SRZD | EUA estragam a festa mais uma vez e levam o ouro no vôlei


EUA estragam a festa mais uma vez e levam o ouro no vôlei

Redação SRZD | Pequim 2008 | 24/08/2008 11:38:31

Mais uma vez, os Estados Unidos atrapalharam os planos da seleção brasileira masculina de vôlei. Em jogo emocionante, digno de uma final olímpica, a seleção norte-americana derrotou o Brasil por 3 sets a 1, parciais de 20/25, 25/22, 25/21 e 25/23, garantindo a medalha de ouro. Do lado brasileiro, expressões de desânimo e frustração marcaram o final de um ciclo vitorioso de oito anos sob a direção do "mestre" Bernardinho. Apesar da vitória, o Brasil tem muito o que se orgulhar do belíssimo trabalho realizado ao longo dos anos, que sempre nos encheu de orgulho. A prata veio com um sabor amargo, mas valeu pela luta, esforço e dedicação que essa seleção sempre demonstrou. Os americanos, por sua vez, também mereceram. Mostraram total poder de recuperação - após um primeiro set de gala do Brasil -, e foram recompensados com o título. Bernardinho consola o filho, Bruninho, após a derrota - Mauricio Kaye

Os EUA entraram em quadra com a vantagem do título da Liga Mundial, conquistado também em cima dos brasileiros. Mas, o domínio do primeiro set foi totalmente da equipe de Bernardinho, que entrou ligada no jogo. O nervosismo parecia tomar conta dos adversários, que cometeram muitos erros e deixaram o Brasil abrir uma boa vantagem no placar. Clayton Stanley - que se tornaria o nome do jogo - errou suas duas primeiras bolas de ataque. O técnico norte-americano, Hugh McCutcheon gastou os dois tempos que tinha direito para tentar arrumar o time. O início da noite dava a entender que o Brasil confirmaria o seu bicampeonato. Com total superioridade, a seleção verde-e-amarela fechou o primeiro set em 25 a 20.

Recuperação norte-americana e o "canhão" Stanley

O segundo set começou, no mínimo, devastador. Mas pelo lado dos EUA. Stanley, sim, o mesmo que errou as duas primeiras bolas de ataque dos americanos no primeiro set, teve uma seqüência simplesmente fatal no saque, fazendo com que sua equipe abrisse inacreditáveis 8 a 1 pra cima dos brasileiros. O Brasil parecia não acreditar no que estava acontecendo e não conseguia acertar. Com 14 a 7 para os americanos, Stanley voltou ao saque, mas os brasileiros não permitiram que ele ficasse muito tempo e ainda diminuíram a vantagem para apenas dois pontos. O Brasil tentava se recuperar.

Bernardinho decidiu colocar Murilo no lugar de André Nascimento. Atuando como oposto, o jogador entrou bem na partida e marcou logo um ponto para a seleção. A diferença, então, caiu para um ponto e o capitão Giba reconheceu o talento do levantador Marcelinho com um beijo no rosto. No entanto, Stanley continuava implacável. E foi justamente ele que fechou o placar, em 25 a 22.

Virada deles

O terceiro set começou mais equilibrado e logo na primeira bola Stanley não conseguiu passar a primeira bola. No entanto, o oposto norte-americano manteve a seqüência de saques forçados e os ataques bem-feitos. O que se viu em quadra foi uma equipe sabendo ler com precisão as jogadas dos adversários. Os EUA começaram a usar as mesmas bolas de velocidade da seleção brasileira. Giba tentava empurrar o time com vibração.

A equipe de Bernardinho se recuperou do tropeço do segundo set e voltou mais concentrada para a partida, mas não foi o suficiente. Os americanos abriram novamente vantagem no placar. Até a entrada de Bruninho. Em sua primeira Olimpíada, o levantador mostrou muita personalidade, acertando ótimos saques e distribuindo bem as bolas. O Brasil havia se aproximado no placar. Mas, mais uma vez, não foi o bastante, e os adversários fecharam o terceiro set em 25 a 21.

Quarto set: recuperação brasileira, mas foi prata


A equipe de Bernardinho estava decidida a levar o bicampeonato e tentava se recuperar da, até então, superioridade americana. Os bloqueios de Gustavo - eleito o melhor jogador nesse fundamento nos Jogos Olímpicos -, Murilo e André Heller foram fundamentais e o Brasil se manteve à frente do placar até 20 a 17.

