Mocidade faz desfile exuberante e busca seu oitavo campeonato

Equipe SRZD | Carnaval/SP | 19/02/2012 02h49

Inspirada na obra "A Tenda dos Milagres", do escritor Jorge Amado, que completaria 100 anos em 2012, a Mocidade Alegre, sete vezes campeã do Grupo Especial, retratou em seu desfile o ambiente multicultural e religioso de uma Salvador do início do século passado. Em clima de superação, devido ao incêndio que atingiu o barracão da escola presidida por Solange Cruz Bichara Rezende no início do ano, a "Morada do Samba" passou com muita força na passarela do Anhembi trazendo o belíssimo enredo: "Ojuobá - No céu, os olhos do Rei...Na Terra, a Morada dos Milagres...No coração, um Obá muito Amado".

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- Vídeo: Assista ao grito de guerra da Mocidade Alegre

- Vídeo: Ator Cássio Scapin fala do enredo da Mocidade Alegre

Abrindo os caminhos da escola do bairro do Limão, as representações de Exu, do mensageiro de Ifá e dos 12 Obás de Xangô foram os destaques na Comissão de Frente. Outro show a parte foi proporcionado pelo primeiro casal, Emerson Ramirez e Adriana Gomes, que incorporou o swing da Bahia em sua dança.



A primeira alegoria apresentada pela dupla de carnavalescos Marcio Gonçalves e Sidnei França, foi uma grande exaltação ao Orixá Xangô: Três grandes leões, fogo e trovões, suas três mulheres; Oxum, Obá e Iansã compunham o abre alas da vermelho, verde e branco. Toda a diversidade da época foi representada: as ladeiras e o colorido do Pelourinho, igrejas, casarões, atabaques, meretrizes e malandros fizeram parte do cenário. O sincretismo religioso através de objetos utilizados em rituais cristãos, como ostensórios e defumadores, decoravam a quarta alegoria. A homenagem a Jorge Amado, que foi um dos principais divulgadores do Candomblé, veio na última composição, onde o escritor foi coroado como um "Obá de Xangô", honraria concedida pelo terreiro de Mãe Senhora, no estado da Bahia.



A velha guarda recebeu um cuidado especial apresentando-se com duas fantasias diferentes; as damas vieram como "Mãe Senhora", nomenclatura do terreiro mais conhecido de Salvador, e os cavalheiros como "Obá de Xangô", título criado para homenagear baianos que contribuíram com difusão do Candomblé. As baianas também se apresentaram com figurinos diferentes, nas cores branca e amarela.

A bateria "Ritmo Puro", de Mestre Sombra, fez evoluções e paradinhas que enlouqueceram o público. O samba de 2012, um dos melhores da safra, composto por: Fernando, Leandro Poeta, Renato Guerra, Rodrigo Minuetto, Thiago e Vitor Gabriel, foi brilhantemente interpretado por Clóvis Pê e seu time de canto.

Os componentes evoluíram com garra e energia. Diversas alas de passo marcado e coreografadas foram aplaudidas pelo público. No final de sua grande exibição, a comunidade do Limão viu a sua Presidente, Solange, muito emocionada, chorar copiosamente. 

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Comentários (3)

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Renato

19/02/2012 17:16:25

Não foi fácil. Esse ano a Mocidade foi guerreira mesmo. Estar ali na concentração, aguardando o desfile e ver a escola linda demais me levou as lágrimas mesmo. Isso é carnaval, é força, é raça, é união.

Thaylane Dantas

19/02/2012 06:58:01

Sou baiana e soteropolitana com muito orgulho, agradeço a escola por homenagear minha terra e rebuscar as nossas histórias e cultura com grande perfeição e coerência.

marcia

19/02/2012 06:36:41

Desfile de campeã. Impecável.

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