Queijo-de-minas, acarajé e bolos pernambucanos são patrimônios gastronômicos
Chico Junior | Chico Junior | 23/09/2011 12h03

Primeiro foi o queijo do Serro, considerado patrimônio imaterial de Minas Gerais. Pouco depois, junto com os seus "colegas" das serras da Canastra e do Salitre, receberia do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) o título de Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil. Na realidade o pomposo título é o seguinte: Modo artesanal de fazer queijo de Minas nas regiões do Serro, da Serra da Canastra e Salitre/Alto Parnaíba.
E justifica o Iphan: "A produção artesanal do queijo de leite cru nas regiões do Serro e das serras da Canastra e do Salitre, em Minas Gerais, representa até hoje uma alternativa bem sucedida de conservação e aproveitamento da produção leiteira regional, em áreas cuja geografia limita o escoamento dessa produção. O modo artesanal de fazer queijo constitui um conhecimento tradicional e um traço marcante da identidade cultural dessas regiões".
O acarajé, ou melhor, o "Ofício das Baianas do Acarajé", também tem o título do Iphan. Realmente, o fantástico bolinho feito a partir da massa elaborada com feijão fradinho, frito em azeite de dendê e recheado com vatapá e camarão seco, é, sem sombra de dúvida, um ícone do sabor brasileiro.
Bolos de Pernambuco
Dois símbolos gastronômicos do Nordeste são considerados bens imateriais do Estado de Pernambuco: o bolo de rolo (foto) e o bolo Souza Leão. O primeiro, para quem não conhece, lembra um rocambole, mas, por favor, não chame o bolo de rolo de rocambole porque não tem nada a ver, são doces diferentes. Parecem-se porque ambos são enrolados com recheio de goiabada. O Souza Leão, muito saboroso e herança portuguesa, tem uma história de 140 anos e foi servido pela família Souza Leão ao imperador dom Pedro II e sua mulher, Teresa Cristina, em viagem a Pernambuco. É feito com massa puba (tapioca úmida e fermentada), gema de ovo, coco e manteiga.
Paneleiras de Goiabeiras
Não é comida, mas é onde se serve comida, principalmente a moqueca capixaba, a panela de barro de Goiabeiras, na periferia de Vitória, também é um bem imaterial. O Ofício das Paneleiras de Goiabeiras (foto abaixo) foi o primeiro bem imaterial brasileiro a receber o título do Iphan, em 2002. "O processo de produção no bairro de Goiabeiras Velha emprega técnicas tradicionais e matérias-primas provenientes do meio natural. A panela de barro, fruto de um conjunto de saberes, constitui suporte indispensável para o preparo da típica moqueca capixaba", justifica o Iphan.

Na lista
Três outros produtos gastronômicos estão com seus processos de registros em andamento no Iphan: a cajuína (Piauí), o tacacá (Região Norte) e os doces de Pelotas (RS).
rosangela ribeiro da silva
01/02/2013 12:00:42
gostaria de informação sobre adquirir o produtos de voces. queijo canastra. sou do RIO DE JANEIRO e vi o produto em uma loja do bairro. Há fornecedores aqui no Rio de voces?




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