Violência anti-cristã na Índia
SRZD - Fé | Fé | 27/08/2008 19:19:48
O assassinato de um jovem sacerdote na região de Andrea Paresh e a recente violência de extremistas hinduistas contra fiéis e instituições cristãs e católicas levaram o Núncio Apostólico na Índia, Dom Pedro López Quintana, ao pronunciamento de que "a violência e o ódio fundamentalista não farão que a Igreja renuncie ao diálogo, pois não nos falta entusiasmo para manifestar o amor de Deus em todo lugar especialmente pelos mais pobres".
Cinco pessoas morreram nesta terça-feira (26) por causa da onda de violência comandada por fundamentalistas hinduístas contra os cristãos no estado indiano de Orissa. Além disso, os extremistas atacaram igrejas, edifícios católicos e incendiaram um orfanato onde morreu uma jovem missionária de 22 anos.
Segundo informações da agência católica Radio Vaticano, a violência aumenta desde dezembro de 2007. Dom Thomas Thiruthalil, bispo de Balasore, divulgou um apelo no site da Conferência Episcopal Indiana a todos os habitantes da região, a fim de que trabalhem em favor da paz e da tolerância "para além das diferenças de castas, credo e culturas".
"A Igreja em Orissa condena fortemente o assassinato de Swami Laxmanananda Saraswati", seguido de uma série de massacres de personalidades religiosas que, nos últimos anos, lançou o estado de Orissa numa situação de angústia, medo e ansiedade" - escreve Dom Thiruthalil. A onda de violência contra as comunidades cristãs foram iniciadas após o assassinato do líder hindú Swami Lakshmananda Saraswati.
Para Dom Quintana "os que realizam estas ações são grupos minoritários. A realidade na Índia não é a da violência destes dias. Existe uma convivência e um diálogo entre as comunidades que se manifestam na vida cotidiana. Estou convencido de que, como no passado, serão também os representantes hindus e das outras confissões presentes na Índia as que contribuam à reconstrução das obras destruídas".
A Santa Sé fez um apelo em prol da reconciliação, da reconstrução de um clima de diálogo e de respeito recíproco.
Na audiência de hoje (27) o Papa se manifestou sua preocupação. "Enquanto condeno com firmeza todo tipo de ataque à vida humana, cuja sacralidade exige o respeito de todos, exprimo espiritual proximidade e solidariedade aos irmãos e às irmãs na fé tão duramente provados. Peço ao Senhor que os acompanhe e os sustente neste tempo de sofrimento e que conceda a eles a força para continuarem no serviço de amor em favor de todos", disse Bento XVI.
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