O massacre de Curuguaty, estopim do processo de impeachment que desencadeou na destituição do presidente paraguaio Fernando Lugo, poderia ter sido parte de plano político. A informação foi passada nesta quarta-feira pelo ministro do interior do país, Carmelo Caballero.
"Pode ter sido parte de um plano desestabilizador, de um plano para gerar algum tipo de crise e pode ter tido outro foco de atuação posteriormente. Por isso estamos trabalhando para detectar outros focos, inclusive provenientes de instituições públicas", disse Caballero à rádio Cardinal.
Expondo a hipótese de armação do episódio, que deixou 11 sem-terras e seis policiais mortos, o ministro ponderou que não há provas concretas que comprovem a participação de membros opositores no massacre do último dia 15.
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