E foi aí que "ele" apareceu, de novo: Stanley. O algoz dos brasileiros conseguiu tirar a vantagem de quatro pontos e virou o placar para os norte-americanos. O Brasil teve dificuldades para superar a defesa dos EUA e perdeu uma seqüência de contra-ataques. Com 25 a 23, a revanche esperada pelos brasileiros terá que ser adiada - pelo menos até a próxima Liga Mundial -, e mais quatro anos irão separar a seleção masculina de vôlei do bicampeonato olímpico.

Após o jogo, Bernardinho chorou em entrevista ao falar do fim de um ciclo tão vitorioso, construído por uma equipe brilhante, a "família Bernardinho". Medalha de prata, mas, para uma seleção que, em oito anos, nos trouxe tantas alegrias, tudo é possível e a recuperação é apenas questão de tempo. Infelizmente, alguns membros deixarão essa "família" - como Gustavo -, mas o que fica é a lembrança da garra, coragem e união de uma seleção que, apesar de todos os obstáculos, luta sempre até o fim. Para nós, vocês continuam sendo ouro.


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Postado por:Erenir de Sant´Anna | 03/09/2008 16:17:19

Nunca é demais olhar para trás e rever as sensacionais vitórias da seleção masculina de volei. Lembro-me de quando perdíamos para todo mundo. Campeonatos inteiros. Lembro-me da geração de prata que nunca chegava. Aí começaram os encantadores momentos de aprender, apreciar, sentir o jogo bem jogado, sim, mas com a consistência da vitória. E são vitórias brilhantes: contra gigantes, tradicionais, famosos jogadores. Enchendo a platéia de arte e muita festa. Equipes que nos respeitam e nos olham com olhos de ver. Bom, esporte como toda atividade humana depende de muitos dispositivos. Treino é dedicação. Competência depende de planejamento, estratégia, técnica apurada e muita aptidão. Todos requisitos que temos. Somos seguidos, estudados, invejados, admirados: somos inspiração para muitos países. Aprendem com nossos atletas, nossos técnicos e comissão de apoio. Agora somos ouro e somos prata. Gustavo e Giba, Serginho e Marcelinho, Murilo e André Heller, Rodrigão e Dante, André Nascimento e Anderson, Samuel e Bruno... Atletas completos, de ouro e de prata! Todos com muita responsabilidade e dedicação. Dedicados, surpreendentes, capazes! Parabéns rapaziada. Felicidades. Obrigada pela campanha.

Postado por:Celia Barbosa | 24/08/2008 20:12:40

Mesmo ganhando a prata, os meninos do volei valem ouro!

Postado por:Duda Novaes | 24/08/2008 15:21:33

NA 7A linha do 1o parágrafo está escrito "Apesar da VITÓRIA", quando deveria ser DERROTA. E concordo com o Francisco. Eles são ouro!!!! E serão ainda por muito tempo porque construiram uma base sólida o bastante para tal!

Postado por:Francisco das Chagas | 24/08/2008 13:01:18

a medalha é apenas um detalhe, vocês são ouro!!!!

Quadro de medalhas

Destaques do SRZD

Canoagem

Em Olimpíadas, esta modalidade esportiva apareceu pela primeira vez em 1924, nos Jogos Olímpicos de Paris, mas apenas extra-oficialmente. A canoagem viria a se tornar um esporte olímpico 12 anos depois, em 1936. Os atletas Nivalter Santos e Poliana Aparecida de Paula tentarão trazer inédita medalha no esporte para o Brasil.

Ciclismo

Usada como meio de transporte desde o século XVIII, a bicicleta foi transformada em esporte em 1895 e a modalidade passou a se chamar ciclismo. Sua estréia em Olimpíadas foi em 1896, em Atenas. O Brasil estará representado em Pequim por Luciano Pagliarini, Murilo Fischer, Rubens Donizete, Clemilda Fernandes e Jaqueline Mourão.

Esgrima

A modalidade se parece com uma luta de espadas. Realmente não deixa de ser, mas só virou esporte em 1874. Desde os primeiros Jogos Olímpicos da Era Moderna, no ano de 1896, a esgrima faz parte das modalidades consideradas olímpicas. Ela pode ser disputada individualmente ou por equipe e há três tipos de armas: espada, florete e sabre. João Souza e Renzo Agresta vão representar o Brasil em Pequim.

