| A polêmica ortográfica O episódio que envolve o enredo da Mocidade gerou polêmica. A escola divulgou um texto e depois voltou atrás. Havia erros de ortografia, que revelavam falta de revisão. Já se foi o dia em que as escolas se permitiam este tipo de falha. Não é nem o profissionalismo, mas sim a cobrança cada vez maior da opinião pública (devido à abertura que a internet proporcionou ao mundo do samba), que exige qualidade do trabalho das escolas. Ainda por cima numa agremiação com a quantidade de torcedores que a Mocidade tem. Não é a primeira vez que tais erros aparecem nesta temporada. Talvez sejam frutos do excesso de trabalho de um mesmo profissional. Marcos Roza virou febre entre os dirigentes de escolas de samba. Já escreveu um "sem número de enredos" para 2009. Quando se produz em larga escala um trabalho que não é industrial, que não é padronizado, perde-se qualidade. Há quem reclame (entre eles o colega Luiz Fernando) que esteja sendo criado um "escritório de enredos", assim como já acontece no mundo dos sambas. Ele próprio pode entrar em detalhes sobre isso. Eu acho o trabalho do Marcos de muito boa qualidade. Esta qualidade foi que lhe abriu o mercado. Por outro lado, como em qualquer segmento, ele precisa manter um bom nível para manter tal aceitação. Enredo bom não é uma coisa simples de se criar e desenvolver. Há muitas nuances, conjugações e necessidades difíceis de serem encaixadas. Por isso acho que o mercado começa a exigir outros profissionais para o setor. Não estão mais surgindo talentos "completos", que têm idéias, escrevem, desenham e executam. Há uma divisão muito grande de tarefas e o carnavalesco acaba sendo um grande gerente de criação. No caso dos erros da Mocidade é importante que a escola procure manter um controle de qualidade interno. Seria interessante fazer como o Salgueiro, que criou uma diretoria cultural de alto nível que ajuda os carnavalescos neste trabalho. |
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