Quase 90% das hospedagens brasileiras são de médio e baixo nível
Redação SRZD | Economia | 28/02/2012 15h11
Segundo uma Pesquisa divulgada nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 85,5% dos estabelecimentos de hospedagem nas capitais brasileiras estão classificados em patamares de médio e baixo grau de conforto e qualidade de serviços. Entre eles, 24,7% foram classificados como de médio conforto; 37,6% como econômicos e 23,2%, simples. A Pesquisa de Serviços de Hospedagem (PSH) 2011 aponta que apenas 14,5% desses estabelecimentos são classificados como de luxo ou superior muito confortável.
Como apontou o gerente da pesquisa, Roberto da Cruz Saldanha, a classificação foi informada pelos próprios estabelecimentos, no momento das entrevistas, de acordo com a padronização indicada pelo Ministério do Turismo.
"A maioria dos estabelecimentos ainda tem padrões inferiores de qualidade. Se considerarmos apenas as duas classificações mais baixas, a econômica e a simples, já chegamos a mais da metade deles, 61% têm padrões inferiores em serviços. É um percentual alto", avaliou.
Além disso, ele destacou que existe uma concentração forte na distribuição desses estabelecimentos, sobretudo nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e em Belo Horizonte. Apenas esses quatro municípios juntos respondem por 40,7% do total nas capitais. "Além disso, eles concentram 45,8% dos quartos e por 43% dos leitos disponíveis nas capitais, o que revela uma rede bastante concentrada", detalhou o gerente.
Segundo o levantamento, Brasília tem a maior proporção de hotéis entre as capitais, onde quase sete em cada dez (67,1%) estabelecimentos de hospedagem são desse tipo. Florianópolis (SC) é responsável pelo maior percentual de pousadas (40,2%) e Fortaleza (CE) concentra a maior proporção de motéis (39,3%).
A acessibilidade também é um dos pontos fracos na rede de hospedagem brasileira. Apenas 1,3% das 250.284 unidades habitacionais é adaptada para pessoas com necessidades especiais. Dessa forma, somente um total de 3.253 suítes, apartamentos, quartos e chalés contam com essa adequação em todo o país.
O gerente da pesquisa enfatizou que um estudo complementar será divulgado em abril com dados semelhantes relativos às regiões metropolitanas. Todas as informações servirão para mensurar a capacidade de hospedagem no Brasil e ajudar os setores público e privado do país no planejamento para receber a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016.
Nas 27 capitais brasileiras, foram registrados 5.036 estabelecimentos de hospedagem, com 250.284 unidades habitacionais, como suítes, apartamentos, quartos e chalés, e 373.673 leitos, entre simples e duplos.
Com infomrações da Agência Brasil








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