Mendigo agredido na Ilha do Governador diz não se lembrar de ataques
Redação SRZD | Rio+ | 07/02/2012 12h24
O morador de rua que foi agredido por um grupo de jovens na Ilha do Governador apareceu nesta segunda-feira e disse á polícia que não se lembra da violência que sofreu nem do espancamento do o estudante Vítor Suarez Cunha, de 21 anos, que tentou defender um mendigo. As informações são dos agentes da 37ª DP (Ilha do Governador), responsável pelo caso.
O morador foi localizado através de informações. Ele estava num abrigo da prefeitura também na Ilha do Governador. O mendigo foi à delegacia acompanhado de uma assistente social. Para o reconhecimento do morador de rua, a polícia chamou um outro estudante que estava com Vítor no dia das agressões.
Suspeitos têm passagem pela polícia
A agressão ao morador de rua e em seguida o espancamento de um jovem não foi o primeiro caso de dois dos cinco jovens suspeitos de agredir o estudante. De acordo com o delegado Deoclécio de Assis Filho, titular da 37ª DP, os envolvidos já têm passagens pela polícia por agressão e ameaça.
Segundo Assis Filho, um dos jovens foi condenado a pagar cestas básicas, por ter agredido outro jovem. O outro já agrediu uma pessoa com socos e chutes, e também é suspeito de ter agredido um guardador de carro. "Isso complica ainda mais a situação deles", disse o delegado, nesta segunda-feira. Ele acrescentou que três dos cinco suspeitos já estão presos e que vai pedir a prisão de outros dois.
Nesta sexta-feira, outros dois rapazes já tinham sido presos. Um quinto envolvido no caso ainda está sendo procurado. Segundo o delegado, todos os presos vão responder por tentativa de homicídio qualificado.
Vítor Suarez Cunha deixou o Centro de Tratamento Intensivo (CTI) do Hospital Santa Maria Madalena nesta terça. O rapaz passou por uma cirurgia de reconstrução da face no último sábado. Seu estado de saúde é considerado estável.







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