O delegado da Coordenadoria de Informação e Inteligência Policial, Henrique Pessoa, em entrevista na manhã de terça-feira (05/08), falou sobre a intolerância dos traficantes estarem atingindo a opção religiosa dos moradores em comunidades carentes.
- A questão desse tipo de intransigência é histórica. Recentemente, temos notado um aumento dessa incidência, sobretudo motivada por algumas denominações neo-pentecostais. Na maioria das vezes, as religiões africanas são os alvos destas perseguições. A Polícia Civil será a responsável em cuidar desses fatos - disse.
De acordo com o delegado, ainda não há um levantamento efetivo desse tipo de incidência. Henrique afirma que só poderá ter um tipo de avaliação sobre o assunto quando houver um crescimento desses tipos de queixas.
- Vivemos um momento de permanente evolução democrática e essas ações não podem acontecer. Estamos tentando fazer uma campanha de divulgação para a intolerância religiosa junto às mídias. Queremos trabalhar com representações de todas as religiões para que esses fatos não aconteçam mais - afirmou.
No dia 21/09, em Copacabana, acontecerá uma caminhada em defesa da liberdade religiosa.
Denúncia de intolerância religiosa deve ser feita no site: www.policiacivil.rj.gov.br ou pelo telefone 2461-0055.
Dione Prado
09/08/2008 19:05:59
Devemos ser mais cautelosos...como diz a reles canção da net: "cada um no seu quadrado". Num país aonde existe sincretismo religioso, deveria-se pelo menos haver um certo respeito!!! Mais uma vez o fundamentalismo querendo influenciar as massas e tirando o direito de escolha q o próprio JC nos ensinou! Ele amou-nos a amou-nos até o fim!!!! Deus não faz acepção de pessoas não é msm? Paz e Bem.
Solo
Membro SRZD desde 09/04/2009
09/08/2008 14:57:24
Saudações! E não são somente nas favelas cariocas que a coisa ocorre não! Isso é um problema federal. Ocorre em todos os estados da federação. Temos intolerância na televisão e nas emissoras de rádio, quando alguns praticantes de outras religiões se referem aos praticantes das religiões afro-descendentes de Filhos, Pais ou Mães de Encosto, referindo-se ao termo comum de Filhos, Pais ou Mães de Santo. (Santo, nesse caso, uma referência sincretizada da Divindade Africana com o ícone religioso católico). Cada vez que esse tipo de fato ocorre são milhares de pessoas que, sem conhecimento de causa, incluem em seus conceitos mais esse pré-conceito. E ninguém parece se incomodar com o fato. E tome templo invadido. Tá feia a coisa! Abraços, Solo!







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