Reservas internacionais brasileiras sobem quase 22% em 2011, diz BC

Redação SRZD | Economia | 02/01/2012 17h42

Foto: DivulgaçãoO Banco Central (BC) divulgou nesta segunda-feira que as reservas internacionais brasileiras encerraram 2011 com o volume recorde de US$ 352,012 bilhões, ou US$ 63,437 bilhões a mais que o registrados no final de 2010, o que significa uma elevação de 21.98% no ano passado.

A evolução foi, em boa parte, ocasionada pelas compras feitas pelo BC no mercado de câmbio como medida de conter a desvalorização do dólar, que foi forte no primeiro semestre do ano. Neste período, o definidor econômico brasileiro teve que fazer intervenções quase diárias no balanço da divisa. Isso aconteceu apesar da adoção de medidas para dificultar a especulação financeira de investidores estrangeiros, como o aumento da alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) nas negociações de curto e médio prazos, bem como nos empréstimos tomados por brasileiros lá fora.

Mesmo assim, o dólar chegou a uma cotação mínima de R$ 1,54 em 2011, no dia 26 de julho, fazendo com que o governo baixasse, no mesmo dia, a Medida Provisória 539, que autorizava o Conselho Monetário Nacional (CMN) a estabelecer condições específicas.

Dentre elas, a cobrança de até 25% do valor da operação com títulos ou valores mobiliários que envolva derivativos de outros ativos financeiros.

Além do maior custo financeiro nas aplicações externas, o movimento especulativo com dólar começou a perder força depois que o BC inverteu, no final de agosto, o processo de política monetária.

A taxa básica de juros (Selic), que seguiu em alta durante os sete primeiros meses de 2011, caiu, então, de 12,5% para 12% ao ano. A redução da Selic continuou a acontecer nas duas outras reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom) em 2011 e fez com que a taxa básica de juros encerrasse o ano em 11%.

A mudança na política monetária e as medidas de encarecimento das operações externas fizeram com que a cotação do dólar começasse a se recuperar, e em outubro o BC abandonou as intervenções diárias no mercado de câmbio.

Com informações da Agência Brasil

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