| Contagem regressiva para o Anima Mundi Festival de Animação começa no dia 11 e segue até 20, e apresenta 441 filmes de 42 países em quatro mostras competitivas e quatro informativas.
Julho é mês de encontro marcado com animais falantes, robôs em depressão e criaturas falantes vindas de um universo paralelo. Para os ainda não familiarizados com o mundo do desenho animado, o 16º Festival Internacional de Animação do Brasil - Anima Mundi - começa na sexta-feira (11) e segue até o dia 20 de julho no Rio de Janeiro. Espalhado pelo Centro Cultural Banco do Brasil, Centro Cultural dos Correios, Cinema Odeon, Estação Botafogo e Oi Futuro, o festival conta com 441 filmes de 42 países, sendo 74 deles do Brasil. Serão quatro mostras competitivas - longas-metragens, curtas, infantil e portfólio -, e quatro informativas - Animação em Curso, Futuro Animador e as Panoramas, de curta e longa. "A animação é a linguagem do milênio", exclama animado o diretor do Anima Mundi, Marco Magalhães. "A gente vai cada vez mais se acostumando a receber mensagens na linguagem da animação, e criar nosso próprio conteúdo usando o audiovisual. Ainda mais com as novas tecnologicas, fica mais espontãneo, mais cotidiano fazer um filme de animação - por exemplo, no estúdio aberto do Anima Mundi, o público pode fazer uma animação em meia hora", contou Magalhães em entrevista a Sidney Rezende, na CBN. O diretor explicou que a mostra Panorama é formada por filmes "que não cabem, pela natureza, em uma sessão competitiva. Filmes que são bonitos, importantes, com temáticas que o público afficionado por animação vai adorar assistir - são obras-primas." Ele explicou ainda que, apesar do mercado de animação ter se voltado para criança, filmes com temáticas adultas vêm sido realizados há algum tempo. "É curioso porque o filme de animação nasceu como arte para adultos. A gente passa um desses longos informativos que é um documentário sobre a feitura do primeiro longe metragem mundial de animação - foi feito na Argentina, e era um filme político, uma caricatura política. A animação é para todas as idades", completou. Magalhães disse ainda que o mercado brasileiro de animação cresceu bastante nos últimos anos e que, hoje, já é possível trabalhar sem ter que sair do país. "O legal é que estamos num momento muito bom para o profissional de animação. Estamos formando as primeiras produtora de conteúdo, que estão criando para séries de tv, longas metragens, fazendo co-produções internacionais. Esses talentos, antigamente, não tinham outra alternativa senão ir pra fora, mas hoje em dia já pode-se pensar em ficar", concluiu. O Anima Mundi fica de 11 a 20 de julho no Rio de Janeiro, e de 23 a 27 de julho em São Paulo. |