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Situação tem vitória significativa nas eleições do Cremerj

Juliana d'Arêde | Rio+ | 19/08/2008 19:12

A chapa da situação do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj) confirmou mais cincos anos de gestão à frente do órgão. Com 52% dos votos (18.606 dos 35.484 válidos), a Causa Médica (chapa 1) venceu com o resultado mais expressivo da história do conselho. Em segundo lugar, ficou a chapa Muda Cremerj (2), enquanto a chapa 3, Resgate da Ética, acabou na última colocação, com 21% (7.482 votos) e 19% (6.915 votos), respectivamente.

Para a atual presidente do Cremerj e membro da chapa 1, Márcia Rosa de Araújo, o resultado mostra que as propostas da Causa Médica estão de acordo com as necessidades dos médicos da cidade, buscando melhores condições de trabalho e o fortalecimento da educação médica continuada, realizada pela chapa ao longo dos anos.

"Procuramos convencer os colegas a trabalhar e optar por um caminho e, hoje, a Causa Médica é um caminho consolidado, já que as duas chapas de oposição tiveram uma diferença expressiva. Como somos da situação, esse resultado mostra que estamos na direção certa. A sociedade precisa ver que o médico quer dar tudo de si, mas precisamos exigir dos governantes melhores condições para que possamos exercer a medicina com melhores condições", declarou Márcia ao SRZD.

A presidente do Cremerj defendeu ainda a existência de Câmaras Técnicas para a avaliação das denúncias contra os médicos. "A medicina tem muitas especializações e precisamos de profissionais capacitados para avaliar cada questão específica. Somos 40 conselheiros e, até agora, não tivemos nenhuma mudança na lei para que o número de conselheiros seja proporcional ao número de médicos no estado".

Entre as principais propostas da Causa Médica, destacam-se: luta pelo aumento da Tabela SUS e maior financiamento para a saúde, regularização do trabalho e aumento salarial para os profissionais do Programa Saúde da Família, segurança dos médicos nos locais de trabalho, luta por melhores honorários nos convênios, defesa do ato médico, ensino de qualidade, melhora e valorização dos hospitais universitários.

"Pretendemos avançar nessas questões porque sabemos que a população mais carente é a mais prejudicada com esses baixos salários dos profissionais. E os médicos precisam ter a valorização do estado como um todo. Tem que manter a educação médica continuada, eles (os profissionais) têm que receber pela residência médica. Isso é fundamental para que haja um avanço da medicina no país e a força do voto é muito importante para implementar essa política cada vez mais adiante", completou.




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