SRZD


11/01/2012 19h29

Fredy Vianna dá seu toque 'mineirocalista' ao Império
Bernardo Moura

Raul Machado - SRZDO novo intérprete do carro de som do Império Serrano, Fredy Vianna, esbanjou simpatia e descontração em conversa com SRZD-Carnaval. Ele, uma mistura de carioca com paulista e mineiro, uma espécie de 'mineirocalista' segundo o próprio, é o intérprete da Mancha Verde, escola do Grupo Especial de São Paulo. No bate-papo, contou um pouco da sua vida e diz que pretende
acrescentar na história da família imperiana.

O convite de fazer parte do carro de som do Império Serrano junto com Tiãozinho Cruz aconteceu através de uma lembrança.

"Na verdade, a escola entrou em contato comigo, através do Gustavo Henrique e do presidente Átila. Eu e o Gustavo já havíamos estado juntos numa oportunidade na Mocidade, e aconteceu que, ele se lembrou do meu nome. O presidente Átila disse que a escola precisaria de uma segunda voz para reforçar o carro de som. Foram duas semanas de negociação e aceitei", contou.

Entretanto, Fredy Vianna não foi convidado por uma escola do Rio pela primeira vez. Quando já morava em São Paulo, ele foi convidado pelo presidente Paulo Vianna para cantar na Mocidade Independente de Padre Miguel, em 2006.

"A Mocidade queria exclusividade e queria que eu fosse para lá ser o intérprete oficial. Eu na época estava na Tucuruvi. Só que o presidente sr. Jamil não quis e não me liberou. Hoje, é diferente. O presidente da Mancha Verde, Paulo Serdan, aceitou numa boa, me deu apoio, me desejou sorte. Eles conversaram sobre a agenda de ensaios das duas escolas para não bater as datas. O clima entre as duas escolas está muito bom", contou.

Quando não está no Carnaval, Fredy é veterinário de uma clínica em São Paulo e, por isso, tem uma agenda carregada de atividades. Mas, o seu amor pelo samba é maior. Ele adotou uma medida para conciliar e cumprir toda a agenda.

"Tenho que me organizar. Onde eu trabalhava, eu tive que parar, por enquanto. Estava ficando muito pressionado. Preferi me dedicar inteiramente ao mundo do samba. Isso foi antes do convite do Império acontecer. Agora, então..."

O mineiro que tem pai fluminense e vive em São Paulo há 13 anos, pelo menos, diz que começou cantando no Bloco do Feijão, em Arraial do Cabo. Atualmente, o bloco ainda existe e quem canta é o primo de Fredy.

"Minha vida vida foi construída a base de samba. Eu era apaixonado pelo Carnaval. Desde criança, ficava assistindo aos desfiles a madrugada toda. Até que um dia fui correr atrás do meu sonho que era ser intérprete", declarou.

Hoje, mesmo tendo o sonho conquistado, o intérprete também tem cantores onde se espelhar.

"As pessoas dizem que eu pareço o Wander Pires cantando. Não vou dizer que não pareça. Tenho algumas coisas dele misturadas às minhas. Gosto muito do Bruno Ribas. Ele é uma pessoa simpatícissima. Tem o Wantuir também. O Haroldo Melodia eu ficava fissurado nele. Ele é o verdadeiro intérprete. Eu adoro ouvir ele cantar", declarou.

O segundo intérprete do Império também é compositor. Ele revelou que escrever músicas é sua paixão também e pretende continuar a fazê-lo por muito tempo.

"Sou compositor, primeiro. Minha carreira como intérprete é que foi se desenvolvendo. Eu tive uma rápida ascensão e fiquei 12 anos na Acadêmicos do Tucuruvi. Aqui no Rio, eu fui para quatro finais de samba-enredo na Imperatriz Leopoldinense, de 2007 a 2010. Pretendo continuar a fazer samba. Quero aproveitar meu trabalho no Império e engajar as minhas canções. O pessoal do Império me recebeu muito bem, com muito carinho. A escola está motivada em voltar ao Grupo Especial. E isso só me deixa com mais vontade de cantar e compor", finalizou.


Veja mais sobre:Carnaval 2012

Comentários
  • Avatar
    11/01/2012 20:51:42vingadorMembro SRZD desde 19/09/2011

    gosto muito desse cantor tomara que de certo no imperio , to começando a gostar do imperio !!

Comentar