Uma placa de propaganda eleitoral irregular na Rua Humaitá, 254, gerou confusão tal que dois fiscais foram parar na delegacia, acusando o candidato a vereador Jorge Serpa (PDT) de tentar impedir o trabalho da Justiça Eleitoral.
Segundo os fiscais, não havia nenhum responsável pela placa, o que constitui propaganda irregular pela Resolução 22.718/08 do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que diz que o material não pode ficar exposto sozinho. Quando haviam recolhido a placa, o vereador teria chegado com seu filho.
"Ele chegou logo dizendo 'você sabe quem eu sou'. Como informamos que o procedimento correto era a apreensão, o filho do candidato disse que é por isso que não se deve dar poder a preto e começou a nos ofender com palavrões", contou o fiscal Jorge Luís Siqueira, em entrevista ao jornal O Dia.
"Nessa hora informamos que éramos policiais e demos voz de prisão para os dois, mas o filho do candidato abandonou o local", afirmou o fiscal Luís Eduardo Silva dos Santos. Serpa ainda teria ameaçado carregar uma arma.
"Pedimos reforço para o 2º BPM (Botafogo), que fez uma busca no veículo, mas não encontrou a arma. Serpa chegou a fazer uma ligação dizendo ser para o candidato a prefeito do Rio, deputado Paulo Ramos (PDT), para pedir ajuda", revelou Siqueira.
Já a versão de Serpa é completamente diferente da relatada pelos fiscais: "Eles que me agrediram. Os fiscais querem aparecer mais do que eu que sou candidato. Mandei meu filho deixar o local, porque ele é um rapaz de 27 anos e não vai se indispor com dois mastodontes daquele tamanho". Paulo Ramos confirmou a ligação, mas disse estar em campanha e não havia como ajudá-lo.
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