
Sob os pés do Pão de Açucar, na efervescência cultural do campus da Praia Vermelha da UFRJ, nasceu um grupo que se eternizaria na história do esporte universitário brasileiro. Apesar do curso ser de administração, nos bancos, nas salas de aula e nos corredores da FACC, o assunto era futebol. O Brasil vivia uma nova fase com a eleição de Lula, o Brasil era penta na Ásia e aquela amizade que surgia entre aqueles estudantes vinha para ficar e ser escrita com a pena do futebol. Nascia o Tramóia.
Quase dez anos depois, aquele grupo, depois de perder, aprender, crescer, renovar, chorar, sorrir, vibrar, xingar, se tornou um dos mais vitoriosos do esporte universitário e fez da vitória seu lema. Na Copa Campus, que tem a sua história misturada com a deles, se tornou um ícone e como um autêntico bicampeão pede passagem. A Copa Campus UFRJ não seria a mesma se em 2002 aqueles alunos não tivessem dado corda a sua imaginação e criado o Tramóia.
OS BICAMPEÕES



A CAMPANHA
Detentor de um título da Copa, o Tramóia foi sub-cabeça de chave do Grupo A que tinha ainda o Padaria (cabeça de chave), Mangue, Sequela, Kkrecão e Aló FC. A principal contratação da equipe foi o meia Barreto, ex-Atuária, duas vezes vice e uma vez eleito craque do campeonato.

Na estréia, o Tramóia teve logo uma parada indigesta contra a boa equipe do Mangue, sem o craque do campeonato, Bibi, e o zagueiro Thia Thia. Saiu perdendo, mas conseguiu a virada com Barreto e Eduardo. A atuação e a garra dessa partida foram o cartão de visitas de um campeão em formação.Leia a Cronica.

Em seu segundo jogo na competição, o Tramóia não encontrou nenhuma dificuldade para derrotar o Aló FC por 9x3, com destaque para a atuação de Eduardo, que marcou três vezes. O capitão Marcos Cabete desfalcou a equipe nesta partida, além de Bibi que ainda não tinha estreado pelo time azul.Leia a Crônica.

Contra o Sequela, o agora bicampeão enfrentou tanta dificuldade quanto diante o Mangue. Até o roteiro do jogo foi igual. Os sequelados saíram na frente, mas Barreto marcou duas vezes e fez a sua equipe chegar a terceira vitória consecutiva no torneio. Mais do que nunca o Tramóia era candidato ao título.Leia a Crônica.

Diante do Kkrecão, o Tramóia jogou o fino da bola e goleou o adversário por 7x3, garantindo antecipadamente a presença nas semifinais do turno. Andriotti, com três gols, foi o grande destaque da partida, que não contou com a presença do goleiro Perrota, nem de Bibi, que ainda não fazia parte da equipe.Leia a Crônica.

Já classificado, o Tramóia entrou em campo para enfrentar o Padaria bem tranquilo, enquanto que o adversário precisava da vitória para garantir a vaga. Mesmo assim foi um jogão. Depois de sair atrás, o time azul virou, mas sofreu a virada. A derrota pareceu não ter abalado a equipe, que já atuava sem o meia Eduardo, que estava fora do Brasil a trabalho.Leia a Crônica.

Na Semifinal contra o ECCA, o Tramóia fez 2x0 no 1° tempo, logo no início da 2ª etapa ampliou, mas deixou o adversário fazer dois gols e chegar bem perto do empate. Mas os 3x2 levaram a equipe para a final. Bibi finalmente estreou, fazendo o primeiro gol de seu time.Leia a Crônica.

Tramóia x Padaria é o grande clássico dos últimos tempos da Copa e a final do 1° turno fez valer o equilíbrio que sempre marcou o duelo. Sempre atrás do marcador, o Tramóia conseguiu a igualdade duas vezes, todas com Bibi, e venceu a disputa de pênaltis que teve Perrota como o grande herói. Tramóia campeão do 1° turno.Leia a Crônica.

Ainda de ressaca com a conquista da semana anterior, o Tramóia foi massacrado pelo InvenCivil, que fez 4x0 numa partida onde foi superior do primeiro ao último minuto.Leia a Crônica.

Os jogadores do Tramóia tinham que descontar a goleada do domingo anterior em alguém. Pobre BCM, que levou de 10x4, em dia inspirado de Andriotti e Bibi, que marcaram 3 gols cada. Quem achava que o campeão do 1° turno tinha desistido do returno, teve que rever seus conceitos.Leia a Crônica.

O adversário era o TimECO, time em ascensão no campeonato. Mas era fundamental um resultado positivo para não ficar distante das vagas para a semifinal. Apesar de ter saído na frente, cedeu o empate e o 3x3, se não foi espetacular, deu um ponto importante para a equipe na luta pelo returno.Leia a Crônica.

Talvez nessa partida o meia Bibi tenha entrado de vez na disputa pela bola de ouro da Liga. Com três gols, o camisa 77 ajudou a sua equipe a fazer 5x3 no ECCA e entrar de vezna briga pelo título também do returno.Leia a Crônica.

Após a vitória por W.O sobre o Playratas na rodada anterior, o Tramóia empatou com o Tornassol em 5x5 no conhecido clássico TRA-TOR. O resultado classificou a equipe como segunda colocada no grupo A.

Numa partida emocionante, talvez a melhor de toda a Liga 2011, o Tramóia derrotou o InvenCivil por 5x4 na semifinal do returno e garantiu presença na final que, em caso de vitória, lhe daria o título direto sem a necessidade de realização de uma final. Bibi, mais uma vez, marcou três vezes e foi o destaque.Leia a Crônica.

Pela 3ª vez no torneio, o Tramóia tinha pela frente o Padaria. Se vencesse, levantava o troféu direto; se perdesse, voltaria a enfrentar o adversário na semana seguinte. Com muito equilíbrio, o Padaria errou menos e venceu o 2° turno, forçando a disputa da grande final dia 16.Leia a Crônica.

Confira em primeira mão a crônica da grande final que consagrou o Tramóia.