas aí é outra história. Morais é capaz de pleitear ser integrante de uma sociedade elitista como a ABL ou embater, sob risco pessoal, com o reacionário extremista de direita Ronaldo Caiado, quer dizer, Fernando Morais é sempre uma adoravel indefinição. Saudações

Mauricio

16/07/2012 19:25:15

Legal ! Eu comprei Olga e ví o filme. E aquele livro dos Japoneses, de onde veio a idéia ?

Sidney Rezende

Membro SRZD desde 23/05/2006

15/07/2012 22:52:56

Caro Fernando, meus elogios são raros, mas você é merecedor de cada um deles. Forte abraço.

Fernando Morais

15/07/2012 20:56:29

Caro Sidney: depois de ler o seu post, estou me sentindo como um santo de vitral, varado de luz - para usar a expressao do Nelson Rodrigues. Grande abraco, Fernando Morais