‘Febre do Rato’: excesso de cenas desnecessárias

Ana Carolina Garcia | Cinema | 21/06/2012 13h43

O novo e badalado filme de Cláudio Assis, "Febre do Rato" (2012) estreia nesta sexta-feira, dia 22, com a expectativa de ser um sucesso. O SRZD já conferiu o longa que tem tudo para dividir opiniões e não gostou do que viu na tela grande.

- Assista ao trailer de 'Febre de rato'

Para começar, o filme não tem uma história concreta, nem diz a que veio. Mostra apenas um poeta anarquista, vivido por Irandhir Santos, que vive num mundinho irresponsável e promíscuo, onde tanto a mulher quanto o homem não têm nem se dão valor, muito menos respeito. E tudo isso em nome de "liberdade".

É difícil falar de um filme como esse num momento em que o cinema nacional progride como jamais visto e nos presenteia com ótimas produções. Falar de "Febre do Rato" se torna difícil porque ele representa o que há de pior no nosso cinema através de cenas de nudez desnecessárias, drogas, banalização do sexo, tudo sem a menor coerência, com um roteiro incapaz de traçar uma história digna de ser apresentada ao público.

A única coisa boa que posso dizer desse longa é que seu elenco além de muito talentoso é extremamente corajoso. A coragem de Santos (Zizo), Nanda Costa (Eneida), Maria Gladys (Stellamaris), Conceição Camaroti (Anja), Juliano Cazarré (Boca Mole) e de tantos outros atores merece ser destacada. Não é qualquer um que consegue se expôr dessa maneira. Todos estão bem em cena.

Algumas pessoas vão gostar desse filme e provavelmente discordar da minha crítica. Mas uma produção que aposta apenas em sexo para tentar prender a atenção do espectador é bem difícil de ser digerida. Sinceramente, não sei nem como classificá-la, pois está bem próxima da pornografia.

"Febre do Rato" é um filme de excessos, como todo filme de Cláudio Assis. Excessos de cenas desnecessárias que podem chocar e até mesmo causar certa repulsa em parte do público. Não é um longa comercial e muito menos um bom filme. Na minha humilde opinião, ele é uma volta aos tempos em que o cinema brasileiro não tinha produções de qualidade. Coisa que hoje, felizmente, ele tem - salvo raras exceções como esse longa de Assis.

Comentários (15)

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Diego Lima

08/04/2013 11:18:41

Crítica? Não seja tão presunçosa cara. Não gostou? Tudo Bem. Mas, pelo menos apresente argumentos concretos para ilustrar sua visão. Apenas expôs que o filme não contém uma história concreta, não mostrou a que veio, a sua pseudo-crítica também. E acho que não vimos o mesmo filme. EU consegui notar uma história super bem amarrada, com questões sociais sendo abordadas com louvor pelo Cláudio Assis. Um personagem central complexo, um anarquista coletivista, que usa o poder das palavras para alavancar seus desejos políticos, sua súplica pelo cessar da coerção. Além de temas como a liberdade dos individuo e suas escolhas (homossexualismo, casamento, drogas). Um dica? Reveja.

Bernardo Portella

01/12/2012 13:59:13

Coitada da Ana Carolina. Não entendeu nada!

Luiz Goulart

10/11/2012 23:33:02

Quem escreveu essa critica devia ganhar um prêmio de texto mais mal feito do ano...do seculo talvez. Vergonha total.

juliano

30/10/2012 14:38:01

CrÍ tica evangélica?????

thomas

27/10/2012 09:19:37

estou ancioso espero que esse video chegue logo na televisao ate mais!

Eraldo Gamma

25/10/2012 21:06:16

O critico deve gostar mesmo é de assistir as novelas mexicanas, pqwm se tratar d Brasil ele ñ pode estar falando sério! Que tipo de nudez ele acha nescessario? Gabriela, sucesso do Jorge Amado, realmente deu pra enteder ñ viu.. Bjs d um recifense arretado.

