Agenda Semanal
Julio Hegedus Netto* | Economia | 25/08/2008 19:20
A trajetória das commodities continua ditando o ritmo dos mercados. Nesta segunda-feira (25) não foi diferente, ainda mais depois do discurso de Ben Bernanke, presidente do Fed, indicando que a economia norte-americana ainda deve enfraquecer, além da queda da inflação. Com isto, os mercados externos e o Ibovespa operaram em forte queda (queda de 2,46% a 54.477 pontos), assim como o dólar pressionado. Para as próximas semanas, a tendência ainda é de volatilidade, com os ativos oscilando ao sabor dos ventos externos.
Para esta semana, destaque para os indicadores norte-americanos e a ata do Fed nesta terça-feira (26). Por lá, as vendas de imóveis usados vieram em expansão de 3,1% nesta segunda-feira. No cenário doméstico, chama a atenção a redução da inflação, pela Focus, com o IPCA recuando de 6,44% para 6,34%, assim como a expansão do crédito, já próximo a 37% do PIB, mesmo com a elevação do juro e do spread bancário. Neste dia, por outro lado, destoou a forte queda das exportações e a elevação das importações, o que resultou num déficit comercial de US$ 840 milhões na quarta semana de agosto. Com isto, no mês, o saldo fechou positivo em US$ 1,27 bilhão.
Na agenda semanal, nesta terça-feira, nos EUA, além da ata do Fed, o índice de preços de imóveis residenciais, a venda de imóveis novos, o Índice de Confiança do Consumidor (Conference Board) e a Atividade Industrial Regional, segundo o Fed de Richmond; na quarta-feira, no plano doméstico, os dados fiscais (central e esfera de governo), o IPC da Fipe e o IGP-M. Nos EUA, as encomendas de bens duráveis de julho e os dados de atividade industrial regional pelo Fed de Chicago; na quinta-feira, no Brasil, a Sondagem da Indústria (FGV) e a reunião do CMN, nos EUA, o PIB do segundo trimestre preliminar, o estoque de petróleo e gás e o auxílio desemprego. Na sexta-feira, os dados de renda e gasto pessoal dos EUA, assim como o Índice de Sentimento do Consumidor de Michigan (PMI) e o Índice de Gerente de Compras de Chicago.
Pela pesquisa Focus, a inflação segue cedendo, diante das recentes quedas das commodities agrícolas e minerais. Na pesquisa da semana passada (dia 22), o IPCA foi reduzido de 6,44% para 6,34%, mantido em 5% no ano que vem. Já o cenário de juro não mudou, mantido em 14,75% ao final deste ano e 14% em 2009.
Por fim, o volume de crédito de julho totalizou R$ 1,08 trilhão, com aumento de 1,7% contra junho, indo a 37% do PIB, número recorde. Em junho, o volume foi de 36,6% do PIB e em julho de 2007, de 32,4% do PIB. A taxa média de juro cobrada pelos bancos em julho subiu para 39,4%, frente a 38% em junho e o spread bancário, ficou em 25,6 pontos percentuais, ante 24,5 pontos no mês anterior. Para pessoa física, o juro médio praticado em julho ficou em 51,4% ao ano, enquanto a taxa cobrada das empresas atingiu o patamar de 27,5% ao ano.
* Julio Hegedus Netto
Economista-chefe
Lopes Filho & Associados, Consultores de Investimentos
julio@lopesfilho.com.br
Caros amigos, acessem o meu blog "De olho na economia" pelo portal www.ondeinvestir.com.br.


Montadora chinesa se interessa pela Opel
Conta de luz poderá ter tarifas diferenciadas de acordo com horário
Paulo Bernardo anuncia que serão mantidos os reajustes dos servidores
Bovespa perde R$ 1,093 bilhão de estrangeiros em junho
Começam as inscrições para o programa "Minha Casa, Minha Vida"
Orientações sobre o Minha Casa, Minha Vida no Diário Oficial do Município
BNDES anuncia plano para financiamento de caminhões





















