Agogôs na bateria da Tijuca
Isaac Ismar | Carnavalesco | 27/08/2008 17:25
No próximo carnaval, o Império Serrano pode não ser uma das poucas escolas que tem o agogô. A Unidos da Tijuca, famosa por suas caixas, estuda a possibilidade de incorporar o instrumento de som tão peculiar em sua bateria. Se tudo der certo, a escola do pavão terá um naipe de 12 agogôs, preenchendo uma fileira na ala, o que não acontece desde a década de 1980.
De acordo com Mestre Casagrande, diretor de bateria da Unidos da Tijuca, os ensaios com a novidade já estão acontecendo a pedido de amigos. Ele explicou que o principal objetivo de agregar os agogôs é cadenciar o ritmo.
- É uma possibilidade ter os agogôs. Vou analisar se encaixa no novo samba da escola, que será escolhido em outubro. Até lá, os ensaios continuam. A volta do instrumento à nossa bateria foi um pedido de alguns amigos. Como um dos julgadores disse que o nosso ritmo estava um pouco acelerado em 2008, o agogô poderá cadenciar, desde que não seja tocado em notas musicais baixas. A princípio ele não ?chocou? com outros ritmos. Está com um andamento gostoso - explicou Casagrande.
A outra novidade destaca por ele é na evolução. Em 2009 a bateria da azul-e-amarela entrará de frente no segundo recuo, ao invés de passar alguns metros do boxe, parar e voltar, como de costume.
- É um pedido da escola para adiantar o desfile. Aquilo de ir na frente, parar e voltar causa um certo atraso e preocupação. O diretor de carnaval Sérgio Professor me convenceu a usar a nova logística. Vamos começar a ensaiar isso na quadra e depois na avenida Venezuela. Mas acho que a adaptação será fácil - assegurou.
Renovação na bateria tijucana
Os ensaios começaram em junho, sempre às quintas-feiras, 21 horas, na quadra. Dos 290 ritmistas do último carnaval, 20 foram dispensados, todos do naipe de caixa. Outros 31, de vários instrumentos, ganharam uma chance de integrar o segmento.
- A direção da escola cobra que o ritmista seja agregado à Tijuca. Alguns têm o hábito de desfilar em cinco escolas, mas isso começa a ser mudado. Percebemos que o importante é termos o ritmista, sabermos que podemos contar com ele nos ensaios técnico e na quadra. Aqueles que só aparecem em janeiro para buscar a fantasia não terão chance - avisou Casagrande.
Postado por:Leonora | 28/08/2008 12:20:28
REALMENTE FOI A PORTELA QUEM INVENTOU O AGOGÔ, PORÉM FOI O IMPÉRIO QUEM REALMENTE DEU O DEVIDO VALOR A ALA. HJ O IMPÉRIO E A GRANDE RIO SÃO AS ÚNICAS ESCOLAS COM ALA FIXA MESMO DE AGOGÔ, PORÉM O IMPÉRIO É CONHECIDO TB, PELA TRADICIONAL ALA DE AGOGÔS QUE SEMPRE SE DESTACA COM BOSSAS DENTRO DO SAMBA. ESPERAMOS QUE ESTA "ACIRRADA" DSPUTA VENHA SOMENTE PARA CONTRIBUIR COM O NOSSO CARNAVAL E COM O SWING DAS BATERIAS, É ESPERAR PRA VER!!!!

Postado por:Paul | 28/08/2008 10:46:42
Na bateria, o som do agogô é quase um arremedo da cuíca, só que tocado com um padrão mais uniforme. Ele foi trazido do camdomblé para o samba e a diferença sonora de seus cilindros, produz um som muito apropriado ao ritimo. O importante (molho de uma bateria) são os chocalhos e os ganzas , eles quebram a secura dos instrumentos de pele. Como sempre diz o mestre Odilon: bateria de escola é que nem um time de futebol: "Tem que ter conjunto", e sem os dez principais instrumentos, nada acontece. (se não me engano, algumas escolas ainda usa o atabaque e o prato). O Império inovou em 1948, com as frigideiras.

