Do outro lado da ponte
Eugênio Leal | Eugênio Leal | 30/07/2008 23:26
Numa postagem anterior comemorei o surgimento de vários enredos sem patrocínio para o próximo carnaval. Acredito que o fato de um enredo ser "autoral" é um indício. É mais fácil nascer um bom tema da imaginação do que através do interesse financeiro. Isso não significa, entretanto, que todo enredo autoral é bom nem que todo enredo patrocinado é ruim. Esta introdução tem um pouco a ver com os enredos que passo a analisar a partir de agora. Não que eles sejam exemplos do que é bom ou ruim para o carnaval. Mas, no meu modo de ver, são exemplos da importância do desenvolvimento do tema.
Curiosidades sem fôlego
O enredo da Porto da Pedra sobre a curiosidade tem algo cada vez mais difícil de se identificar no carnaval atual: uma mensagem. Ele expõe seu argumento com clareza já no título: "Não me proíbam criar. Pois preciso curiar! Sou o país do futuro e tenho muito a inventar!". O desenvolvimento, porém, tem pontos questionáveis e algumas quebras de narrativa desnecessárias.
O enredo de Max Lopes, com texto assinado por Marcos Roza, defende que a curiosidade humana impulsiona a evolução e também a destruição. Começa nos jardins do Éden, passa pela descoberta do fogo, pela caixa de pandora, pela época medieval e pela renascença. Até aí vai muito bem.
Neste ponto há um desvio de rota, quebrando a cronologia da história que está sendo contada. Há um setor sobre previsão do futuro e outro sobre o apocalipse e, só depois, o texto fala de inventores como Santos Dumont, Thomas Edison e Marcone.
Sobre este ponto é preciso perguntar: será que a magia dos inventores pára no século passado? Cadê as revoluções mais recentes como a cibernética e a genética, por exemplo?
O texto aponta ainda a curiosidade como motivo para conflitos religiosos e bélicos. Lá no fundo pode existir alguma relação entre os fatos, mas as razões que motivaram tais problemas foram na verdade outras, como a luta pelo poder.
O setor final carece de melhor argumentação para concluir a tese do enredo. Falar do Brasil como país do futuro não acrescenta. Parece uma solução padrão para encerrar um desfile. A impressão que dá é que faltou fôlego ao tema para gerar um carnaval de grandes proporções.
Vira-Bahia
Ninguém duvida que Milton Cunha é um dos melhores "enredistas" do carnaval atual. Ele usou de todo seu talento para associar a Bahia tradicional, aquela do Acarajé e da preguiça, à criação de biocombustíveis. Trabalho ingrato, muito ingrato, que ele tirou de letra.
Letra que Milton Cunha domina como poucos. Genial, ele costura seu texto aproximando termos técnicos complicados da linguagem popular, "carnavalizando" a ciência e projetando um desfile que une o gingado baiano à consciência ambiental. A Viradouro vai ter festa, alegria, tradição e também educação, informação.
Talvez este fosse o encerramento perfeito para o enredo do Porto da Pedra, que pretende exaltar o Brasil como país do futuro, mas usou para isso informações e imagens já desgastadas. Axé, Milton! Axé, Viradouro!
Postado por:ROBERTO de Ita | 03/08/2008 07:55:08
HORRIVEL E MENTIROSO!! 1º SE ELE PEGASE APENAS OSETOR 6 QUE FALA "APOCALIPSE" AI SIM DARIA UM CARNAVAL DE VERDADE !! SÓ MEUS AMIGOS E IRMÃOS QUE É MUITO TRISTE NÓS ANIMAIS RACIONAIS OU SEJA COM RACIOCINIO, ACREDITAR EM FRUTA DO PECADO EM SERPENTE,OU ETÉ MESMO EM UMA CRIAÇÃO DIVINA,RSRS MEUS AMIGOS DEUS PURO,LIMPO E PERFEITO FARIA NÓS ASSIM,MORTAIS,SOFREDORES E MAIS OS ESPIRITOS TAMBEM FOI ELE QUE CRIOU,OS EXÚS ,POMBBA GIRAS E OUTROS SERES DA BAIXA ATMOSFERA COSMICA ,SIM DEUS EXISTE E JÁTA NA TERRA !! VEIO NOS BUSCAR REALMENTE,PROVANDO QUE ELE JAMAIS FARIA UM MUNDO PARA DEIXAR UM CASAL OU ATÉ MESMO UMA COBRA DESTRUIR SEUS FEITOS,TEMOS SIM UM COMANDO DE CRIAÇÃO E DE FORÇA,OU SEJA DUAS ENERGIAS ÁGUA E TERRA ELÉTRICA E MAGNÉTICA O BEM E MAL,O BEM APARENTE PORQUE TUDO SE ACABA,TUDO QUE TEM INÍCIO TEM QUE TER FIM,ASSIM TERÁ A TERRA E AS ÁGUAS E NÓS ANIMAIS RACIONAIS VOLTAREMOS AO NOSSO VERDADEIRO MUSO RACIONAL,POR ISSO FALO QUE EM ENREDO MENTIROSO,NÃO PODE PASSAR MNAIS ESSAS MENTIRA DO PASSADO OU DOS ENVETORES DO CASAMENTO E QUE NÃO CASAM PORQUE SABE O FRACASSO QUE É POR ISSO NÃO CASAM,NÃO PODEMOS MAIS DEIXAR QUALQUER TIPODE RELIGIÃO ENTRAR PARA TENTAR EXPLICAR NADA O PESAMENTO NÃO RESOLVE MAIS NADA,SENDO ASSIM SE ELE QUIZER REALMENTE FALAR DE CRIAÇÃO PROCURE SABER A VERDADE E NÃO FICAR CONTANDO CONTOS DE FADAS E DE TOLISSE SOBRE CRIAÇÃO DO ESPAÇO DO SOL ,LUA ,ESTRELA,ÁGUA,TERRA,ANIMAIS E VEGETAIS OU TALVEZ FALASSE SOBRE AS DESTRUIÇÕES EM MASSA NA CHINA,VÁRIOS TERREMOTOS ,MEREMOTOS,TUFOES,FURACOES E OTROS MEIOS DE DESTRUIÇÃO QUE A NOSSA MÃE NATUREZA TEM DE MOSTRAR QUE TEMOS QUE SAIR DAQUI O MAIS RÁPIDO POSSÍVEL,ELA TAMBEM TEM QUE VOLTAR AO SEU ESTADO NATURAL ASSIM COMO NÓS RACIONAL RACIOCINIO,RACIOCINIO RACIONAL RSRRSE ERA DE COSMO NA TERRA,BREVE VEREMOS NOSSOS IRMÃOS E AI UNS DIZEM É UM DISCO VOADOR ,OVINES SRES EXTRA TERRESTRE ANUNCIANDO UMA NOVA ERA O FIM DO PESNSAMENTO QUE NÓS ENGANOU POR MUITO TEMPO,E ESSE CARNAVAL

