| Interagindo em busca do equilíbrio Estou achando interessante este "bate-papo" que surge a partir dos meus comentários sobre os sambas concorrentes. Tem gente que concorda porque elogiei determinado samba. Tem gente que discorda porque critiquei ou deixei de citar algum outro. Tem torcedor apaixonado pela escola que se revolta porque não entende que a crítica não é para instituição. Nunca será. Tem até gente envolvida diretamente no processo que tem a humildade de assumir que está acompanhando e escreve tecendo algum comentário. Gente como o Celso Rodrigues, que é presidente do Conselho de Carnaval da Mangueira. Homem que respeito demais pela coragem de assumir um trabalho dificílimo e gigantesco. E que, tenho certeza, faz o melhor pela escola enfrentando muitas dificuldades. Ele compreendeu minhas palavras e, mesmo discordando, as respeitou. Obrigado, Celso. O compositor Helinho do Salgueiro também escreveu e reclamou de eu ter chamado sua parceria de "pessoal do pagode". Ele acha que "pagodeiro" é um termo pejorativo. Caro Helinho, não foi minha intenção segregar vocês, pelo contrário. Reunir nomes de sucesso no meio musical como você, o Grupo Revelação, e Pedrinho da Flor é, para mim, um ponto a favor. São profissionais da música que conhecem melhor do que a maioria a arte da composição e o sucesso. Desculpe se o texto permitiu esta interpretação. O intrépido JCN, experiente cronista carnavalesco com sangue verde e rosa, também deu o ar da graça. Ele me cobra uma explicação quanto à diferente avaliação que fiz do Salgueiro em relação à Mangueira. Se o questionamento é apenas em relação ao título, esclareço que na matéria do Salgueiro ele deveria ser "A quadra vai decidir", mas por alguma falha de comunicação acabou saindo "Análise dos sambas do Salgueiro". De qualquer forma me permito - com muito respeito e admiração - discordar do amigo quanto ao fato da Mangueira "estar sempre acima do bem e do mal quando o assunto é samba-enredo". A instituição está sim neste patamar, mas seus sambas-enredo não são infalíveis. Nem os da Mangueira, nem de nenhuma escola. Quanto aos que criticam a iniciativa de comentar os sambas concorrentes, é importante ressaltar que o exercício da crítica é antigo no jornalismo. Talvez seja novo o fato de fazermos com o mundo do samba o que já se faz há anos em outros segmentos artísticos (vale lembrar que já desenvolvi este trabalho por pelo menos cinco anos em outro endereço). A maioria dos sambistas não está acostumada com tal processo. Faz parte do desenvolvimento da imprensa carnavalesca especialmente através deste veículo tão novo que é a Internet. Transcrevo abaixo um texto de Marina Rosas sobre a crítica no jornalismo que se encaixa como uma luva na questão. Em breve teremos textos sobre os sambas da Estácio e da Imperatriz. Quem achar que vale a pena poderá voltar aqui para ler. |