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"O problema é que ano passado a bola não entrava"

Redação SRZD | Profute | 18/08/2008 12:25

Com oito pontos conquistados em seis jogos, o Profute goleou o Serrano por 5 a 1 neste sábado (16) e é o terceiro colocado do grupo D da Segunda Divisão. O clube de Itaboraí garantiria classificação para a segunda fase com folga se a primeira etapa se encerrasse nesta rodada. O cenário é bem diferente do vivido na última temporada, quando brigava contra a última posição e perdeu a batalha, sendo obrigado a disputar o grupo X, a repescagem contra o rebaixamento.

 

Novos investimentos, mais contratações e reforços de ponta? Nada disto. O time que disputa este Campeonato Estadual é praticamente o mesmo da última temporada: recheado de jovens e promessas. Não há mudanças nem mesmo na comissão técnica, exceto pela suspensão de 340 dias que cumpre o técnico Getúlio de Oliveira Diogo. Mas Diogo segue treinando a equipe, que é dirigida nas partidas pelo auxiliar Edward Quintanilha.

 

?Agora as conclusões estão acontecendo e os gols estão saindo. Ano passado não tivemos sorte. O time é realmente o mesmo que hoje disputa a Segundona, mas naquele ano a bola não entrava. Basta observar que não tivemos nenhum placar elástico. Não perdemos nenhuma partida por mais de dois gols de diferença?, avalia Jorge Ronaldo, gerente de futebol do Profute.

 

Em parte, Ronaldo tem razão. Ficou claro no início da última temporada que o time, demasiado jovem, não tinha o entrosamento ideal e teve de buscá-lo ao longo da competição. Como caiu em uma chave forte, crescer em meio a adversários de nível ainda mais elevado não era tarefa das mais fáceis, e a última posição do grupo comprova isto, apesar de o time ter conseguido beliscar alguns pontos.

 

No inevitável grupo X, formado por equipes que terminaram na última posição de cada chave, o Profute sobrou e se livrou do rebaixamento com antecedência. Em parte por méritos próprios, como a goleada de 5 a 1 sobre o Casimiro de Abreu, em parte pela falta de atenção de dirigentes de clubes rivais, que protagonizaram espetáculos de gosto duvidoso ao não enviar ambulâncias do tipo UTI móvel, devidamente equipadas, para  partidas decisivas, como determina o Estatuto do Torcedor. A medida proporciona vitória por WO para os times visitantes.

 

A segunda explicação para o bom desempenho nesta temporada é mais óbvia. O passar do tempo e a nova pré-temporada trouxeram entrosamento ao time, mas é improvável que um grupo jovem e sem a experiência de companheiros veteranos tenha evoluído tanto por si só. A resposta que melhor se sustenta é a experiência adquirida neste intervalo. Sem calendário desde dezembro, quando terminou a disputa do grupo X, o Profute reaproveitou boa parte do elenco no time de juniores e emprestou outros atletas, como Chumbinho e Fidélis, que ficaram no América e foram peças importantes no time Alvirrubro durante a Copa Rio. É por essa soma de fatores que agora os gols saem com regularidade.

 

Ainda é cedo para dizer se o Profute irá longe na disputa. É pouco provável que passe da segunda fase caso se classifique, mas sobram razões para que o desempenho seja muito superior ao da última temporada.




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