A série de entrevistas com os candidatos à prefeito foi uma oportunidade de ver de perto o desempenho dos postulantes ao posto hoje ocupado por Cesar Maia. E também o estilo de cada um.
O senador Marcelo Crivella fechou os olhos e orou antes da entrevista. Ele se saiu bem. Assessores acharam que ele havia acelerado muito durante as respostas. Mas eu acho que não. Se no programa Crivella foi rápido, no horário eleitoral, foi devagar demais.
Quando perguntei sobre os ensinamentos que estava recebendo do publicitário Duda Mendonça, Crivella preferiu falar do vice-Presidente José Alencar. Parece que o Duda está agindo...
O deputado Chico Alencar é cativante. E tirou proveito desta sua qualidade. Professor de História, simpático, há anos fiel ao estilo hippie casual, foi o que mais agradou. Os ouvintes ficaram sensibilizados e enviaram mensagens dizendo que enfim havia aparecido um candidado digno.
Já Fernando Gabeira, inteligente, raciocínio rápido, optou em não comparecer pessoalmente ao estúdio. A justificativa de fazer a entrevista por telefone foi a de que sua presença era estratégica em Brasília. O CBN Rio é líder na classe média e junto aos eleitores esclarecidos. Faltar, foi um erro. Mesmo assim, foi bem na entrevista. Alguns dizem que no corpo-a-corpo é lento, parece uma tartaruga. Outras, já atribuem a idade esta forma compassada de se aproximar dos eleitores. A sua biografia contará mais do que esta, digamos, falta de habilidade.
O ex-Secretário Eduardo Paes escolheu a Saúde como seu carro-chefe. A construção de 40 UPAs será mais batida do que a relação prego e martelo. Mas ainda não sabe se esquivar de dois temas caros para ele: porque é odiado por Cesar Maia e como explicar que quando deputado batia em Lula e agora o afaga. Basta perguntar e Paes fica vermelho. Ele demonstra sentir o golpe. O Duda Mendonça dele precisa trabalhar estas falhas.
Ficou faltando um programa eleitoral decente, mais sustentável. O prefeito é um político, mas precisa ser um bom gestor. O discurso de todos é união dos três poderes. Já é um bom passo.