Em 20/Nov/08 09:11:02

O copo, o ovo e a minhoquinha

A história do copo... Não, esse título é simples demais. Afinal, enredo que é enredo não pode ser assim, tem que ter título grande, muito pomposo e às vezes provocando um certo estranhamento. Vamos tentar este: Copo! Objeto de prazer, sonho de vida, reflexo na luz: a Unidos do Trelelê bebe na borda da alegria. Melhorou um pouco. Agora, os setores. Primeiro setor: o copo indígena; o copo no artesanato marajoara; mitos amazônicos sobre o copo. Segundo setor: os copos trazidos pelo imigrante europeu; a relação do colonizador branco com os copos de luxo; o negro escravo. Terceiro setor: lendas e mistérios sobre o copo; o copo na mesa espírita; o copo da água que é do santo. Quarto setor: o copo cultural; os copos presentes em telas de pintores famosos; músicas com a palavra copo; o copo na tela do cinema. Quinto setor: o copo no dia-a-dia; o que fazer com um copo; cozinha, a moradia do copo. Sexto setor: o copo na indústria; o design avançado dos copos de hoje; a ciência melhorando o copo. Sétimo setor: o copo na ecologia e no espaço sideral; o processo de reciclagem do copo; o copo especial dos astronautas; o copo rumo ao infinito. Pronto. Já é.

A história do ovo... Não, esse título é simples demais. Afinal, enredo que é enredo não pode ser assim, tem que ter título grande, muito pomposo e às vezes provocando um certo estranhamento. Vamos tentar este: A Unidos do Trelelê canta o ovo, mata a cobra e mostra o pau mas... cobra que é cobra come ovo: galinheiro, um apelo à preservação. Melhorou um pouco. Agora, os setores. Primeiro setor: o ovo indígena; o ovo no artesanato marajoara; mitos amazônicos sobre o ovo. Segundo setor: os ovos trazidos pelo imigrante europeu; a relação do colonizador branco com os ovos de galinha caipira; o negro escravo. Terceiro setor: lendas e mistérios sobre o ovo; por que o ovo de boteco é rosa; por que o ovo não fica em pé. Quarto setor: o ovo na cultura; os ovos presentes em telas de pintores famosos; músicas com a palavra ovo; o ovo na tela do cinema; artistas que já levaram ovos na cara. Quinto setor: o ovo no dia-a-dia; o que fazer com um ovo; panela, o destino do ovo. Sexto setor: a indústria do ovo; como são embalados os ovos; a caixinha do ovo de codorna; as promoções nos mercados. Sétimo setor: o ovo ecológico e no espaço sideral; o processo de reciclagem do ovo; o ovo que não agride o meio ambiente; ovo, o melhor alimento para viajantes do espaço; o ovo rumo ao infinito. Pronto. Fechou.


A história da minhoquinha... Não, esse título é simples demais. Afinal, enredo que é enredo não pode ser assim, tem que ter título grande, muito pomposo e às vezes provocando um certo estranhamento. Vamos tentar este: Tem minhoquinha no salão e a Trelelê cai de boca na isca: no mar que é de todos, minhoco eu, minhocamos nós, minhoqueis vós. Melhorou um pouco. Agora, os setores. Primeiro setor: a minhoquinha indígena; o índio pescador e sua minhoca; a minhoquinha no artesanato marajoara; mitos amazônicos sobre a minhoquinha. Segundo setor: as minhoquinhas trazidas pelo imigrante europeu; a relação do colonizador branco com as minhoquinhas especiais para pesca; o negro escravo. Terceiro setor: lendas e mistérios sobre a minhoquinha; a minhoquinha que na lua cheia anda até o mar; a temida minhoquinha de cem patas. Quarto setor: a cultura da minhoquinha; as minhoquinhas presentes em telas de pintores famosos; músicas com a palavra minhoquinha; a minhoquinha na tela do cinema; artistas que já comeram minhoquinha na televisão. Quinto setor: a minhoquinha no dia-a-dia; o que fazer com uma minhoquinha; boca do peixe, a morte da minhoquinha. Sexto setor: a minhoquinha industrializada; a criação de minhoquinhas; a minhoquinha fluorescente. Sétimo setor: a minhoquinha ecológica e no espaço sideral; a minhoquinha ecologicamente correta; as minhoquinhas que foram deixadas no solo lunar; a minhoquinha rumo ao infinito. Pronto. Beleza.


Até!


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