
Em grande parte das cidades brasileiras, andar de ônibus é uma tarefa para iniciados. Um desafio. O sistema é feito para que o cidadão vá de casa para o trabalho e vice-versa. E só! Quem quer ou precisa tentar um trajeto diferente não tem praticamente nenhuma ajuda. O Rio de Janeiro, como principal cidade turística do país, é um bom exemplo das dificuldades enfrentadas pelos principiantes.
Em importantes destinos turísticos pelo mundo, o sistema de transporte público também é usado pelos visitantes. Por aqui, pensamos que o turista só quer - ou só deve - andar de táxi. Essa postura deveria ser repensada, ainda mais com o real valorizado como está.
A primeira dificuldade que um turista ou um carioca que esteja se aventurando a ir além do trajeto casa-trabalho-casa enfrenta é encontrar o ponto de ônibus. Será que alguém da Secretaria Municipal de Transportes já reparou que não há placas indicando os locais de parada na orla da zona sul - leia-se: Copacabana, Ipanema e Leblon - e na maior parte da praia da Barra da Tijuca, na zona oeste? Na prática, os ônibus param em qualquer lugar, mas até descobrir isso, nosso turista já rodou de um lado para o outro igual a uma barata tonta.
Se procurar nas ruas internas, vai se sentir um privilegiado ao encontrar as plaquinhas. Mas como descobrir as linhas que passam pelo ponto? Se der um pouco mais de sorte, vai encontrar pontos com placas grandes onde estão relacionados os números do ônibus que param ali. Mas essa informação sozinha, não é de muita utilidade. O 433 vai de onde para onde? E o 479? O S-20? É quase igual a eu chegar em Pequim, achar uma plaquinha com o ônibus desenhado e tentar decifrar o monte de ideogramas que provavelmente veria abaixo. Não consta o itinerário, muito menos a direção em que a linha segue.
O resultado é um sistema que inibe o usuário. Só anda de ônibus quem precisa mesmo e já sabe que linha pegar. Às vezes, o passageiro pode ter opções melhores, mas, por falta de conhecimento, prefere não arriscar. Ou, mais provavelmente, talvez nem saiba que as alternativas existam.
Quadro de horários é outra invenção que infelizmente também está longe da realidade brasileira. Há exceções, mas geralmente são para grupos restritos, como os ônibus que servem os condomínios da Barra. Com essas informações, o passageiro pode se programar e não precisa ficar plantado no ponto sem ter a idéia de quanto tempo terá que esperar.
Na Europa, o quadro de horários existe em cidades de todos os tamanhos. Muitas vezes, nos horários de pico, quando fica difícil estabelecer o horário exato, a tabela indica a freqüência de ônibus naquele período do dia, informando ao passageiro que determinada linha passa de dez em dez minutos, por exemplo.
Aliás, os candidatos a prefeito deveriam procurar conhecer o sistema de informações disponível para quem usa o transporte público em Londres. Nos pontos, mapas indicam todas as linhas que passam pelo local com itinerários detalhados e quadro de horários.
Há também um mapa de ruas das proximidades. Se a sua linha não passa naquele ponto, pode ser que passe em outro perto e isso estará indicado. É só seguir a orientação e pegar o ônibus na direção certa. No centro da cidade, há paradas com painéis eletrônicos mostrando quais são os próximos ônibus previstos e em quanto tempo chegam.
Além disso, a página da Secretaria de Transportes (Transport for London) tem tudo que o usuário precisa. Mapas de todos os tipos, informações sobre tarifas, tipos de bilhetes... Mas a ferramenta mais útil é a que ensina como chegar de um ponto a outro na cidade e dá todas as opções de itinerários para quem quer usar o transporte público. É só colocar o horário da viagem e os pontos de partida e de chegada.
Faça um teste aqui! Há 19 opções de idiomas. Infelizmente, o português não é um deles, mas a versão em espanhol deve servir para quem não fala inglês. No quadro "Desde" escreva "Buckingham Palace" e marque a opção "Lugar de interés". No quadro ao lado: "Viajando hacia...", escreva "Greenwich Observatory" e marque também o círculo com a opção "Lugar de interés". Mais abaixo, escolha o horário. Coloque 12:00, por exemplo. Depois clique em "Search".