Nerino de Campos

27/09/2012 21:01:43

Olha, o filme é tão bom, tão criativo que o sexo e a promiscuidade, motivo do seu proconceito, não teve muita importância, apesar de ter entrado de uma forma corajosa.

Eduardo G

16/09/2012 17:10:34

Realmente, o filme é ótimo (a fotografia, por exemplo, é algo espetacular, único), e a crítica, péssima. Mas eu ainda acredito que dá para "criticar a crítica" sem agredir o crítico. Afinal, se tem uma mensagem que fica clara no filme do C. Assis, é a de que "não há mal pior do que todo mundo pensando igual".

cris japa

05/09/2012 22:02:30

E aí, comeu?

João

27/07/2012 13:39:32

Minha impressão sobre o filme? Vamos lá... Fotografia? Brilhante! Revela na simplicidade do preto e branco uma aquarela de possibilidades raramente explorada Interpretações? Impecáveis! Daquelas que não se põe ou retira sequer uma vírgula Com uma narrativa que flui através de belíssimos poemas que igualam o popular ao erudito e alternam, em sintonia fina, versos que exalam acidez, ao falar das injustiças, com versos de extrema delicadeza, ao falar de amor, amizade, sonhos e liberdade... Como um cronista libertário, narra o cotidiano das pessoas que vivem nas periferias no Brasil (apesar de ambientado no Recife, o retrato é mais amplo); de pessoas que apesar das adversidades encontram espaço e tempo para criar, sonhar e ser feliz... O filme mostra assim a riqueza e a vida pulsante que percorre diariamente as vielas dessas periferias... “Isto aqui, ô ô/ É um pouquinho de Brasil iá ia /Deste Brasil que canta e é feliz, /Feliz, feliz, É também um pouco de uma raça/ Que não tem medo de fumaça ai, ai/ E não se entrega não” Com citações que remetem a importantes pensadores e artistas nordestinos, de Josué de Castro a Chico Science, o filme também é acompanhado por uma trilha sonora que valoriza a cultura regional. Sem qualquer pudor, traço característico do diretor, Febre de Rato também questiona os padrões estéticos hegemônicos. Então se você é daqueles que só curtem o padrão Globo Filmes, cuidado, talvez Febre do Rato não seja um filme que te agrade. Mas se você é daqueles que está de peito aberto para passear por diferentes universos da arte, mas não gostou de Amarelo Manga e, por isso, nem pensa em assistir Febre do Rato, fica então uma dica: também não gostei de Amarelo Manga, mas Febre do Rato entrou pra minha galeria dos melhores filmes que já assisti.

Ana Claudia Lopes

24/07/2012 21:00:32

Você não pode estar falando sério... eu teria vergonha de publicar essa "crítica" se fosse essa pessoa..... Eu imagino quais são os filmes que essa pessoa considera bons.... "Cilada.com"?? E, se realmente acha que é um filme que "aposta em sexo pra prender a atenção do público", você realmente não entendeu nada.

Allan

20/07/2012 20:56:49

"Para começar, o filme não tem uma história concreta, nem diz a que veio. Mostra apenas um poeta anarquista, vivido por Irandhir Santos, que vive num mundinho irresponsável e promíscuo, onde tanto a mulher quanto o homem não têm nem se dão valor, muito menos respeito. E tudo isso em nome de "liberdade"." O cara julga os personagens (e não o filme) como uma senhora conservadora. É, acho que esse filme foi demais pra ele.

Vitor

20/07/2012 09:19:25

Rsrsrs deve ser piada essa crítica. Essa pessoa não entende nada de nada, chega a ser cômico...

cesar

15/07/2012 23:05:43

você não entendeu nada.

Solange Lima

26/06/2012 01:14:46

Afé... isso é crítica?! O que diria este crítico se assistisse um filme no Buñuel?!

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