Quesitos, Subquesitos e 'Esquisitos' no Carnaval
Hélio Ricardo Rainho | Hélio Ricardo Rainho/Carnaval | 09/01/2012 23h56
A cada ano aumentam as expectativas por alguma intervenção na pontuação das escolas de samba que possibilite um julgamento mais "justo". Digo assim - "justo", aspeado - porque o termo não designa necessariamente uma exigência de lisura e transparência, sendo tão somente associado a uma necessidade de maior coerência nas notas atribuídas pelos jurados.
Vimos, nos anos anteriores, uma discussão (pouco produtiva) sobre a diferença da nota fracionada, não-fracionada, da nota desprezada, da não-desprezada. Já fizeram de tudo, e parece que não se conseguiu nenhum efeito considerável.Este ano anunciou-se que a LIESA decidiu criar mais subquesitos para ajudar na construção da nota final que o jurado atribuirá às escolas. É, afinal de contas, mais um esforço dos administradores do carnaval para evitar critérios disparatados e equívocos que tanto vêm irritando componentes e dirigentes ano após ano.
Posso ser bem sincero e falar o que realmente acho?
Estão trocando a janela pra ver se mudam a paisagem!
Lamentavemente, não é o fato de se desprezar esta ou aquela nota, nem de fracioná-la, nem tão pouco de subdividi-la em duas partes, que vai modificar o que, de fato, tem sido muito mais frequente nos erros de julgamento: a qualificação ou a intenção de quem julga.
Ano após anos temos visto uma sequência de equívocos inenarráveis que, infelizmente, ao citarmos, vem logo uma torrente de pessoas achando que é perseguição, má vontade ou implicância com essa ou aquela escola. O problema não é com nenhuma escola, é com o erro do jurado. Um erro que, estranhamente, a gestão do carnaval não corrige. Dá meia volta, dá uma desculpa daqui, outra de lá... mas não corrige. Continua sempre igual.
A inoperância ára elminar o erro fez com que as justificativas dos jurados passassem a ser uma atração a mais no carnaval. de tão bizarras. São ridículas, tornam a emenda pior do que o soneto. Já lemos as piores justificativas do mundo - algumas em português de décima categoria, permeadas por assassínios gramaticais. O que só nos revela o mau gosto e a falta de preparo de alguns supostos "intelectuais entendidos do assunto". E, mesmo assim, lá estão eles repetindo a dose nos anos seguintes. Parece que nem advertidos são.
Tem alguém que goste disso???
Posso citar aqui um exemplo que considero o mais berrante e claro dos últimos anos: o esplendoroso e emocionante desfile do Império Serrano com sua reedição da "Aquarela Brasileira" em 2004. A escola da Serrinha fez um desfile impecável, emocionante, ganhou Estandarte de Ouro de melhor escola... e terminou em 9° lugar na avaliação oficial. Qual foi o grande pecado dos jurados? Amparados pelos critérios "técnicos" (esse termo é muito vil, fiquem de olho porque isso serve pra justificar muita lambança...), os "entendidos" julgadores despontuaram a escola nos quesitos em que ela, de fato, esteve bastante inferior a algumas outras (fantasias e alegorias, por exemplo). Infelizmente esses mesmos jurados (na verdade, outros, mas vocês estão entendendo meu discurso) não permitiram que a escola tirasse, com a mesma diferença, a distância para as coirmãs onde ela foi infinitamente superior, como harmonia, evolução, conjunto, bateria e samba-enredo. As fantasias do Império eram despontuadas em 1 ou 2 pontos, enquanto seu samba-enredo - jóia clássica de Silas de Oliveira - chegou a ser nivelado a outros de lamentável pobreza melódica, como se o Império, naquele ano, não merecesse que seu samba fosse muito melhor pontuado que os demais por ser, de fato, avassaladoramente superior.
Existe samba digno de nota igual a uma obra de Silas de Oliveira???