Na tela seguinte, aparecerão várias opções de itinerários com o tempo estimado de viagem e o número de baldeações, se for necessário, em cada uma delas. Ao escolher uma das alternativas e clicar em "Visualización", o itinerário aparece de forma detalhada e, inclusive, com a opção de ver mapas do trajeto.
Quando não têm um computador com internet à mão, os londrinos podem ligar para a central telefônica do Transport for London, informar o endereço de onde está e para onde deseja ir que os atendentes ensinarão os caminhos.
Isso tudo sem falar na possibilidade de usar o transporte de forma integrada, com trocas que dispensam o pagamento de várias passagens ao longo do trajeto. Não é apenas o bilhete único. Lá, o passageiro tem várias opções de tarifas, de acordo com sua necessidade. Pode comprar uma passagem só de ida, só para metrô ou só para ônibus, ou bilhetes para o dia inteiro, para a semana, para o mês...
Passagens desse tipo multiplicam as opções e estimulam uso do transporte coletivo. Imaginemos um passageiro que esteja em Ipanema, na zona sul do Rio, e siga para o centro. Ao chegar no ponto e ver passando um ônibus para o Flamengo (também na zona sul), pode entrar e descer no meio do caminho, em Botafogo, onde eventualmente as opções de linhas para o centro são maiores. As possibilidades se multiplicam.
Hoje, essa mesma pessoa tem que ficar parada no ponto esperando o ônibus certo, a não ser que esteja disposta a pagar o dobro e fazer uma baldeação. Se as alternativas de transporte público para o trajeto não forem muitas, ele certamente vai preferir tirar o carro da garagem e engrossar o congestionamento.
ANTONIO GILSON DE OLIVEIRA
Membro SRZD desde 06/07/2011
29/10/2010 09:59:19
ATENÇÃO MOTORISTA PROPRIETÁRIO DE VEÍCULO NÃO ENTREGUE SEU VEÍCULO: - A QUEM NÃO SABE DIRIGIR; - A QUEM NÃO TEM HABILITAÇÃO; - A QUEM NÃO TEM EXPERIÊNCIA; POIS CORRE O SÉRIO RISCO DE VIDA E GRAVES PREJUÍZOS PATRIMONIAIS. A VÍTIMA PODE SER VOCE. CUIDADO ELEITOR COM CANDIDATO QUE NÃO TEM: CAPACIDADE - EXPERIÊNCIA - HABILITAÇÃO - COMPETÊNCIA E DECÊNCIA COM PATRIMÔNIO ALHEIO. OS DANOS SERÃO MAIS GRAVES E MAIS DIFÍCEIS DE CONSERTAR VEJA OUTRAS INFORMAÇÕES IMPORTANTES NO BLOG: www.aspascard.blogspot.com
Fernanda
18/12/2008 08:26:17
O transporte público de BH está longe de ser bom! Ainda mais nos dias de hoje que o trânsito está ficando cada vez mais caótico, com o número de carros aumentando exponencialmente. Não conheço a cidade do Rio de Janeiro, tampouco seu transporte público, mas pelo que percebi no texto e por outras informações que tenho, aqui é primeiro mundo em relação ao Rio. Aqui, todos os pontos são sinalizados com placas e, em todas as vias de grande movimento, é listada as linhas que param naquele ponto. No centro, todos os pontos são nomeado para facilitar ao usuário localizar seu ponto. Aqui, a empresa responsável por "cuidar" do transporte, a BHtrans, também tem site e telefone que informa qual ônibus pegar a partir dos pontos de partida e chegada. Além disso, os ônibus são padronizados em 4 cores: os azuis vão de bairro a bairro passando pelo centro, os amarelos também são bairro a bairro, mas sem passar pelo centro, os verdes vão até as estações regionais e os amarelos são circulares. Há ainda o sistema de meia tarifa para o segundo ônibus, caso você precise pegar dois em um intervalo de 1h30min. E existe integração com o metrô, onde algumas vezes se paga apenas uma tarifa e em outros casos, tarifa reduzida em um dos dois (metrô ou ônibus). O sistema não é perfeito, mas ajuda bastante na hora de pegar o ônibus. O grande problema aqui são os horários. Existem linhas que demoram mais de 30 minutos para passar. Para os dias de hoje, onde todos têm pressa, 30 minutos é demais, ainda mais que talvez se fique uma hora dentro dele... Além disso, eles passam lotados!!! Muitas vezes o passageiro tem que se arriscar, viajando espremido na porta do ônibus, correndo risco de sofrer algum tipo de acidente. Apesar dos prós, há muito ainda a ser feito pelos usuários de transporte público de BH. Ainda mais pelos que necessitam passar diariamente pelo centro.
