"Tirar dos ricos para sustentar os pobres", declara Antônio Carlos Silva
Redação SRZD - Eleições | Eleições 2008 | 06/08/2008 15:40:29
O ciclo de entrevistas Eleições 2008 realizada por Sidney Rezende na CBN continuou nesta quarta-feira (6), e o candidato sabatinado foi Antônio Carlos da Silva, do PCO.
Ex-integrante do Partido dos Trabalhadores, Antônio Carlos fundou uma nova legenda no início dos anos 90, quando o PT iniciou suas alianças - com as quais, até hoje, ele não concorda. "Como decorrência das alianças que o PT fez com setores empresariais do grande capital, hoje o partido têm candidatos milionários ou candidatos desprezados. Em São Paulo e Minas Gerais, os candidatos do PT são os mais ricos, e no Rio de Janeiro, ele é desprezado, já que não é o verdadeiro candidato do PT".
"O PT foi privatizado, e o resultado disso é o governo Lula, que faz a festa dos banqueiros e que garante os lucros dos bancos", afirmou.
Antônio Carlos explicou que a proposta do PCO visa a "criar uma consciência em relação à população explorada, no sentido da compreensão de que nós necessitamos construir uma nova forma de governar o Rio de Janeiro e o nosso país. Os governos estão voltados para atender exclusivamente os empresários - o setor de transporte, por exemplo, está voltada para atender às grandes empresas. A nossa proposta é estatizar os transportes".
Para ele, o processo de privatização no Brasil, ocorrido no início dos anos 90, não foi positivo para o país. "Se era ruim no passado, piorou muito mais depois da privatização - todo mundo tem telefone, o difícil é pagar a conta. A Vale provocou uma diminuição de recursos para os cofres públicos".
O candidato declarou ainda que, se for eleito, pretende criar uma "nova forma de governo", com conselhos populares, nos quais a população decidiria os problemas da cidade: "O conselho deveria dizer que é preciso diminuir o gasto da Câmara de Vereadores. Nós somos favoráveis a construir um outro poder, uma reformulação, uma nova forma de representação que não esteja baseada em um punhado de vereadores que sejam controlados pelas empresas".
Em relação ao problema da violência no Rio, ele criticou o governo Sérgio Cabral e a atuação da polícia carioca: "é necessário entender que o problema da violência está disseminado de cima para baixo. Diferentemente do que pensa o governador Sérgio Cabral - a favela seria o maior celeiro de criminoso -, o grande celeiro é o Congresso. No Rio de Janeiro, a polícia escolhe a vítima, julga e executa. É uma ditadura militar o que a gente tem na periferia".
A solução seria acabar com o esquema da repressão - a dissolução da Polícia Militar e da Civil, e a criação de Polícias Municipais, eleitas e controladas pela população.
Por último, Antônio Carlos respondeu à pergunta de um ouvinte sobre a proposta de acabar com o IPTU nas camadas mais pobres, apresentada na última eleição à Prefeitura pelo PCO - se esta vai se manter no pleito de 2008 também.
"Quem paga imposto hoje é a população pobre - 40% do salário do trabalhador é destinado a imposto. O serviço público está voltado para grandes empreendimentos. Nós do PCO propomos um imposto único - evidentemente não tem sentido a população que não tem esgoto, atendimento médico adequado nem escola pública, continuar sustentando esse parasitismo do Legislativo, do Executivo e do Judiciário", respondeu.
"Hoje nós temos um governo no Brasil que tira dos pobres para dar aos ricos. Nossa proposta é uma subversão dessa ordem: tirar dos ricos para sustentar os pobres".
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Postado por:Zappa | 06/08/2008 18:51:21
O candidato do Partido da Causa Operária seria uma versão brasiliana do herói Robin Hood ou mais um celerado radical, como aqueles existentes nas décadas de setenta e oitenta que pregavam à luta armada como forma única de mudança estrutural? A conjunção do PT ao capital e a seus donos, serviu como passaporte para que o partido, antes purista e segregador, acesssse o poder, o mesmo poder que o professor Antonio Carlos Silva quer, mas que para tê-lo, terá que entrar no jogo, o mesmo jogo que o Partido dos Trabalhadores entrou e outros ditos de esquerda também entraram. Com relação a estatização dos transportes, criação de conselhos populares, politização da população, sem dúvida que são propostas interessantes e progressistas, mas o professor esquece é que tos donos do poder e do capital não pensam asim... Já a violência, o sabe que é um monstro poderoso, que alimenta-se de muitos interesses e exterminá-la ou controlá-la apenas com uma "Guarda Especial," ainda por cima dirigida pela população, transcende o que é chamado de loucura. Em tempo: pago pra ver qualquer um dos candidatos, aqrir mão do pagamento do IPTU e administrar o municipio... Pago pra ver!




