Moral da história: nem nota fracionada conseguiu evitar uma injustiça horrorosa com o melhor desfile daquele ano.
Eu queria que alguém, um dia, me explicasse a diferença de uma bateria 9.8 para uma 9.9. Obviamente essa falácia de "fracionamento" desmorona numa subjetividade tosca que ninguém justifica. Nem tuberculoso de sanatório, cujas orelhas caem nos ombros, saberia discernir esse décimo de qualidade de uma bateria para outra.
Isso serve para que, então?!
A meu ver, o problema das avaliações não está em nada de fracionamento, nem subquesito, nem desprezar nota. O problema é a chamada "cabecinha de jurado".
O que a LIESA deveria fazer, sobretudo nas "escolinhas" que formam ou ensinam os responsáveis a darem essas notas, é a entender a festa, respeitar as escolas, eliminar os critérios frios e desumanos da caneta e fazer prevalecer a verdade dos fatos. O grande problema é que esse aparente "privilégio da técnica sobre a emoção" está igualando todas as escolas, como se todas devessem se comportar como uma só. Parece que já escolheram "o modelo" e todas as outras devem segui-lo. A isso chamam de "padrão de competitividade". Aos poucos, todas as escolas de samba vão se descaracterizando para ficarem parecidas com um "modelo" que é desenhado não sob critérios culturais, estéticos, artísticos ou tradicionais, mas muito provavelmente políticos.
Falta debruçar um pouco sobre os livros, pesquisar mais sobre o assunto, ler um pouco da história e da verdade de cada agremiação, para descobrir sua alma e sua verdade. A partir de um quezinho de conhecimento e boa vontade, descobrirão que as escolas de samba têm identidades particulares, individuais, históricas... que não podem caminhar todas para uma mesma direção como bois de pecuária ou cavalos com atas no olhos.
Vão entender, assim, por que a Mangueira não pode ser punida por ser verde-e-rosa, por que a águia da Portela não é colibri, por que a Mocidade tem paradinha na bateria, por que o Império Serrano estremece a avenida com seus agogôs, a irreverência da São Clemente, o gigantismo da Beija-Flor, a academia do samba salgueirense... e por aí vai. Permitir que uma única escola - seja ela qual for - seja o padrão de análise para os jurados, subjugando todas as outras a esse padrão, é um atentado à cultura e ao bom gosto do povo!
As escolas de samba são dinâmicas, autênticas representantes de suas comunidades. É insidioso e aviltante submeter todas as escolas a abandonarem sua vocação histórica e se igualarem a uma coisa só, criando-se (impondo-se!) um "nível" (?) a que todas as outras são obrigadas a alcançar.
A meu ver, mais importante do que mudar modelos de julgamento é mudar critérios.
A pontuação não é mecânica nem automática. Nem tampouco os desfiles o são.
A alma brasileira não pode se subordinar a mentes que se recusam a pensar a escola de samba como expressão viva da identidade de um povo, tentando empacotá-la como se fosse caixa de sabão em pó em uma fábrica, onde todos os produtos saem iguais e aquele que não é parecido é descartado do processo.
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Renê Augusto Ramos Cavalheiro
Membro SRZD desde 24/02/2012
25/02/2012 00:56:41
amigos, basta os julgadores lançarem as suas notas a cada escola que desfilou e imediatamente ao final de cada desfile, lacrar o mapa e recolhe~lo prontamente . Notas fracionadas ou não ,não importa pois, o julgamento será sempre subjetivo, As comparações entre as escolas que cada jurado certamente efetua,causa todo este alvoroço. Deviam acabar com este tal de rascunho e justificativa. O julgamento deveria ser por meio de perguntas diretas e objetivas tipo sim ou não ou cumpriu ou não cumpriu determinado critério estabelecidos nos quesitos. Assim a pontuação seria automatica. Quanto a outros interesses da disputa não vale a pena comentar. Abraços a todos .