Postado por:Leonardo | 28/08/2008 10:09:48
Eu entendo que agogos ajudam sim a cadenciar a bateria, mas é óbvio, se o carro de som e a bateria não estiverem em sintonia acontece aquilo que vimos no desfile da mangueira esse ano, no qual os mais de 20 minutos de foguetório fizeram o samba desandar por completo e a harmonia da escola ir pro beleléu! Voltando ao ponto central da discussão, é ótima a idéia de se colocar agogôs na bateria da tijuca, que é por natureza uma bateria cadenciada e cujos sambas tradicionalmente poéticos não permitem uma sangria desatada tão detestada por mim e pelo Donga. Acho que vai dar super certo e entendo ser uma idéia que vai contribuir ainda mais para a já excelente bateria pura cadência. Um forte abraço a todos!
Postado por:repique 1 | 28/08/2008 09:59:46
rapaziada, agogo no imperio é coisa recente, da década de 70 para cá, portanto não tem ninguém imitando o Império não. nas décadas de 50 e 60 quem tinha agogo era Portela e Aprendizes de Lucas (depois Unidos de Lucas), nessa epoca, Imperio nem sonhava ter agogo. isso não tira a competência do Império nem do Átila, mas agogo em bateria não é invenção imperiana. prato sim começou lá. trocando de assunto swing e cadencia é a mesma coisa com nome diferente, minha opinião valeu?
Postado por:Minha opinião | 28/08/2008 09:41:15
Eu acho que essa revolução das escolas começarem a adotar o agogô e outros artifícios similares é tentar querer igualar ao que já está fazendo sucesso a anos e ainda mais agora sob o comandoo de Mestre Átila, que faz da Bateria do Império uma das melhores do carnaval carioca. Competitividade é saudável, mas cópia não, valeu ?!?!?!

Postado por:luizinho ( cuíca ) | 28/08/2008 09:04:53
Mestre DONGA, concordo com voce, os agogos, pandeiros, lira .........., são o molho (swing). Aprendi com MESTRE LOURO, que as CUÍCAS, servem como marcação e referencia desta, para o mestre de bateria.
Postado por:donga | 28/08/2008 08:42:28
Marcador, bom dia. Eu entendo que qualquer naipe ajuda a cadenciar a bateria desde que exista conjunto e dentro de um andamento condizente com o compasso do samba. Há um limite para velocidade na execução do samba, conforme ensina Mestre Odilon, onde se sairmos desse limite corre-se o risco de termos baterias tocando em compasso de Frevo. Portanto, o Agogô pode sim colaborar como qualquer outro naipe. Os tamborins por serem os mais estridentes numa bateria merecem toda uma atenção especial, porque seu excesso 'vulgariza' o ritmo do samba e abafa asa caixas. Há baterias que só se ouve surdo e tamborins e com o carro de som entrando acelerado, aí vamos ter de tudo, menos samba. Mas volto a bater nessa tecla, não adianta apenas arregimentar uma bateria pra voltar a tocar samba, tem que haver um trabalho conjunto e unido de Bateria e Equipe de canto e harmonia, do contrário fica difícil.
Postado por:Marcador | 28/08/2008 07:26:59
Donga, para mim agogôs, cuícas, reco-recos, rocares, ganzás, liras e pandeiros, ajudam a cadenciar. Andamento, na minha opinião, é uma outra questão diferente, mas relacionada à cadência. Por exemplo, podemos ter uma bateria cadenciada e rápida, assim como uma cadenciada e lenta. Cadência é o nome da conjugação do andamento com o desenho rítmico de uma peça musical, especialmente aplicado ao 'samba. Andamento é o tempo de execução dessa peça musical. Se o desenho rítmico - onde está o agogô - influencia a execução, ela, obrigatoriamente, tem de respeitar as limitações de andamento do agogô. Forte abraço!

