Mercado em forte recuperação
Julio Hegedus Netto* | Economia | 30/07/2008 20:02
O mercado de ações, nesta quarta-feira (30), operou em forte recuperação, influenciado tanto por fatores externos como pelos domésticos. O Ibovespa avançou 3,37% indo a 59.998 pontos.
Nos EUA, os desempenhos corporativos acabaram melhores do que o esperado, com destaque para os balanços da Siemens e da Arcelor Mittal. Além disto, os dados de mercado de trabalho mostraram boa recuperação. O ADP Employment Report registrou a criação de 9 mil empregos. Importante ressaltar que este indicador é visto como uma prévia do Relatório de Emprego dos EUA, a ser divulgado nesta sexta-feira (01). Somado a isto, no mercado imobiliário a boa notícia veio da aprovação pelo Presidente George Bush do plano de socorro das agências hipotecárias Fannie Mae e Freddie Mac.
No Brasil, de boa novidade, com as commodities em alta, a inflação pelo IGP-M de julho menor do que em junho (1,76% contra 1,98%) e os dados fiscais com forte superávit, já se aproximando da meta para o ano.
Em junho, o superávit primário consolidado foi de R$ 11,16 bilhões, um pouco menor do que o registrado no mesmo mês de 2007 (R$ 11,64 bilhões), e no ano acumulou R$ 86,11 bilhões (6,19% do PIB), melhor do que o registrado um ano antes (R$ 71,67 bilhões, 5,81% do PIB). Em 12 meses, o saldo foi a R$ 116,04 bilhões, 4,27% do PIB.
Sendo assim, o resultado de junho indica que a meta fiscal para este ano, de 3,8% do PIB (+0,5% do fundo soberano), segue cumprida. Por outro lado, com os encargos crescentes no pagamento de despesas com juros, o déficit nominal acabou crescendo, registrando R$ 5,828 bilhões, acumulando do semestre, R$ 1,91 bilhão, ou 0,14% do PIB. Por fim, com este bom resultado primário, a dívida líquida pública foi a R$ 1,180 trilhão no final de junho, 40,4% do PIB.
Para quinta-feira, as expectativas giram em torno da ata do Copom, o que fez com que os mercados futuros de juros pela BMF operassem sem uma tendência definida. Isto porque embora os IPCs venham mostrando um comportamento controlado, os IGPs, pela alta dos IPAs, continuam a preocupar pela pressão dos alimentos.




