Bruno Uodson Pereira Silva
Membro SRZD desde 30/12/2009
30/01/2012 22:32:22
Helio você tem toda razão, e temos um exemplo clássico que comprova suas palavras em relação a atribuição de notas. O que está acontecendo com as notas de comissão de frente é um absurdo, é incontestável que as comissões de frente da unidos da tijuca dão um show é merece sem duvida a nota 10 ou ate 1000. Porem o problema que está acontecendo é que os jurados atribuem notas as outras escolas comparando-a com a tijuca e esquecendo se as comissões de frente das mesma tem a ver com o tema da escola, ou seja, as que se igualarem a tijuca ganha 10 as que forem inferior perde ponto. Não se observa se a comissão de frente tem a haver com o tema que a escola esta apresentando. isso é lamentável.
Mário César Reigoto
Membro SRZD desde 25/06/2009
13/01/2012 20:29:53
Andrey BF sua analise sobre essa invenção da liesa é perfeita, eles deveriam ler isso e de certo se corrigirem ou melhor não inventar como inventam coisas que tenho certeza nem eles entendem. deve ser pra justificar o injustificavél. coisas da liesa.
Andrey Beija-Flor
Membro SRZD desde 08/12/2011
13/01/2012 12:15:51
por motivos comerciais rentáveis que esse grupo proporciona. Como a Liesa não anula a nota de um jurado que despontua a Mangueira por a escola estar muito verde e rosa? Como ela respalda uma aberração destas? Como ainda mantém um jurado que foi capaz de um ato tão ridículo e tão abjeto (escancarando para toda a sociedade a falta de comprometimento, de seriedade, de lisura e total despreparo) no quadro de avaliadores? É aí que eu aponto a conivência da Liesa com os abusos dos jurados. E porque razão ela age assim? Quem se beneficia com isso? Certamente um grupo muito seleto. Então, de nada vai adiantar a Liesa elaborar a cada ano um novo esquema de avaliação se continuar compactuando com essa falta de respeito a algumas escolas, ao público e à raiz dessa cultura. O “tumor” não está do lado de cá, nalgumas escolas, como eles tentam fazer crer-se, mas, sim, nas entranhas da Liesa e enquanto não for tratado seriamente, continuará a porejar e infectar o carnaval com o seu pus infecto e fétido.
Andrey Beija-Flor
Membro SRZD desde 08/12/2011
13/01/2012 12:11:03
Parabéns pelo “desabafo” Hélio Ricardo. Já, de cara, você mata o coelho e mostra o porrete: “Posso ser bem sincero e falar o que realmente acho? Estão trocando a janela pra ver se mudam a paisagem! Lamentavemente, não é o fato de se desprezar esta ou aquela nota, nem de fracioná-la, nem tão pouco de subdividi-la em duas partes, que vai modificar o que, de fato, tem sido muito mais frequente nos erros de julgamento: a qualificação ou a intenção de quem julga (sic).” Sou torcedor inveterado de uma escola que atualmente é apontada como a maior beneficiada do carnaval. Não sei, sinceramente, se essa afirmação procede (já vi muitas vezes a Beija ser injustiçada, também). O que eu acho é que os jurados e a própria Liesa valorizam bem mais o nome, o “peso”, a capacidade que essas escolas denominadas como “grandes” (e o conceito de grande, pra eles, está, intimamente, atrelado a $$$$) em detrimento daquilo que realmente tem importância que é a riqueza cultural de cada uma. Eles, descaradamente, trocam tradição por “padrão” (o padrão de qualidade levado em conta por eles se traduz em grandiosidade financeira, visual, bem como, na capacidade de gerar mídia) e nessa troca absurda, as escolas que não possuem a mesma capacidade ($$) de “padronizar-se” ao mesmo nível, são massacradas. Não é de hoje que eu protesto contra isso. Apontam a Beija-Flor como a maior vilã desse esquema. Eu discordo veementemente. Não é só a escola nilopolitana que bebe dessa fonte, mas, sim, um grupo seleto no qual estão inseridas as escolas com esse maior “padrão”. Da mesma forma que os jurados benefeciaram à Beija (2011, só pra citar um exemplo de cada caso), eles, também, beneficiaram à Portela (2005), Mangueira (2009) e tantas outras em mais de uma vez! Então, o “erro” (eu vejo como manipulação em favor de um grupo) está na disposição desses jurados e da própria Liesa em manter um grupo seleto em destaque pors mot
Robson Cominote
Membro SRZD desde 12/01/2012
12/01/2012 13:34:18
Helio Ricardo Rainho seu artigo está perfeito,acho que pra julgar tem que ter no mínimo conhecimento do carnaval e de suas histórias. Criar um padrão tendo uma escola com exemplo é medíocre e um atentado a cultura do carnaval e especialmente no Rio de Janeiro. Palmas pra você ,cito com exemplo que hoje em dia seria quase que impossível que uma escola ganhasse um desfile igual a Vila ganhou em 88 com Kizomba. Helio você merece todos os aplausos por este artigo,pois expressa a ansiedade de muitos e demonstra toda a verdade que sempre deve ser dita e escrita!!!!!!
