A obesidade "benigna"
Redação SRZD | Saúde | 12/08/2008 22:31
Dois estudos publicados nesta segunda-feira (12), pela revista especializada Archives of Internal Medicine, afirmam que é possível ser obeso e saudável. Resistência à insulina e sinais de arteriosclerose precoce - que sinalizam problemas cardíacos e risco de diabetes do tipo 2 - nem sempre são conseqüências de gordura.
O estado físico de 314 pessoas, divididas em "peso normal", "acima do peso", "obeso sensível à insulina", e "obeso resistente à insulina", foi analisado. Os cientistas mediram a gordura corporal, a visceral, (em torno do abdômen) e a subcutânea, com exames de ressonância magnética, e ainda mediram os níveis de gordura no fígado e nos músculos.
Nas conclusões, ficou claro que a gordura abdominal é indicativa de resistência à insulina e não tem tanta importância para determinar os riscos dos pacientes obesos. Descobriu-se ainda que obesos sensíveis à insulina e pessoas com peso normal apresentavam a mesma espessura de parede nas artérias, confirmando um tipo de obesidade "benigna".
O outro estudo foi realizado pela equipe da médica Rachel Wildman, do Albert Einstein College of Medicine, em Nova York. Eles estudaram 5.440 pacientes com fenótipos diferentes para medir como a gordura influi na saúde.
Foram analisados dados coletados entre 1999 e 2004, de pessoas com peso normal, acima do peso e obesas, com e sem anomalias cardio-metabólicas (que incluem pressão alta, nível elevado de triglicerídeos e o chamado ?bom colesterol?).
Nos resultados, 23,5% das pessoas de peso normal apresentavam anomalias, enquanto que 51,3% das acima do peso e 31,7% das obesas eram saudáveis ?metabolicamente?.
No entanto, Rachel defende que ainda "são necessários novos estudos sobre mecanismos comportamentais, hormonais, bioquímicos e genéticos que estão por trás dessas diferentes respostas metabólicas ao tamanho do corpo".




























