Metade dos primatas do mundo corre risco de extinção
Redação SRZD | Meio Ambiente | 06/08/2008 15:35:00
Quase metade dos primatas do mundo, cerca de 48%, correm risco de extinção. O levantamento foi feito pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, em inglês) - que engloba mais de mil governos e ONGs - durante os últimos cinco anos. A pior situação é a da Ásia, onde 71% das espécies foram classificadas como "vulneráveis", "ameaçadas" ou "criticamente ameaçadas".
Segundo a IUCN, os principais motivos são a destruição de habitats naturais e a caça para o comércio ilegal. "Ao longo dos anos temos expressado nossa preocupação com o desaparecimento dos primatas, mas agora temos dados sólidos que mostram que a situação é muito mais crítica do que havíamos imaginado", afirmou o presidente do grupo de especialistas em primatas da IUCN e presidente da ONG Conservação Internacional, Russell Mittermeier.
Para ele, a destruição das florestas tropicais é a maior causa do desaparecimento de espécies, mas a caça não pode ser esquecida. "Em muitos lugares, os primatas estão sendo literalmente devorados até a extinção", diz Mittermeier.
O quadro geral
No total, 634 espécies foram pesquisadas pela IUCN. Estão localizados na Ásia os cinco países com maior proporção de primatas ameaçados: Camboja (90% das espécies correm risco de extinção), Vietnã (86%), Indonésia (84%), Laos (83%) e China (79%).
Em relação à África, os pesquisadores disseram ter considerado melhor a avaliação dos gorilas que vivem nas montanhas entre Uganda, Ruanda e a República Democrática do Congo. Já na América do Sul, a IUCN considera que 40% das espécies de primatas estão correndo perigo.
No Brasil
Os micos-leões brasileiros foram apontados como "caso de sucesso" pelo estudo. Mas, apesar do êxito, a IUCN chamou a atenção para a necessidade de proteger as florestas para garantir a sobrevivência dos macacos em habitat natural.
"Populações de ambos os animais agora estão bem protegidas, mas ainda são pouco numerosas, gerando uma necessidade urgente de reflorestamento para prover novos habitats para sua sobrevivência no longo prazo", disse o relatório da pesquisa.
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