Quinhones
Membro SRZD desde 05/01/2012
11/01/2012 17:13:51
Replico novamente o comentário que fiz em outro post. Gente, com todo o respeito que as escolas de samba merecem, nós amantes do Carnaval e so Samba, não deveríamos nem passar perto da TV na quarta feira de cinzas !!! Acreditar em apuração de carnaval é como acreditar em cozinha limpa de restaurante ! Simplesmente não existe ! Exemplos para corroborar essa tese é o que não faltam. No ano passado, por exemplo, é simplesmente inaceitável a Beija Flor ganhar com a diferença que ganhou no ano passado !!! Até acho que era uma fortíssima candidata, mas vencer com aquela diferença é realmente de despertar a desconfiança de qualquer um que acompanha Carnaval. Até porque a escola veio com algumas falhas graves em quesitos em que ganhou nota máxima de todos os jurados. Para não dizer que a minha briga é com a Beija-Flor, também julgo com encaro com muita desconfiança o fato de no final da década pasada (na época em que o Drummond era presidente da LIESA), a Beija ter sido tantas vezes vices com carnavais impecáveis. Eu só acho o seguinte: essa balela de "Desfile Técnico" é a conversinha de sempre pra justificar favorecimento alheio. De uns anos pra cá NUNCA MAIS ouvi falarem que a Imperatriz faz desfiles técnicos, por exemplo. "Não sei porque", mas a Mocidade também ficou no tempo junto com a morte do Castor... Devem ser só coincidências né ?!? Gente, acordem !!! As escolas que ousarem querer tirar o caneco daquelas, cujos patronos estão no comando da LIESA, terão que fazer desfiles simplesmente incontestáveis !!! Antológicos ! É impossível ?!? Não !!! Mas é e sempre será POUCO PROVÁVEL ! E para àquelas escolas cujos temidos patronos estão no comando da LIESA bastam apenas os famigerados "Desfiles Técnicos" !!! Na boa: me contem outra !!!!