Pentatlo Moderno

Talvez o mais interessante neste esporte seja a sua "lenda". Afirmam que, em tempos de guerras, um soldado francês da cavalaria de Napoleão Bonaparte foi encarregado de entregar uma mensagem. Para fazer isso, utilizou o seu cavalo, pois passaria por lugares até então desconhecidos. O animal foi morto e o soldado teve que enfrentar os inimigos com uma espada e uma arma de fogo. Sem poder contar mais com o cavalo, ele teve que enfrentar uma correnteza para enfim conseguir cumprir a missão. A estréia do pentatlo em Olimpíadas foi em 1912, em Estocolmo, na Suécia. Há cinco modalidades neste esporte: tiro, esgrima, natação, hipismo e corrida. Yane Marques representará o Brasil em Pequim.

Luta olímpica

Um dos esportes mais antigos da história, a luta olímpica foi incluída na primeira Olimpíada da Era Moderna, em Atenas, em 1896. O objetivo principal é imobilizar o adversário, fazendo com que ele fique de costas para o chão. Puxões de cabelo, dedo no olho e golpes baixos são proibidos. Rosângela Conceição, a Zanza, é a única representante brasileira em Pequim.

Remo

Esta modalidade esportiva tem uma curiosidade peculiar. Esteve presente desde os primeiros Jogos Olímpicos da Era Moderna, em Atenas, em 1896. No entanto, as mulheres só puderam competir em 1976, em Montreal, no Canadá. Em Pequim, seis atletas brasileiros tentarão trazer a medalha inédita na modalidade: Anderson Nocetti, Thiago Almeida, Thiago Gomes, Camila Carvalho, Fabiana Beltrame e Luciana Granato.

Taekwondo

De origem coreana, o taekwondo pode ser considerado um esporte "novo". Seu primeiro campeonato mundial foi disputado em 1973. Os atletas usam protetores na cabeça e no peito, e pontuam ao acertarem socos ou chutes nos adversários. Foi esporte de demonstração nas Olimpíadas de Seul, na Coréia do Sul, em 1988 e só começou a integrar os Jogos Olímpicos oficialmente em 2000, em Sydney, na Austrália. Márcio Wenceslau, Débora Nunes e Natália Falavigna serão os representantes do Brasil em Pequim.

Tênis de mesa

Como alternativa ao tênis "convencional", o tênis de mesa surgiu no século XIX, na Inglaterra. A modalidade fez a sua estréia em Olimpíadas em 1988, em Seul, na Coréia do Sul, e conta atualmente com aproximadamente 40 milhões de praticantes em todo o mundo. Gustavo Tsuboi, Thiago Monteiro e Mariany Nonaka representarão o Brasil. Hugo Hoyama vai participar também, mas somente nas provas por equipe.

Tiro

O tiro esportivo estreou em Olimpíadas em 1896, em Atenas, na Grécia, nos primeiros Jogos Olímpicos da Era Moderna. Atualmente há quatro categorias: carabina, pistola, tiro ao prato e alvo móvel. Em 1920, o Brasil conquistou o ouro com Guilherme Paraense. No entanto, desde então não subimos mais ao pódio nesta modalidade. Em Pequim, dois brasileiros representarão o país: Julio Almeida e Stênio Yamamoto.

Tiro com arco

Nos Jogos Olímpicos desde 1900, em Paris, na França, o tiro com arco "deu uma parada" após as Olimpíadas de Antuérpia, em 1920, e só retornou oficialmente em Munique, na Alemanha, em 1972. O objetivo desta modalidade é acumular o maior número de pontos possíveis. Atingir o círculo central é onde se consegue mais pontos: 10. Os competidores ficam a 70 metros do alvo. Luiz Gustavo Trainini é o único competidor brasileiro em Pequim.

Triatlo

Uma prática esportiva que reúne três modalidades bem diferentes, como natação, ciclismo e atletismo. Assim é o triatlo, criado há um pouco mais de 30 anos, nos Estados Unidos. Presente em Olimpíadas desde Sydney, em 2000, o triatlo contará com três atletas brasileiros em Pequim: Juraci Moreira, Reinaldo Colucci e Mariana Ohata.

Levantamento de peso

O levantamento de peso é uma modalidade muito antiga e que está presente nas Olimpíadas desde 1896, em Atenas. O Brasil nunca conseguiu nenhum resultado expressivo nesta prática esportiva. Em Pequim, o brasileiro Wellison Silva é a esperança de dias melhores no esporte.