Ecólogo diz que estados deveriam se solidarizar com acidente ambiental
André Silva | Rio+ | 28/11/2011 18h42
Após semanas do vazamento de óleo causado pela petroleira Chevron, na Bacia de Campos, no Norte Fluminense, o SRZD conversou com o Ecólogo, Mário Moscatelli, para saber sobre sua opinião como especialista, do fato ocorrido.
O especialista afirmou em dizer que jamais saberemos a real dimensão do acidente e que todos estão interessados em lucrar com a exploração do petróleo e por causa disso poucos pensam na verdadeira consequência que o acidente gerou.
"Nunca saberemos a real dimensão do volume de óleo jogado no mar, e portanto, do impacto que foi gerado. Até porque não se sabe direito as formas de combate que foram efetuados. Até porque no fim das contas, todo mundo está interessado em ganhar dinheiro explorando petróleo", disse.
Ainda de acordo com Moscatelli, se tivéssemos realmente, de fato, preocupados com a questão ambiental, se as empresas tivessem medo realmente da legislação brasileira e se os órgãos ambientais estivessem preparados para fiscalizar, analisar, enfim, colocar a legislação para funcionar, esse tipo de acontecimento seria reduzido extremamente.
"A atividade de exploração de petróleo não é completamente segura, ela é sujeita a falhas como uma usina nuclear. Como praticamente todas as atividades humanas são sujeita a falhas", completou Moscatelli.
O ecólogo também citou outros acidentes envolvendo outras petroleiras, inclusive a Petrobras e veio dizendo que "o discurso é maravilhoso", mas falta comprometimento das empresas, como também a capacitação do poder público para resolver tais questões de forma limpa e sincera com a população.
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"Desde 97 quando houve o primeiro vazamento dos dutos da Petrobras na Baía de Guanabara. Depois em 2000 quando houve o grande vazamento do mesmo duque, também na Guanabara. Agora nesse evento com a empresa norte-americana, enfim, o que eu vejo, o que eu constato é que o discurso é maravilhoso, o marketing é maravilhoso, agora, por um lado a empresa não cumpre o que está estabelecido nas licenças de operação, enfim, naquilo que as possibilita explorar", afirma. "Por outro lado o poder público está completamente sem capacitação de pessoal, de técnico, de equipamento e de fiscalização", completou.
O ecólogo levantou uma questão que podemos parar e pensar. E os outros Estados brasileiros (não produtores de petróleo)? Eles querem tanto uma fatia dos Royalties, mas não se mechem para ajudar as cidades produtoras quando sofrem um acidente deste porte.
"Gostaria de saber se o Mato Grosso, Acre, entre outros (não produtores) irão se sensibilizar, irão se solidarizar com o litoral fluminense. Porque o dinheiro do Pré-sal todo mundo está de olho. Eles (se referindo os outros Estados) poderiam mandar um dinheiro para o Governo do Estado do Rio para dar conta do problema ambiental que é gerado por uma atividade econômica a qual eles estão de olho nos lucros", disse indignado.
Pedido de desculpas
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O presidente da empresa norte-americana, George Buck, deu seu primeiro depoimento na Comissão de Meio Ambiente da Câmara, no último dia 23 de novembro, onde pediu desculpas ao povo brasileiro e ao governo pelo vazamento no Campo de Frade.
"Peço sinceras desculpas à população brasileira e ao governo brasileiro. Peço Também desculpas por não me expressar em português (…) Esperamos continuar sendo parceiros do Brasil para fazer jus ao destino do país de se tornar uma superpotência", disse.
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Sandra
06/12/2011 22:51:45
O ser humano tem pensado no aqui e agora, no interesses do quanto vai lucrar. Mas será que você já pensou no que estará deixando de herança aos seus filhos, netos e bisnetos além do dinheiro? Será que a mãe Terra resistirá? Será que haverá peixes, pássaros, enfim, nosssa esplendorosa natureza, para que eles também possam admirar. Isso dinheiro nenhum irá comprar, depois que tudo estiver destruído pelas mâos do que chamamos de ser racional. Será? A Mãe terra que merece todo nosso respeito, que nos acolhe com carinho, dando tudo que necessitamos para viver bem. E muito bem. No cotidiano já causamos alguns transtornos a ela, porém com alguns cuidados conseguimos amenizar. Como reciclar o lixo, tratar o esgoto, entre outros. Mas um acidente deste porte... Quais serão as consequências à nossa fauna e flora. E mais adiante como nossa querida e imensa mãe Terra reagirá? Será que os grandes acidentes ambientais tem acontecido por acontecer, enchentes, tsunames, terremotos? O que mais precisa acontecer para o ser humano despertar e se atendar por um olhar realmente humano, pensando no mundo que irá deixar para seus próximos e amados filhos, netos, isso se a Terra ainda resistir, quem sabe bisnetos. Pedir desculpas não resolve o problema... Mensagem de uma mãe que deseja um mundo melhor.






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