Quinhones
Membro SRZD desde 05/01/2012
11/01/2012 17:12:14
Replico abaixo o comentário que fiz em outro post: Gente, com todo o respeito a todas as escolas de samba do mundo: nós, amantes do Carnaval, não deveríamos nem passar perto da TV na quarta feira de cinzas !!! Acreditar em apuração de carnaval é como acreditar em cozinha limpa de restaurante ! Simplesmente não existe ! Exemplos para corroborar essa tese é o que não faltam. No ano passado, por exemplo, é simplesmente inaceitável a Beija Flor ganhar com a diferença que ganhou no ano passado !!! Até acho que era uma fortíssima candidata, mas vencer com aquela diferença é realmente de despertar a desconfiança de qualquer um que acompanha Carnaval. Até porque a escola veio com algumas falhas graves em quesitos em que ganhou nota máxima de todos os jurados. Para não dizer que a minha briga é com a Beija-Flor, também julgo com encaro com muita desconfiança o fato de no final da década pasada (na época em que o Drummond era presidente da LIESA), a Beija ter sido tantas vezes vices com carnavais impecáveis. Eu só acho o seguinte: essa balela de "Desfile Técnico" é a conversinha de sempre pra justificar favorecimento alheio. De uns anos pra cá NUNCA MAIS ouvi falarem que a Imperatriz faz desfiles técnicos, por exemplo. "Não sei porque", mas a Mocidade também ficou no tempo junto com a morte do Castor... Devem ser só coincidências né ?!? Gente, acordem !!! As escolas que ousarem querer tirar o caneco daquelas, cujos patronos estão no comando da LIESA, terão que fazer desfiles simplesmente incontestáveis !!! Antológicos ! É impossível ?!? Não !!! Mas é e sempre será POUCO PROVÁVEL ! E para àquelas escolas cujos temidos patronos estão no comando da LIESA bastam apenas os famigerados "Desfiles Técnicos" !!! Na boa: me contem outra !!!!
HR
Membro SRZD desde 26/01/2010
11/01/2012 16:08:21
Fico feliz por perceber que as pessoas estão sob o mesmo espírito de reflexão e questionamento que eu. A indignação é grande, porque todos sabemos que os esforços parecem buscar a solução do problema, mas lamentavelmente não se vê uma reflexão objetiva, de fato. As escolas de samba precisam ser reconhecidas e respeitadas como "donas de seu nariz", no sentido de que têm personalidade e identidade próprias. Essa tentativa de padronizá-las como se todas devessem ser iguais e fazerem tudo igual é um crime contra a cultura popular. Agradeço o carinho de todos, em especial o do leitor Alsan Mattos, e deixo claro que não estou aqui querendo polemizar nem discriminar qualuqer pessoa, instituição ou escola de samba. Tenho minha preferência, mas nem por isso vou sentenciar contra outras coirmãs, porque, acima de tudo, estão o respeito, a ética e o amor pela cultura, Isso, no entanto, não fará de mim um "amigo dos amigos" que, para ser sempre politicamente coreto, sairá pela tangente nas questões cruciais. Quem esteve comigo no Seminário SRZD Carnaval, realizado na PUC, sabe do que estou falando. Aproveito para dizer que, no próximo dia 20, serei mediador do evento sobre o Dia do PAssista, no Sesc De Madureira. Já convido a todos que uiserem me conhecer pessoalmente para lá estarem. Leiam a matéria "SRZD-Carnaval apoia seminário organizado por Valci Pelé", aqui no site. Estarei na briga pelos nossos passistas! Grande abraço ao Zezé Fonseca. Pena que suas sábias lições não foram bem entendidas... ou foram "alteradas" - para ser bem eufemista - em sua essência. Abraços a todos!
Marcia Messias
Membro SRZD desde 08/01/2012
11/01/2012 15:31:50
Parabens a excelente materia. O grande problema do carnaval hoje é os interesses politicos todos nos sabiamos que a Beija Flor ja era campea antes mesmo de desfilar mesmo que o salgueiro nao tivesse tido aqueles problemas a beija flor seria campea da msm maneira o salgueiro apresentou alegorias gigantes que no final das contas acabaram somente atrapalhando todas as 8 alegorias salgueirenses era belissimas porem pesadas o que dificultou a entrada na sapucai e abriu buracos porem as alegorias nao estavam feias muito menos ruims pelo menos para nos torcedores por que para os jurados as alegorias salgueirenses continham "Material feio o que danificou a qualidade visual da escola" disse um jurado em sua justificativa as alegorias da beija flor nao era ruims tambem mais nao eram superiores aos do salgueiro ou da tijuca porem as da beija foram contempladas com 5 notas 10 outra coisa que gostaria de observar é as justificavas nas notas salgueirenses parecia um discurso,algo ja elaborado com antecedencia e nao uma justificativa. Quesito fantasia "as fantasias que a beija denomina leves" tira notas perfeitas os jurados deram notas 10 as fantasias leves da beija flor entao quer dizer entao que as fantasias da são clemente tambem merecem 10 pois tambem sao leves correto?nao as fantasias "leves da sao clemete receberam 9.4 se ambas sao leves porque tanta diferença na nota? sem contar outros quesitos em que a beija flor tirou notas perfeitas onde ja havia escolas superiores que tiraram notas inferiores.
