Até onde um Hacker pode chegar? Saiba com quem estamos lidando

Victor Rocha | Tecnologia | 01/02/2012 20h28

Diante dos recentes ataques cibernéticos que ocorrem após a polêmica das leis anti-pirataria dos Estados Unidos e fechamento do site de armazenamento e compartilhamento Megaupload, o SRZD foi atrás de especialistas para descobrir até onde um grupo como o Anonymous pode chegar e como se cuidar para não ser "atacado".

Foto> Divulgação

Na definição dada ao SRZD pelo especialista em segurança da informação e membro da Infragard (braço cibernético do FBI), Jeferson D'Addario, "um hacker é um especialista em tecnologia da informação e comunicação autodidata, NERD, curioso e estudioso" da área.

Ele aproveitou para explicar ainda que, apesar da definição soar pejorativamente, existem muitos hackers que não são criminosos. Aos que utilizam estes conhecimentos para operar na ilegalidade, define-se "cracker". "Um hacker surge do interesse individual e estilo de vida de cada um. Creio que um hacker é tão perigoso quanto o cidadão comum. Já o cracker, que usa este conhecimento para fins ilícitos, é um psicopata tecnológico", explicou.

O arquiteto de sistemas (e soluções) da Vertigo Tecnologia, Anderson Souza, reiterou a definição ao SRZD afirmando que a ciência da computação é cada vez mais acessível. Segundo ele, é possível aprender as manobras para se tornar um hacker pesquisando na internet, sendo curioso. "Antigamente o cara para ser hacker tinha muito mais dificuldades. Ele tinha que ser um técnico muito avançado mesmo. Hoje é mais simples, a informática está muito mais acessível para qualquer curioso".

Mesmo assim, ele lembrou que não são apenas curiosos que detêm os conhecimentos para invadir computadores."Então, existem estes que são apenas curiosos e fazem a coisa pelo prazer da aventura e existe uma sub-indústria: pessoas que se profissionalizam para atacar empresas, outras pessoas, acumular informações, roubar senhas... Existe esse mundo marginal", explicou Anderson.

Para ele, o Anonymous, grupo que se diz responsável pelos recentes ataques aos bancos brasileiros e aos sites do governo dos Estados Unidos e FBI, não têm intenções ilícitas. "No caso do Anonymous, por exemplo, acredito que não chegue a ser esse mundo marginal. Eles não estão querendo tirar nada de ninguém, apenas fazer um protesto mesmo, causar alguma pressão por um ideal que eles acreditam ter que preservar", afirmou.

Ataques aos bancos não colocam contas em risco

Foto: Diculgação

Segundo o arquiteto de sistemas, os atuais ataques partem de uma capacidade acumulada previamente. De acordo com ele, existem grupos de hackers organizados que desenvolvem pela rede uma série de vírus, como mecanismos de spam, sites ou até programas a serem baixados. Com isso eles conseguem, em pouco tempo, se infiltrar em milhares de computadores e manter o controle destas máquinas contaminadas.

"O que acontece nesse ataque recente aos Bancos, por exemplo, é que eles disparam, em um só momento, todas essas máquinas para determinados alvos. Fica difícil diferenciar o que são acessos verdadeiros. Com isso eles aplicam um ataque de negação de serviço, ou seja, uma sobrecarga no sistema, deixando os sites fora do ar", contou Anderson.

Mesmo que a possibilidade de parar um site como o do governo dos Estados Unidos ou FBI faça parecer que o hacker tenha poder de se infiltrar qualquer coisa, segundo o arquiteto de sistemas, para essas empresas bem protegidas, o máximo que grupos como o Anonymous conseguem gerar é um problema momentâneo, sem causar grandes comprometimentos. "É como se fosse um buraco no meio da Rua. Qualquer um pode chegar lá, tacar uma granada e os carros vão ficar algum tempo sem ter como passar. Mas é só o tempo da prefeitura ir lá e tapar o buraco", explicou.

Por fim, Anderson deu uma dica para prevenir seu computador de ataques. Segundo ele, não adianta ter um programa de proteção e não saber se cuidar. "O antivirus diz que você não deve clicar. Mas aí o cara é curioso. Quer ver as fotos daquela modelo que ele gosta, ou ganhar muito dinheiro... Eles sempre usam essas iscas para seduzir o internauta e infectar o computador. Cabe ao próprio não ser fisgado", finalizou.

Relembre os casos recentes:

- Ataque aos bancos não é crime, diz advogado

- Três bancos ficam fora do ar

- Brasil entre piores na segurança cibernética

- Bradesco fica fora do ar após ataque

- Anonymous pretende atacar bancos brasileiros

- Site da cantora Paula Fernandes fica fora do ar

- Hackers derrubam site do FBI

- Anonymous anuncia ataque pró-Megaupload

- Internautas protestam contra fim do Megaupload

Comentários (1)

Isso evita spams e mensagens automáticas.

sidney campelo

02/02/2012 09:13:51

Materia muito tendenciosa... e finnaliza com GRANDE dica, com essa dica me sinto muito mais protegido agora... gostaria de saber quem vai proteger meu livre acesso a internet?

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