SRZD | Elo entre Brasil e Portugal é recuperado, diz historiador | Capa | Geral


Elo entre Brasil e Portugal é recuperado, diz historiador

Agência Lusa | Geral | 26/08/2008 08:30

A ligação histórica entre Brasil e Portugal está cada vez mais recuperada pelos pesquisadores, com a revisão do papel e da importância de personagens comuns na história dos dois países, considera o historiador português José Norton.

"Está debaixo da pele a ligação entre os dois países, e cada vez mais se está a recuperar essa ligação cimentada pela história", disse à Lusa o autor no lançamento em São Paulo do seu livro "O Último Távora", que resgata a vida e a trajetória de Pedro Almeida Portugal, marquês de Alorna.

José Norton assinalou que, quando começou a pesquisar a vida do marquês de Alorna, não esperava encontrar tantas ligações com o Brasil.

"Acabei por encontrar ligações com o Brasil sem imaginar, e também não fazia idéia de que o lançamento (do livro) seria no momento das comemorações dos 200 anos da chegada da família real portuguesa", observou.

O historiador disse esperar que a obra, lançada na Bienal do Livro de São Paulo, no fim de semana, seja bem recebida pelos leitores, num momento em que se discute a herança portuguesa com o bicentenário da chegada da família real.

"Eu sou positivo em relação à herança portuguesa no Brasil, país que não seria como é hoje, caso não fosse colonizado por Portugal, nomeadamente na questão da integridade territorial", salientou, citando que "o mapa do Brasil que saiu da negociação entre Espanha e Portugal sobre o tratado de Tordesilhas, em 1750, corresponde basicamente ao atual território brasileiro, portanto muito antes da independência do país".

Entre as ligações com a história brasileira, o historiador português ressaltou que o marquês de Alorna esteve para ser nomeado vice-rei de Portugal no Brasil pelo então príncipe regente D. João.

Outra ligação está no fato de o marquês ter defendido a idéia de que D. João e a corte portuguesa deveriam seguir para o Brasil, ante a ameaça da invasão de Portugal por tropas de Napoleão Bonaparte.

"Sou uma espécie de vampiro de personagens perdidos no nevoeiro do tempo, e o marquês teve uma vida tão rica que as pessoas às vezes me perguntam se é mesmo tudo verdade", disse.

A pesquisa feita pelo historiador incluiu a leitura de mais de 800 cartas trocadas entre o marquês e membros da família que foram encarcerados, acusados de participar na tentativa de assassínio do rei D. José 1°, em 1758.

Um dos maiores eventos mundiais do setor, a Bienal do Livro de São Paulo terminou domingo, com Portugal como um dos países homenageados, quando se assinala o bicentenário da chegada da família real.




Atenção: É necessário digitar essa imagem para evitar Spams e mensagens automatizadas.

Declaro que as informações acima são de minha inteira responsabilidade, cabendo a mim toda responsabilidade sobre o conteúdo aqui escrito.

Declaro saber que o SRZD registra informações que possibilitam rastrear a localização e informações reais do autor deste comentário e que estarão à disposição imediatamente sob ordem judicial.