fabiano
Membro SRZD desde 28/12/2011
11/01/2012 11:59:26
Com certeza as notas deveriam ser dadas no momento de cada desfile e lacradas ao final do desfile de cada uma das escolas de samba e entregues a liesa, o carnaval dessa forma iria ser bem mais justo e não teria essa palhaçada de segurar notas.... vamos fazer uma campanha em prol da nota na hora! e ai pessoal o q acham?
leandro brenandi
Membro SRZD desde 07/05/2009
11/01/2012 11:21:43
Perfeito, assino embaixo. Só tem mais um detalhe que precisa mudar, os jurados tem que avaliar no momento do desfile, lacrar o envelope e a comissão organizadora recolher depois do desfile de cada Escola, e não levar para casa, isso é um absurdo. Eu já vi muitos jurados dormindo no desfile, pois não precisam entregar nada no dia...Aí no dia seguinte se influencia pela mídia ou por outras pessoas. Por isso que as escolas chamadas "pequenas" atualmente sempre se dão mal, podem reparar quem tem mais "nome" sempre é favorecida. Enquanto não acabar com isso(só entregar o envelope no final de todas as escolas), não vai mudar muita coisa não, pois como disse o Hélio Ricardo, querem comparar uma escola com a outra, padronizando, isso é errado, cada escola tem sua característica. Estão estragando o carnaval. Um abraço a todos.
Zezé Fonseca
Membro SRZD desde 29/10/2011
11/01/2012 11:14:00
No 1º Curso de Jurados da UERJ em 1995 ministrado por Hiram Araújo, Ricardo C.Albim, Pamplona, Albino Pinheiro, Roberto Moura, José C.Rego, e tantos outros estudiosos da Cultura dos desfiles das Escolas de Samba. Além de participante fui a jornalista responsável pela elaboração das apostilas do Curso. Hoje dou palestras sobre "Os quesitos das Escolas de Samba" para jurados de diversas cidades do RJ, e um dos conceitos que passo é o seguinte: Julgar as Escolas de Samba não é apenas o ato de dar nota, há que se ter sensibilidade, discernimento e os olhos da arte e da cultura. Ao jurado não cabe a vaidade do reconhecimento, ele é tão somente, um espectador mais privilegiado, escolhido pelos organizadores do desfile, para julgar um determinado quesito, dentro de seu conhecimento. Além de cumprir as normas pré-estabelecidas de conduta e pontuação, o jurado não pode esquecer, que está representando todos os espectadores do desfile, e que sua nota é determinante, para escolher a campeã de fato e de direito, entre todas as Escolas de Samba que se apresentarem. Tão bom seria se os jurados atuais seguissem este conceito. ZZFonseca
Ricardo frankk
Membro SRZD desde 04/03/2010
11/01/2012 10:49:23
PARABENS AMIGO CONCORODO PLENAMENTE COM VC, ACHO QUE ACIMA DE TUDO O CARNAVAL DEVERIA SER MORALIZADO.AINDA EXISTEM JURADOS QUE ACEITAM UM AGRADOZINHO OU NÃO ???
A Hora e a Vez dos Enredos Chapa Branca
Hélio Ricardo Rainho/Carnaval | 17/05/2012 11h11
Grupo Jaqueira: Dando Frutos!
Hélio Ricardo Rainho/Carnaval | 04/05/2012 13h50




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