Postado por:eliomar | 02/08/2008 23:10:20
Discordo da análise feita por Eugênio Leal. Acho o enredo da Porto da Pedra bastante interessante, além de contar com um carnavalesco com muita habilidade e bom gosto para fazer bonito. No tocante à Viradouro, apesar de gostar imensamente do Milton Cunha, acho o enredo bastante fraco, forçado, pura imposição de patrocínio. Milton Cunha vai ter de tirar leite de pedra, ou será de mamona???
Postado por:leandro | 01/08/2008 10:41:46
Discordo dessa avaliação! è cedo para dizer que o enredeo do porto é ruim! Ora, depende do samba e do conjunto do desenvolvimento, analisar pela sinopse é precipitado! Embora seja o fio condutor do enredo, ela pode render um ótimo samba e desfile. Será que é desvio de rota o carnavalesco fazer uma abordagem psicológica, temos que parar com a mania de achar que História só pode ser analisada, estudada e apresentada de maneira linear e cronológica! Afinal estamos em um país onde convivem problemas do início do século XIX com as novidades do mundo cibernético, se o enredo fosse do João seria genialidade!!

Postado por:Penelope | 31/07/2008 21:57:16
Concordo com os demasiados elogios sem propósito para Milton e com o cansaço do Max os dois o Eugênio e o Max estão forçando a barra. O Milton literalmente como carnavalesco é um ótimo recreador, não consegue executar suas idéias de forma legível ao assistente e tem péssimo gosto visual. Diferente de Max , que tem gosto refinado conhece bem de carnaval mais não esconde a desmotivação , tenho a impressao que ele gostaria de estar no concurso de fantasias do Hotel Glória.
Postado por:José Ricardo Vidal | 31/07/2008 18:49:55
O Sr eugênio Leal deveria entender um pouco mais de história e cronologia ao falar do enredo da PP. A história cronológica da humanidade está dividida em Antiguidade, Id. Média, Id. Moderna e Contemporânea. O autor desse (pre)texto, desconhecendo a cronologia quer imputar ao carnavalesco as revoluções da chamada "pós-modernidade" e não conseguiu ler direito todo texto do enredo. As genéticas, cibernéticas e outras "éticas" sugem com o impulso da descoberta do avião (dessa curiosidade chegou o homem ao espaço), da descoberta da luz (dessa descoberta o homem chegou ao laser), da descoberta do rádio (dessa descoberta o homem chegou às outras fases da comunicação eletrônica). Mas o mal uso dessas descobertas, geraram o "apocalise" citado no enredo. Um pouquinho de leitura mais rigorosa e menos tendenciosa faria do Sr. (quase) Leal uma avaliação mais coerente do enredo da Porto da Pedra. Quanto à avaliação do enredo da Viradouro, acho que Carlos Alberto, aqui em baixo, já deixou claro o porquê os rasgos de sedução do Sr. (quase)Leal pelo autor do enredo da grandiosa escola do Barreto.
Postado por:Carlos Alberto | 31/07/2008 17:43:13
Caro Elgênio acho que vc deveria ser imparcial em seus comentário e não deixar sua amizade com Miltom interferir em seu trabalho critico, pois esta muito descarado sua puxação de saco, sou Portela mas gostei muito do enredo da Porto, já o da vira nada com nada, abra seu olho pois esta muito descarado.
Postado por:Carlos Alberto | 31/07/2008 17:42:54
Caro Elgênio acho que vc deveria ser imparcial em seus comentário e não deixar sua amizade com Miltom interferir em seu trabalho critico, pois esta muito descarado sua puxação de saco, sou Portela mas gostei muito do enredo da Porto, já o da vira nada com nada, abra seu olho pois esta muito descarado.
Postado por:Flavio | 31/07/2008 17:21:24
Concordo qto ao enredo do Porto da Pedra, achei ruim mesmo... quis abraçar o mundo, e no fim ficou confuso, enfiou muita coisa num enredo só e não conseguiu alinhavar esses elementos!!! Qto a Viradouro, discordo.... achei o enredo forçado, ainda que a genialidade de Milton tenha salvado um pouco, mas nao salvou tudo!!! pra mim, ao lado da Mangueira os 3 enredos mais fracos do ano!!!