Diego
25/08/2008 17:48:41
VocÊs já viram qeu estes candidatos e candidatas a prefeito do Rio estão falando sôbre grandes obras e nada sôbre o dia a dia? É sempre assim se comprometem com despesas que depois não tem dinheiro ou com muita promessa. Do mundo que eu vivo ninguem cuida!!!!!!!
Marcio
22/08/2008 21:58:30
A falta de referencias é uma das grandes causas da crise urbana que vivemos. São os onibus sem indicações, são as ruas sem identificação, são as placas que não orientam e por aí vai. Na verdade a gerencia do transito urbano vive no seculo XIX. Em um mundo em que todos tem acesso a eletronica cada vez mais avançada seja nos bancos, na aposentadoria, no call center, no video game, no CD, no celular, etc, os transportes vivem na era da desinformação. É incrivel que as pessoas não reclamem. Das as autoridades nem se fale. Mas também por que se preocupariam? Elas nem sabem para o que serve um ônibus. Ou será que sabem?
Paula
22/08/2008 15:17:57
O artigo está até meigo. Andar de onibus é desafiar a lei da física que diz que dois corpos não ocupam o mesmo espaço. Acho uma falta de respeito. A frota é pequena para o número de pessoas, o motorista dirige que nem um imbecil, e desculpe a generalização, mas assim, são todos. Isso quando pára no ponto, pq às vezes não importa o quanto você esperou e o quanto levantou os braços...eles passam direto. O cheiro, a falta de "obrigada", "licença", "desculpa". Mas os estudos comprovam: quanto mais forçado a estar perto fisicamente dos outros, maior será nosso afastamento psicológico. Por isso, não adianta reclamar quando uma pessoa sentada finge que está dormindo só para não ceder lugar ao idoso, afinal, o outro não existe naquela situação. salve-se quem puder.
Denise
22/08/2008 14:22:46
Quando se fala tanto sôbre prioridade aos transportes coletivos, uma coisa simples e objetiva como esta é esquecida. Como dizia o Chacrinha, saudoso Velho Guereiro da TV: Quem não se comunica se trumbica! Uma das fortes razões para o uso do metro é a facilidde de encontra-lo e de entender a sua rede. Na França, entre outros países, os nomes das ruas proximas são usados para identificar as estações. Gostei do artigo. Eu não tinha vito as coisas com esta simplicidade e clareza.
