Congresso atrasa lei sobre terras indígenas no Peru
Redação SRZD | Internacional | 25/08/2008 20:42
Comunidades de índios e camponeses peruanos ganharam, no último sábado (23), um importante impulso do Governo de Lima, após mais de dez dias de greves e manifestações. O Congresso revogou dois decretos legislativos que teriam tornado mais fácil a venda de terras indígenas.
A chamada Lei da Selva suavizava as condições atuais requeridas para se vender ou arrendar a terra das comunidades, exigindo o voto favorável da metade de seus integrantes. Os detratores da medida consideraram que ela abriria a porta para o ataque massivo de companhias mineradoras e do setor energético nas terras amazônicas.
Pelas palavras do Governo, as normas pretendiam promover a modernização do campo e criar posto de trabalho para facilitar o ingresso de capitais privados no país. Na última sexta (22), o Parlamento anulou em votação tais medidas.
Mais de 60 comunidades distintas do país se levantaram, apoiadas por algumas organizações não-governamentais (ONGS) de esquerda, argumentando que as normas desconhecem os direitos históricos deles sobre as terras.
A notícia do prorrogamento foi celebrada com festas em vários pontos das terras, inclusive por nativos que foram celebrar nas praças. O primeiro-ministro do Peru, Jorge Del Castillo, considerou no sábado pouco provável a possibilidade de que o presidente do país, Alan García, promulgue a lei.

















Chávez nega que seu governo pretenda acabar com o uso da internet no país
Democratas dizem que têm maioria para aprovar reforma da saúde americana
França realiza eleições para renovar assembleias regionais neste domingo
Moradores de Pequim enfrentam a maior tempestade de areia do ano no país
Vídeo: babá é presa após ser flagrada batendo em bebê de 11 meses, nos EUA
Obama pede em programa de rádio que reforma financeira seja aprovada
Ciclone deixa milhares de imóveis sem energia elétrica na Austrália
Papa pede perdão por abusos sexuais cometidos por bispos na Irlanda
Celso Amorim viaja à Síria para mandar mensagem do presidente Lula


