Filmes dispensáveis do Festival do Rio: 'Chapeuzinho Vermelho do Inferno'
Victor Rocha | Cinema | 09/10/2011 15h30

Moldado por uma direção infantil e um roteiro fraco, o filme cubano "Chapeuzinho Vermelho do Inferno" (Molina’s Ferozz, 2010) é um terror trash que acaba triscando em instantes de humor, mas se perde no apelo ao sangue e sexo. O SRZD dá dicas de quais filmes valem a pena no evento, mas também indica aqueles que você dificilmente vai querer ver. Neste, grande parte do público deixou o cinema antes da metade do longa.
O filme nos leva para a zona rural de Cuba, onde uma família vive isolada. Miranda é uma adolescente que mora com sua mãe viúva, Dolores. Ambas tentam conviver bem com a avó da menina, que mora em uma casa um pouco distante, mas igualmente isolada. Apesar disso, a relação aprece impossível já que a velha é praticante de rituais satânicos e odeia a própria família. Para segurança das mulheres, próximo da casa vive o lenhador Inocencio, tio paterno de Miranda, que protege a sobrinha e a cunhada. Um belo dia, Dolores manda a filha ir até a casa da avó para entregar um cesto de comidas. Em paralelo, a história de um monstro demoníaco que vive na floresta assusta os personagens.
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A adaptação cubana do conto "Chapeuzinho Vermelho", de Charles Perrault, é uma afronta às interpretações do original. Sem grandes propósitos, o filme se mostra uma orgia sangrenta, cheia de cultos malignos, violência e caricaturas forçadas. A maquiagem é forte, escura, suja e o contraste predomina na luz da fotografia. Aos poucos, todos os personagens vão revelando ser completamente pervertidos e sem moral alguma, o que domina o filme muito mais do que a própria história.
A primeira exibição da película, programada para as 0h, demorou ainda cerca de 30min para conseguir ser projetada na sala 1 do cinema Estação Sesc Rio. Os problemas técnicos marcaram mais a noite que o próprio filme. As palmas, que aconteceram após a equipe do cinema conseguir finalmente projetar a película e se repetiram ao fim do filme, foram de extrema ironia, e as risadas efusivas que cortavam o cinema vez ou outra foram igualmente debochadas e uma alternativa aos que abandonaram a sala (desde os primeiros minutos do longa).
Caso o leitor ainda se sinta atraído pela produção, é bom advertir apenas que não levem crianças para essa experiência lamentável.
Veja o trailer com cortes leves do filme:
Veja onde o filme ainda vai passar:
SEG (10/10) - 16h Cine Glória
SEG (10/10) - 20h Cine Glória
SEX (14/10) - 18h20 Estação Vivo Gávea 2
TER (18/10) - 13h20 Estação Sesc Barrapoint 2









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