Bolsas balançam e dólar volta a subir com notícias de agência de riscos
Redação SRZD | Economia | 05/12/2011 20h49
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) conseguiu segurar suas negociações dentro do azul nesta segunda-feira, revertendo alguma parte das perdas dos últimos dias. O Ibovespa registrou melhora de 1,77%, aos 58.910 pontos. O giro financeiro foi de R$ 5,859 bilhões.
A movimentação reflete a melhora do mercado externo, com a aprovação de um novo pacote de medidas que visa recuperar a economia Italiana. Além disso, as reuniões entre os líderes europeus que vão acontecer durante a semana animaram os investidores.
Enquanto isso, nos Estados Unidos, os índices de Wall Street também ficaram animados diante do plano de ajuste de 30 bilhões para a Itália, além do acordo entre França e Alemanha para a aplicação de sanções aos países da Europa que não cumprirem as novas metas orçamentárias. O índice industrial Dow Jones terminou o pregão com alta de 0,65%, enquanto o medidor tecnológico Nasdaq caminhou 1,1% e o indicador S&P subiu 1,03%.
As notícias que tinham influenciado o positivismo inicial das bolsas perderam seu caráter diante dos investidores quando a imprensa divulgou que a gência de classificação de risco Standard & Poor's pensa em elevar o nível de risco da dívida de diversos países da Zona do Euro, incluindo a forte Alemanha.
Este foi um dos motivos para que o dólar tenha anulado o dia de perdas e fechado em leve alta no final desta segunda-feira, encerrando a série de seis dias seguidos de baixa. A moeda norte-americana fechou com alta de 0,18%, cotada a R$ 1,7917.
Na Europa, os principais índices das bolsas fecharam com melhora após os líderes de Alemanha e França voltarem a falar do novo tratado da União Europeia, que deve incluir regras fiscais mais rígidas para a Zona do Euro. O índice pan-europeu Stoxx 600 registrou avanço de 0,84%, para 242,75 pontos.
A Bolsa de Milão subiu 2,91%, Frankfurt registrou alta de 0,42%, Paris ganhou 1,15%, Londres avançou 0,28%, Madri valorizou 1,72%, Lisboa registrou mais 1,83%.






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