Inocentado cabo do Bope que matou homem no Andaraí

Redação SRZD | Rio+ | 15/01/2012 19h50

Foto: DivulgaçãoO cabo Leonardo Albarello, do Batalhão de Operações Especiais (Bope), foi inocentado da acusação de ter  assassinado com um tiro de fuzil o fiscal de supermercado Hélio Barreira Ribeiro, em maio de 2010.

Na ocasião, o Bope fazia uma operação no Morro do Andaraí para repressão ao tráfico de drogas no local e a furadeira que a vítima segurava foi confundida por Albarello com uma submetralhadora. 

O cabo respondia a processo de homicídio no 3º Tribunal do Júri da Capital e foi absolvido sumariamente, ou seja, sem ir a júri popular. A sentença foi dada pelo juiz Murilo André Kieling Cadorna Pereira, que aceitou o pedido de absolvição enviado pelo Ministério Público, e publicada na última quinta-feira.

A decisão ainda cabe recurso, entretanto, como o pedido de absolvição do réu foi enviado pelo próprio Ministério Público, se a família de Hélio quiser recorrer da decisão terá de contratar um advogado para se habilitar como assistente de acusação e recorrer. O advogado terá 15 dias para protocolar o recurso, após o término do prazo de cinco dias que o MP tem para tomar ciência da sentença. O prazo já está correndo.

A decisão do juiz

Murilo André, que julgou o caso, em sua decisão afirmou que "as circunstâncias conduziam o atuar do agente informado erroneamente sobre a realidade. Apesar de sua larga experiência, acreditava, piamente, na licitude de sua conduta. Naquelas circunstâncias, o acusado acreditava na figura de um homem empunhando uma arma de foto pronto para o confronto", escreveu.

E acrescenta: "é isento de pena quem, por erro plenamente justificado, supõe situação de fato que, se existisse, tornaria a ação legítima e não atípica (…)".

Para o juiz a atitude do cabo do Bope ainda foi motivada por "um expressivo conjunto: o ínfimo espaço de tempo para reflexões; a pressão de uma operação policial, sob o dever específico de proteger seus companheiros; a razoável distância para alvo e a forma da ferramenta empunhada" que o juiz considerou similar a de uma arma de fogo.

A promotora Carmem Eliza, que pediu absolvição de Albarello, afirma que o cabo agiu com falsa representação da realidade, fato que o isenta e pena. "A perícia constatou que a furadeira poderia, sim, ser confundida com uma submetralhadora na distância que o réu se encontrava da casa onde a vítima estava. E a função dele naquela operação era proteger os colegas que estavam incursionando o morro a procura de traficantes", defende a promotora acrescentando que a morte de Hélio é lamentável.

Mas como uma promotora de justiça, Carmem afirma que não pode pedir a punição de um inocente. "Estou vinculada aos fatos e à aplicação da lei", explica.

Comentários (6)

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Zappa

17/01/2012 01:01:43

As bocas e os vapozeiros estão por toda cidade, em cada esquina existe um movimento ou alguém que conhece quem vende drogas. Por que só as favelas? Fazer incursões para propagandear as vésperas de uma Copa do Mundo e sequentemente uma Olimpíada, que estado do Rio é um ferrenho combatente ao narcotráfico? A polícia deveria fazer “INCURSÕES” nos gabinetes do prefeito e governador para prendê-los por negarem saneamento, transportes, saúde, educação etc, a quem os creditou através do voto. Saudações!

Lara

16/01/2012 19:34:05

Há muito tempo que venho contando somente com a ajuda do "sobrenatural". Se vc acredita em Deus ou seja lá o que for... saiba só este pode te proteger. Aqui no Brasil, contar com o Governo... tá fdo... com hospital público... tá fdo... muitos dos nossos policiais insanamente despreparados já cometeram atrocidades... e o que a JUSTIÇA diz: ah... foi uma fatalidade! Nossa polícia confunde furadeira com submetralhadora... seria uma grande piada se não fosse trágico. E pode acontecer a cada um de nós. Quem deveria manter nossa segurança...hahhahaa..."tamo" fdo. A justiça é feita a "Culhão". Por isso é que eu rezo antes de sair. Só Jesus na causa...

jaba

16/01/2012 17:54:37

De- me uma arma , autoridade e proteção do Estado pra sair matando por ae qualquer um pra vc ver, Francisco se sou algum frouxo, vc deve ser um deste policiais do rj , que com certeza seu maior ganha pão tem um nome: Extorsão, perseguir motoristas nas ruas em troca de propinas, pq se vc fosse viver do salario que a policia paga ja teria entregado o quepe ha muito tempo né seu policial corrupto? E fale a verdade vc policial adora esta bagunça que o rio de janeiro está, é o ganha pão de vcs, sem o trafico vcs poliça vão viver de que heim? perguntem a seus colegas de upp, estão doidos pra ir pras ruas nos estoquir!

FRANCISCO

16/01/2012 12:19:51

Só um idiota e frouxo que não sabe o que é uma incursão pra fazer esse tipo de comentário como o jaba e Zappa.

jaba

16/01/2012 12:06:36

Onde esta a tal frase que sempre escutamos? " A policia revidou ", o tal Leonardo Albarello revidou o que? a verdade foi : atire primeiro e pergunte depois. Hipócritas, Juiz imbecil, pelo ao menos, puna-se então o comandante ou seja lá quem for que treina esta policia mrda do rj., Caros favelados do rj , nois não temos voz, mais não somos bobos nem idiotas, foi um imbecil de um policial mal treinados que matou este rapaz sim, isto é o que vale. Caros favelados, como consertar agora nossas casas, pois martelos , alicates, até mesmo uma frigideira pode ser confundidos com arma de fogo, teremos que andar agora na chuva, pois um guarda chuva tb poderá ser confundido com uma arma de fogo , pois poliça agora tem carta mais do que branca pra atirar em tudo que se mexe dentro de uma favela, né seu juiz imbeci lMurilo André Kieling Cadorna Pereira ce deve morar na barra, tem dinheiro e nunca precisou usar uma furadeira em sua insgnificante vida abastaarda , pois com certeza paga misero salario a algum favelado pra fazer o serviço pra vc , idiota, e se naum gostou pode me prender, me entrego com maior prazer, meu crime? indignação, revolta ,

Zappa

16/01/2012 03:11:09

O Estado brasileiro estabelece seu defensivismo em suas forças armadas e as polícias são fundamentais. Com certeza, se brasileiro Hélio Ribeiro, que na ocasião de seu assassinato portava uma simples furadeira, estivesse em uma janela predial da orla marítima e não nas proximidades de uma favela, o PM não teria atirado e mesmo que assim procedesse, o poder judiciário não o teria absolvido. Em 2008, no bairro da Tijuca, Rio de Janeiro, um menino de três anos foi assassinado dentro do carro de sua mãe por um policial militar e em Fortaleza, recentemente, um adolescente que estava na garupa de uma moto com o pai teve destino igual. O juiz Murilo André em sua conclusão final, ao estabelecer que seja isento de pena quem imprime qualquer forma criminosa por supor situação de perigo, infelizmente, corroborou mais uma ação criminosa do Estado contra o populacional brasileiro. Saudações!

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