Postado por:julinho di ojuara | 31/07/2008 15:26:37
Volto a afirmar que tanto Milton quanto o max, tem que dar um tempo, O Max parece desmotivado a cada ano que passa e o Milton passa a idéia de intelectualidade em demasia não conseguindo traduzir isto em fantasias e em bom desfile. Acredito que temos carnavalescos que na verdade ou extrapolam demais o seu papel ou vivem com medo de dividir espaços. Daí a o que temos vistos na avenida é um verdadeiro samba dos louros doidos !!!
Postado por:gleisson luiz franco eugênio | 31/07/2008 11:46:53
Eu gostei muito do enredo da PP pq abrange muita coisa, mas na sinopse falta algo q ainda ñ identifiquei o q. A viradouro terá um grande desfile pra fazer pois, o tema Bahia assim como a amazônia, ja foram abordados muitas vezes na avenida, mas o Milton, aborda uma Bahia nunca vista e de um jeito nunca visto, muito diferente. Ele associa muito bem os temas q são de fácil interpretação, Axé Viradouro!!!!
Postado por:CARLOS AURELIO | 31/07/2008 11:45:43
a "cana " era protagonista ,agora biocombustível entra de carona e com a grana.Além disso Rosa Magalhães na realização do enredo está anos -luz a frente do Milton Enfim não sou piton e desejo boa sorte à Viradouro e ao Milton. Considero que este enredo já foi mexido demais,antes resedição do Salgueiro ,depois queriam trocar o samba,enfim entra o dindin e sai o dende...

Postado por:Denise | 31/07/2008 11:34:04
A proposta do enredo da Porto da Pedra é melhor, mas ambos estão aquém do esperado.
Postado por:Charisteu Neves | 31/07/2008 09:41:39
caro carlos Aurélio, falavam a a mesma coisa que você de "cana-caiana, cana-roxa, cana-fita, cana-preta, amarela...pernambuco...quero ve desce o suco na pancada do ganzá". E a gente viu no que deu... discordo do Eugênio Leal...o Max cita a tecnologia para ILUSTRAR, mas não para ENFATIZAR. E cita da mesma forma como o "PAULO BARROS" não citou muita coisa em 2004 num enredo sobre tecnologia...enfatizou muito aquela coisa de DNA e tantas inveções importantes de um enredo que deveria ENFATIZAR a tecnologia FICARAM DE LADO E NEM FORAM FALADAS. Acho o enredo da Porto da pedra redondinho, e só aparte do Brasil que eu achei meia forçada (nesse ponto concordo). No resto é um enredo gostoso e não-maçante. Salve!!!Salve!!!
Postado por:carlos aurelio | 31/07/2008 06:21:23
Milton é culto e inteligente ,mas o enredo é umsamba do crioulo doido.a parte(grana pelo patrocínio)se torna maior do que o todo(Bahia).Disfarça pela cultura inegável do carnavalesco,mas vai representar risco para Viradouro.

Postado por:wilson | 31/07/2008 00:00:45
Meu caro Eugênio Leal(desculpe a intimidade)concordo em gênero,número e grau.Acho o enredo da PP interessante,porém acho q faltou um algo mais.A viradouro terá uns dos melhores enredos do carnaval 2009,concordo qdo disse q o Milton Cunha é o melhor enredista do carnaval,ele é didático,passa uma tranquilidade muito grande qdo fala dos seus enredos.A bahia ta sendo vista numa forma completamenet diferente.







Vai começar tudo de novo