Associação Nacional de Transportes Publicos - ANTP
Membro SRZD desde 21/04/2009
22/08/2008 12:14:47
Quem compra um produto que não conhece, ou que não lhe é familiar? Você está disposto a ir de ônibus? Imagine que você tenha que viajar em uma cidade que você não conhece e vai avaliar se é melhor usar Ônibus ou alugar um carro. Com relação aos ônibus você se deparará provavelmente com a seguinte situação: ? Não existe informação do trajeto das linhas. ? Não existe ponto de parada nem calçada. ? No ônibus que chega não há indicação da linha nem da rota. ? Se perdeu o ônibus, não se sabe qual virá nem quando. ? Supondo que o ônibus chegue, entrar nele é difícil e, para as mulheres, é uma experiência penosa se estiver com criança ou carregando um pacote. O mesmo acontece com as pessoas idosas ou incapacitadas. ? Encontrar um lugar no ônibus é quase piada. ? O interior do veículo é barulhento, sujo e desconfortável. Nos veículos de transporte informar os passageiros têm que abaixar a cabeça para não bater no teto. ? A viagem é desagradável pela maneira temerária que o veículo é conduzido além do atraso devido ao congestionamentos e o estacionamento irregular de outros veículos. ? Quando o veículo se aproxima do local de destino é preciso ultrapassar a multidão aglomerada no caminho. E, se existe uma catraca para cobrar a tarifa, é um outro obstáculo a ser transposto. ? Ao descer do ônibus, não há calçada e você pode dar de cara com um veículo na rua. Em um carro dispõem-se de mapa das ruas, as vias são pavimentadas, há sinais de orientação nas esquinas, no rádio ouve-se informações sobre a situação do tráfego, não há policiamento e o espaço da cidade é todo seu. Estará você então disposto a encarar uma viagem de ônibus? (Transcrição livre do Box da página 275 do livro Urban transport, environment and equity de Eduardo A. Vasconcellos, que foi autorizada pelo autor à ANTP). A ANTP manifesta sua concordancia com o artigo do jornalista e do SRZD e incentiva que soluções
ASPAS ASSSOCIACAO DOS PASSAGEIROS
21/08/2008 17:40:31
PROJETO CARTÃO PASSE LIVRE ”ASPAS”CARD ”ASPAS”CARD, O CARTÃO “PASSE LIVRE” PARA IDOSOS, PORTADORES DE DEFICIÊNCIA, DOENÇAS CRÔNICAS E ESPECIAIS OFERECE E GARANTE DIREITOS E BENEFÍCIOS. DESTINADO À FACILITAR A VIDA DE ATIVOS, INATIVOS APOSENTADOS PENSIONISTA, PORTADORES DE DEFICIÊNCIA E DOENÇAS ESPECIAIS. IDEAL PARA VIAJAR, PASSEAR, GASTAR, COMPRAR E SER FELIZ. RECEBA SEU CARTÃO “ASPAS”CARD IMEDIATAMENTE E TENHA O MUNDO AO SEU ALCANCE. OFERECE ATÉ 40 DIAS PARA PAGAR SUAS COMPRAS. Com o Cartão “ASPAS”CARD, você tem comodidade e tranqüilidade para adquirir EMPRÉSTIMOS FACILITADOS, maior prazo para efetuar o pagamento de suas compras. Ao efetuar o pagamento da fatura de seu cartão “ASPAS”CARD, até a data do vencimento, você não paga juros nem taxas adicionais. SEM TAXA DE ADESÃO NEM ANUIDADE. Para adquirir o Cartão “ASPAS”CARD, você não tem nenhum gasto. Ou seja, o custo é zero. Com o cartão “ASPAS”CARD, você não pagará taxa de administração. O CARTÃO ”ASPAS”CARD OFERECE PRATICIDADE NO PAGAMENTO. O seu demonstrativo de despesas informará que o pagamento mínimo foi descontado do seu benefício e o saldo restante estará disponível para pagamento em banco na data de vencimento. Caso você opte por não efetuar o pagamento adicional, o saldo será automaticamente financiado para o próximo vencimento, acrescido de um pequeno encargo. MENOR JURO ROTATIVO DO MERCADO. O Cartão “ASPAS”CARD ESTÁ INTEGRADO À “ASPAS – ASSOCIAÇÃO DOS PASSAGEIROS (CNPJ 97.396.626.0001-09) conta com a PARCERIA DO CEUCERTO-DELEGACIA DO CONSUMIDOR (CNPJ/MF 05.308.391/0001-20), e faz parte de um sistema de crédito consignado. Ou seja, uma pequena parte do valor que você utilizar com o cartão será abatida de seu próprio benefício. Caso você efetue o pagamento da fatura após a data do vencimento, incidirá sobre a mesma uma taxa estabelecida pelo Governo. Seguramente, esta taxa representa o menor juro rotativo
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