SRZD

União pela liberdade já!

Sidney Rezende | Sidney Rezende | 27/07/2008 13:47

Por qual razão os candidatos a prefeito do Rio ainda não se uniram, não assinaram um documento conjunto e não tiraram uma foto de mãos dadas para marcar uma posição definitiva contra milícias e o tráfico de drogas que os impedem de fazer campanhas em comunidades consideradas de risco? É inaceitável que este posicionamento político claro ainda não tenha sido feito.

Deu aqui no SRZD, o que aconteceu com jornalistas que acompanhavam o candidato Marcello Crivella a uma destas comunidades: "O grupo da imprensa formado por repórteres e fotógrafos dos jornais "O Globo", "O Dia" e "Jornal do Brasil". Eles fotografavam o senador cumprimentando moradores da comunidade.

Três homens com os rostos cobertos começaram a dizer para pararem de fotografar. Um deles, inclusive, ordenou que todas as imagens fossem apagadas. Crivella não percebeu a abordagem e continuou a caminhada. O assessor do candidato tentou argumentar que o objetivo não era denunciar ninguém, mas não adiantou.

Uma moto com mais dois traficantes, um deles armado com fuzil, chegou. Os fotógrafos acabaram apagando as imagens e foram liberados pelos bandidos."

 

O que pode ser feito agora:

 

1) Os candidatos precisam ser veementes contra o direito de vir e o jugo de bandidos; Eles não são, porque temem perder votos. O medo não cabe neste momento

 

2) Não perderão eleitores os que, se preciso for, convocarem a polícia para garantir o direito de percorrer qualquer lugar que considerem relevante para levar a sua mensagem eleitoral. Eles serão representantes do cidadão e não da vontade de marginais;

 

3) Exigir do governo Sérgio Cabral policiamento ostensivo nestas localidades para garantir a integridade física dos moradores, mesmo após a passagem dos candidatos pelo lugar;

 

4) Os candidatos devem construir uma união, suprapartidária, em favor da democracia e abertaramente contra milícias e o tráfico. E esta mobilização deve chegar à Brasília. É um problema também do governo Lula. A droga chega no Rio porque o policiamento de fronteira é bisonho.

 

5) Por fim, os jornalistas não podem ser espectadores. As entidades que nos representam precisam ser mais veementes e os meios de comunicação devem expressar semelhante união para separar o joio do trigo.

 

As coisas não estão como estão por acaso. A sociedade permitiu que chegassem a este ponto. E imprensa por muitos anos cultivou o hábito de tratar criminosos como coitadinhos. Não são.