Ônibus no Rio: do pioneirismo ao ponto morto
Alexandre Mata Tortoriello | Geral | 14/08/2008 16:35
O Rio de Janeiro comemorou nesta semana o pioneirismo da cidade no transporte urbano: 100 anos do primeiro serviço regular de ônibus a gasolina do Brasil. Mas, apesar de ter largado na frente, a cidade não manteve o fôlego inovador. Os corredores de ônibus que se tornaram marca registrada de Curitiba estão perto de completar quatro décadas. Outras capitais como São Paulo e Belo Horizonte seguiram pelo mesmo caminho. O Rio ficou para trás. O que é planejado dificilmente sai do papel.
?Vamos investir em BRTs (corredores de ônibus que têm funcionamento semelhante ao do metrô). Já temos recursos do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) para encomendar o estudo do corredor na avenida Brasil e pretendemos construir outro na via Light?, afirmou o secretário estadual de Transportes, Júlio Lopes. ?Um dos problemas que enfrentamos hoje é a superposição de linhas. Com esse sistema vamos transportar mais gente, com mais conforto e menos ônibus.?
É a chance de o Rio tomar gosto pela ?novidade?. Os corredores de ônibus são uma alternativa para cidades com recursos limitados e sem tempo a perder. Recentemente, voltou-se a falar na linha 4 do metrô, ligando o centro à Barra da Tijuca, na zona oeste. O governo federal chegou a anunciar a liberação de R$ 15 milhões para obra, ou seja, 0,7% do valor total do projeto, orçado em R$ 2,2 bilhões.
Se fosse aplicada em corredor de ônibus, essa verba seria suficiente para construir um de quatro quilômetros, distância entre a praia de Botafogo, na zona sul, e a avenida Presidente Vargas, no centro. Curiosamente, equivale a um percurso de ida e volta da primeira linha de ônibus no Brasil, que percorria de ponta a ponta os dois quilômetros da avenida Central ? atual avenida Rio Branco. Com US$ 1 bilhão, é possível construir sete quilômetros de metrô, 40 quilômetros de trem, ou 426 quilômetros de corredores. É tudo uma questão de escolha.
As empresas de ônibus também podem contribuir com a renovação da frota. A idade média dos ônibus no Rio ainda é de 5,7 anos, mas está caindo. Com a bilhetagem eletrônica, o setor ganhou um pouco mais de fôlego e novos veículos estão chegando às ruas.
É possível fazer uma revolução no sistema de transporte público da cidade e o período eleitoral é propício para a discussão de propostas. Mas a revolução também passa por uma racionalização dos serviços. O sistema de transporte deve ser pensado como um organismo vivo, não como um conjunto de linhas que não interagem entre si.
Segundo Lélis Teixeira, presidente da Fetranspor (Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro), as empresas são contra uma licitação neste momento, pois ela representaria a manutenção de um sistema com muitas falhas por corrigir. É preciso então que as deficiências sejam sanadas e a licitação aconteça.
Se os responsáveis pelo nosso transporte tivessem noção da diferença que um sistema bem estruturado faz na vida dos usuários, muita coisa já teria mudado. Mas isso é assunto para uma outra semana.
Sorria, Jade!
Fui um dos milhares de brasileiros que se encantou com Jade Barbosa durante as provas de ginástica nos Jogos Pan-americanos. Chorei e sorri junto com essa brasileirinha. Mas agora, em Pequim, a gente só vê aquele na apresentação antes de cada exercício. É um sorriso meio forçado, logo volta o semblante fechado e tenso. Durante os períodos de espera, as pernas e braços balançam de ansiedade. Suas apresentações ficam muito mais graciosas com o seu belo sorriso, Jade. Respire fundo e volte a sorrir! Somos milhões de brasileiros torcendo por você.
Postado por:José Carlos | 05/09/2008 17:00:41
O serviço de õnibus urbanos no Rio é bem ramificado,há linhas p/diversas partes da cidade, só falta é acabar com os "feudos" e a prefeitura municipal ter competência,ou vontade política, p/ administrar o transporte público, dando prioridade ao transporte coletivo em detrimento do individual. Determinar que as emprêsas (que são permissionárias) operem com 30%,no máximo, de suas frotas com "micróes" para pequenos trajetos, e que os demais veiculos tenham Cobrador. Não permitir Vans/Kombis nos itinerários dos ônibus. O Carioca é criativo. Não dependemos de fórmulas externas, não gostamos de "transbordos". Foi só copiar os outros (entrar p/frente e sair p/traz) e os passageiros diminuiram.

Postado por:Associação Nacional de Trasnportes Públicos - ANTP | 18/08/2008 22:41:17
"Quem sabe faz a hora, não espera acontecer", diz a música tão cantada pela juventude de outrora. O Rio fez a hora, mas "o tempo passou e da janela só o Rio não viu" canta uma outra, deixando-nos com um transporte tão aquém do que seria possível. Investimentos em certas obras existem, recursos para elas também. Mas depois quem vai mante-las e opera-las? Mas para os transportes publicos não há recursos para ampliar o metro, as ferrovias, implantar corredores de ônibus. Independente de ser da competencia estadual os municipios podem e devem participar e implantar as integrações e prioridades para os transportes. Alguem que mora em Nova Sepetiba - na Cidade do Rio de Janeiro - para chegar em Laranjeiras - na mesma Cidade do Rio de Janeiro - gasta 2 horas e meia para ir e outras 2 horas e meia para voltar. Todos os dias, todas as semanas. As vias precisam ter prioridades para os coletivos. Os recursos devem ser aplicados em transportes publicos. Isto é inclusão social! Isto é cidadania! Isto é justiça social! Isto é um direito!





























