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Anvisa quer limitar número de cirurgias para diminuir infecção

Redação SRZD | Saúde | 14/08/2008 11:42

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou que pretende limitar o número cirurgias realizadas no país, especialmente as que utilizam câmeras de vídeo que são colocadas dentro dos pacientes, como a videolaparoscopia.

A intenção é proporcionar uma redução no número de infecções geradas por uma bactéria presente em equipamentos de cirurgia, chamada micobactéria. De acordo com a agência, o Brasil vive uma "emergência epidemiológica" causada pela bactéria.

As explicações para os surtos dessas infecções são sujeira dos aparelhos e resistência da bactéria aos produtos de esterilização. Fiscalizando os serviços de saúde, a Anvisa descobriu que a aparelhagem vinha sendo apenas desinfetada, e não esterelizada.

Segundo a diretora-adjunta da Anvisa, Beatriz Macdowell Soares, "onde tem sido aplicado procedimentos de esterilização, de forma correta e completa, não há problemas,  e onde ocorreram casos e o serviço de saúde passou a adotar os procedimentos de esterilização não houve reincidência".

A idéia é que o menor número de cirurgias dê tempo suficiente para que todos os aparelhos sejam esterilizados. Nos últimos cinco anos, a micobactéria fez 2.102 vítimas em 14 Estados brasileiros, a maioria em hospitais privados. Neste ano, houve 76 novas ocorrências no Distrito Federal, em Goiás e no Rio Grande do Sul.Duas mortes estão sob investigação no Paraná.

Devido às infecções, que causam perdas de tecidos, nódulos e feridas que não cicatrizam, o governo do Espírito Santo decidiu na última terça suspender as lipoaspirações.




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