Cortar subsídios de combustíveis diminui aquecimento global
Redação SRZD | Meio Ambiente | 27/08/2008 17:32:00
Abolir subsídios de combustíveis fósseis poderia cortar emissões mundiais de gases estufa em até 6%, além de estimular o crescimento da economia global, afirma relatório da Organização das Nações Unidas (ONU). O estudo estima que financiamentos do governo totalizam cerca de US$300 bilhões por ano - 0,7% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial. Subsidiar petróleo, gás e carvão tem como intuito abaixar os preços da energia, mas segundo a ONU, isto beneficia principalmente os ricos.
"Cancelar os subsídios poderia reduzir as emissões dos gases estufa em 6% ao ano, contribuindo para 0,1% do PIB mundial", assegura o relatório. Pessoas forçadas a pagar mais por energia, tendem a cortar o uso de combustíveis fósseis, o que diminuiria o efeito estufa no mundo todo.
"Governos necessitam urgentemente rever seus subsídios de energias para começar a eliminar os mais prejudiciais", disse Achim Steiner, líder da base do Programa Ambiental da ONU (UNEP, do inglês) em Nairobi, capital da Quênia, na África Oriental.
Subsídios são maiores na Rússia, onde cerca de US$40 bilhões são gastos por ano para tornar o gás natural mais barato. Logo depois vem o Irã, com US$37 bilhões investidos. China, Arábia Saudita, Índia, Indonésia, Ucrânia e Egito também gastam bastante em financiamentos para a produção de combustíveis.
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