As meninas do Brasil são de ouro!
Redação SRZD | Pequim 2008 | 23/08/2008 12:21

O penúltimo dia dos Jogos Olímpicos de Pequim já pode ser considerado histórico para o Brasil. As meninas da seleção de vôlei foram recompensadas pelo belo trabalho durante toda a competição com a merecida, e aguardada, medalha de ouro. Choros, risos, abraços, a sensação de dever cumprido - com categoria - e muita alegria. Foi assim a festa da seleção brasileira feminina de vôlei após a conquista do título olímpico. E as mulheres do Brasil não pararam por aí. O dia começou com a também inédita medalha no taekwondo com Natália Falavigna. A brasileira fez bonito e se consagrou como a terceira melhor do mundo.
Com o peso de mais de uma década sem títulos na modalidade e a desconfiança de muitos, a equipe de Zé Roberto jogou com o coração e raça, fechando a partida em 3 sets a 1, com parciais de 25/15, 18/25, 25/13 e 25/21. Fofão, que se despede da seleção, não conseguia conter as lágrimas e Fabi e Mari aproveitaram para mandar um recado a todos que criticaram o time, fazendo o gesto de silêncio. O jogo foi tenso, mas o talento da equipe brasileira, sem desmerecer a seleção dos EUA que lutou bravamente, fez a diferença.
O início do jogo foi marcado por expressões de ansiedade nos rostos de todas e pedidos de "calma" de Zé Roberto. Paula Pequeno no saque, e Mari nos ataques desmontaram o time norte-americano no primeiro set. Sheila, o destaque do jogo, pedia vibração das companheiras. E foi na vontade que as brasileiras conseguiram manter a vantagem de cinco pontos no placar. O bloqueio, que até o momento não havia funcionado, parou as bolas dos EUA. Nada passava por Fabiana e Walewska, as muralhas do Brasil. Sob a liderança de Fofão, as meninas fecharam o set com mais um saque de Paula: 25 a 15.
Segundo set: o susto
As norte-americanas optaram por começar sacando em Mari - a aniversariante do dia - no segundo set. A tática surtiu efeito e o passe do Brasil começou a chegar muito quebrado até a levantadora. Mesmo com o pedido de tempo de Zé Roberto, o Brasil sentiu a pressão dos EUA e começou a errar, deixando as adversárias abrirem vantagem.
Após 22 sets invictos em Pequim, veio o susto: 25 a 18 para os Estados Unidos. O clima ficou tenso e a torcida brasileira tentava levantar o time. Mas, esse era apenas um dos pequenos obstáculos que tornariam a conquista da sonhada medalha de ouro mais especial.
Terceiro set: a recuperação verde-e-amarela
O Brasil voltou para o terceiro set focado na medalha de ouro. Ninguém segurava Sheila no ataque de fundo e nas largadas. Mari mostrou total poder de recuperação com bastante segurança.
A resposta veio rápida e sem chances para a seleção norte-americana: 25 a 13. Ao final do terceiro set, as jogadoras se reuniram e Paula Pequeno fez uma "previsão": é agora!
Quarto set: a consagração
O dia, ou melhor, a medalha, era do Brasil. Fofão foi peça fundamental, passando tranqüilidade e experiência para o time. O set foi equilibrado e as americanas chegaram até a passar a frente no placar. Mas, o ouro veio de graça, com um erro de ataque exatamente da melhor jogadora dos EUA: Logan Tom.
25 a 21 e a consagração de uma equipe que soube dar a volta por cima e mostrou para o mundo inteiro como jogar com raça, vontade, determinação e, principalmente, espírito de equipe. Parabéns às meninas do vôlei brasileiro, a Zé Roberto e toda a comissão técnica. Vocês entraram para a história de forma impecável e nos encheram de orgulho. Agora, é torcer para a seleção masculina que vai lutar pelo bicampeonato olímpico, na madrugada deste sábado para domingo, à 1h da manhã.
Brasil também faz história no taekwondo
Definitivamente, os Jogos Olímpicos de Pequim 2008 estão para elas: as mulheres da delegação brasileira. Com medalha inédita na vela e o primeiro ouro individual com Maureen Magi no atletismo, as brasileiras entram para a história.
O bronze conquistado por Natália Falavigna no taekwondo - categoria acima de 67kg - veio para somar às conquistas femininas. A vitória sobre a sueca Karolina Kedzierska por 5 a 2 garantiu à Natália e ao Brasil mais uma medalha, mas com um gostinho muito especial: a primeira conquistada nessa modalidade em todas as participações brasileiras.
A comemoração foi emocionante: Natália e seu técnico, Fernando Madureira choravam muito e se abraçavam, após mais um belíssimo feito brasileiro.





























