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Silicose será tratada com células-tronco no Brasil

Redação SRZD | Ciência e Saúde | 24/08/2008 10:16

A doença pulmonar silicose será tratada com células-tronco no Brasil. Após realizar pesquisas com roedores, a equipe do Prof Marcelo Morales, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), descobriu que a enfermidade pode ser interrompida com tal tratamento. A siliscose atinge cerca de seis milhões de pessoas no Brasil.

 

A maioria dos pacientes são trabalhadores da indústria naval. Mineiros, artistas plásticos e vidraceiros também podem desenvolver a inflamação - que surge a partir do contato com o pó de sílica, não tem cura nem tratamento e mata o indivíduo em cerca de 30 anos.

 

O tratamento será realizado da seguinte forma: dez pacientes serão medicados com as suas próprias células-tronco da medula óssea. Elas são retiradas por meio de uma punção normal e injetadas na forma líquida diretamente nas vias aéreas. As células-tronco da medula retardam o processo inflamatório causado pelo pó de sílica.

 

A silicose não tem cura porque é impossível retirar a sílica dos pulmões. Com isso, os macrófagos - células do sistema de defesa do corpo humano - dos alvéolos pulmonares entram em ação e liberam uma série de enzimas, que acabam destruindo o pulmão aos poucos.

 

Nos testes já feitos em laboratório, as células-tronco conseguiram diminuir a atividade dos macrófagos, fazendo com que a deterioração no pulmão dos ratos diminuísse. A expectativa do grupo é que o mesmo ocorra agora, no tratamento que será feito em seres humanos.

 

Porém, haverá cautela na primeira fase dos testes. Cada paciente será acompanhado por um ano para se analisar a eficiência do método.