Postado por:donga | 27/08/2008 21:38:58
Bem, pra aqueles que assistem novelas como Etarilho e que devem ficar indignados como o Etarrilho, quando a Globo termina a novela mais cedo pra passar os desfiles, já que o Etarrilho nunca passou na frente de uma quadra que dirá querer falar de samba. Porque um camarada vir aqui dizer que não é harmonia do carro de som que dita o ritmo e tom da bateria é ser extremamente leigo, burro mesmo. Porque o Burro não é o cara que não sabe, mas que que sabe e vem pra cá falar besteiras. Cara, caso algum dia tu passar numa quadra, entra e repare que antes da bateria começar a tocar, a harmonia passa o samba e a bateria entra no andamento e tom que as cordas ditam, por isso o cantor faz duas ou três passagens sem bateria. E um dos ensaios e trabalhos mais importantes numa quadra é casar o tom do samba (corda e cantor) com a bateria. Tu deve ser um daqueles chatos que sempre chega no trabalho: "Pô aí tu viu a Juma ontem ? " Mas continua falando da Juma, mas não abra a boca pra falar de samba, burro. De novo com o Tio Donga: " Eu etarrilho, sou burro, nãoporque não sei samba, mas porque quero discutir sobre uma coisa que nunca ouvi falar a fundo, que é samba"

Postado por:donga | 27/08/2008 21:24:01
Vivendo e aprendendo. nunca ouvi falar que agogô diminui velocidade de andamento de bateria, pra mim até então, agogôs é pra dar molho e swing assim como as cuícas, sendo que essas auxiliam na marcação também. Tá certo, mas em todo caso, o Mestre poderia ir conversar com a Harmonia e o carro de som da escola pros caras segurar a mão, tudo bem, vai que os agogô cadenciem mesmo bateria ?!?!? Mas por garantia, combina antes com o carro de som pra vir dentro do compasso de samba. A bateria até pode forçar uma barra, mas hoje em dia com toda essa potÊncia de som na avenida, não consegue mais forçar o carro de som a baixar o tom, já que o retorno das cordas e dos cantores dá a eles uma ótima autonomia. Se o malandro da corda soltar o braço, já era.
Postado por:Etarilho | 27/08/2008 21:13:51
Querido Donga, sua capacidade de escrever BABOZEIRAS é ímpar!!!Você não tem o que fazer não irmão???Todos os seus comentários são escrotos...vá comentar novelas, pois samba é pra quem édo ramo!!!Como o tom das cordas dita o ritmo da bateria....é cada uma que aparece....vai trabalhar vagabundo....

Postado por:donga | 27/08/2008 21:06:41
Vivendo e aprendendo. nunca ouvi falar que agogô diminui velocidade de andamento de bateria, pra mim até então, agogôs é pra dar molho e swing assim como as cuícas, sendo que essas auxiliam na marcação também. Tá certo, mas em todo caso, o Mestre poderia ir conversar com a Harmonia e o carro de som da escola pros caras segurar a mão, tudo bem, vai que os agogô cadenciem mesmo bateria ?!?!? Mas por garantia, combina antes com o carro de som pra vir dentro do compasso de samba. A bateria até pode forçar uma barra, mas hoje em dia com toda essa potÊncia de som na avenida, não consegue mais forçar o carro de som a baixar o tom, já que o retorno das cordas e dos cantores dá a eles uma ótima autonomia. Se o malandro da corda soltar o braço, já era.







O segredo tijucano
Leia sinopse do Império da Tijuca
Veja a ordem de desfile das escolas do Grupo Especial para o Carnaval 2010
Leia a sinopse da Tijuca
Leia a sinopse da Mocidade
Leia sinopse do enredo da Grande Rio
Beija-Flor: Quarenta parcerias de Brasília escreveram sambas para 2010












