Lugares para comer e se divertir no Rio

Juliana Dias | Gastronomia | 26/03/2012 16h12

Foto: DivulgaçãoO primeiro trimestre de 2012 foi movimentado no setor de bares e restaurantes do Rio de Janeiro. Miranda, que inaugurou na última quinta-feira (22), traz a proposta de ser um espaço multicultural. Localizado no Complexo do Estádio de Remo da Lagoa, reunirá shows, peças de teatro, exposições e palestra. O espetáculo de lançamento é com Gal Costa, lançando o CD Recanto. O cardápio será assinado pela chef Ciça Roxo, da Aguce Gastronomia. O nome é em homenagem à pequena notável, Carmem. Com consultoria também de Ciça, chega em Copacabana o Zot, wine bar que está em esquema de soft opening.

O economista Carlos Lessa, depois de revitalizar casarões antigos no Centro do Rio, agora quer trazer mais bossa ao bairro do Catete, na Zona Sul Carioca. No dia 6 de março, inaugurou o casarão Ameno Resedá, que une música e gastronomia, com agenda de shows diversificada em sons e estilos. O nome presta homenagem a um dos mais importantes ranchos de carnaval carioca, fundado em 1907 por servidores públicos. Para acompanhar os tons, os comes celebram a cozinha carioca de botequins, com sanduíches, petiscos e uma vasta carta de bebidas.

A neta e filha de Vinícius de Moraes, Georgiana e Diana, abriram em Ipanema, o 00 Café Bistrô, uma extensão do 00 Cozinha Contemporânea, no Planetário da Gávea. A nova casa tem cardápio assinado por Pedro Warth, que passou por casas como Fasano e D.O.OM. Diana é formada em gastronomia, e também deve fazer suas intervenções no cardápio. O Carambola Cozinha e Café, também em Ipanema, dentro da galeria Boutiques, abriu as portas este mês. O menu é assinado pela chef Maia van Velthem, que comandou por quatro anos a cozinha do Quadrucci.

A Casa Carandaí, inaugurado no Jardim Botânico, é de Janjão Garcia, ex-sócio do Garcia e Rodrigues. Sua aposta é promover o encontro entre clientes e produtos brasileiros. Apesar da qualidade e excelência gastronômica dos ingredientes nacionais, a logística para chegar aos grandes centros urbanos ainda é muito complicada. A produção local é a estrela do emporium, que apresenta os garimpos do proprietário em todo o Brasil.

A lanchonete Papajaya (2147- 6627) também integra a lista dos recém-chegados, em fevereiro. O destino é o Baixo Leblon. Entre as novidades estão o cachorro quente de salsichas e lingüiças, feitos na própria casa, bebidas gaseificadas com sabores e banana no palito. Fora do eixo Zona Sul, que concentra os novos empreendimentos, a Barra da Tijuca também recebeu um novo estabelecimento, também no final de fevereiro. É a casa de carnes Mercanti, da família Fedrizzi, donos do Picanha e Etc (2433-2498). Ao todo foram sete novos estabelecimentos, que tiveram divulgação em veículos de comunicação do Rio.

À boca pequena, mais precisamente nas redes sociais, outras casas estão fermentando. Claude Troisgros deve abrir a CT Boulangerie; e Dominique Guerrin, também vai ter uma padaria à francesa. O grupo Garcia & Rodrigues vai ocupar o lugar da livraria Letras & Expressões, na Dias Ferreira, no Leblon. E ainda procura outras lojas no bairro para abrir café e bistrôs. E o ano está só começando. Essa efervescência gastronômica mostra o vigor do Rio de Janeiro em atrair novos investimentos.

Não há dúvidas de que a concorrência é produtiva para empresários e consumidores, sejam moradores ou visitantes. Mas é importante ressaltar que esse crescimento deve prezar pela hospitalidade, onde a comida é a porta de entrada. E para o famoso "volte sempre" acontecer é preciso construir uma boa equipe, da brigada da cozinha ao atendimento.

Mais informações no site Malagueta

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