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Brasil anuncia plano para triplicar exportações para China

Agência Lusa | Economia | 04/07/2008 04:00:00

O governo brasileiro anunciou na quinta-feira (3) um plano para triplicar as exportações para a China, atingindo US$ 30 bilhões anuais até 2010 através da venda de produtos de valor agregado.

O plano inclui ainda a divulgação da imagem do Brasil no mercado chinês, diversificação da pauta comercial e a ampliação das parcerias entre empresas e órgãos públicos dos dois países.

O lançamento da "Agenda China - Ações Positivas para as Relações Econômicas e Comerciais Sino-Brasileiras" ocorreu em Brasília, com a participação de autoridades dos dois países.

"Começamos hoje uma nova etapa", salientou o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Brasil, Miguel Jorge.

"O fluxo de comércio e de investimentos entre os dois países, economicamente tão importantes, exigem uma estratégia coordenada e cada vez mais atenta aos assuntos de interesse mútuo", disse.

No ano passado, do total de importações brasileiras da China, 95,1% foram produtos industrializados, cujos valores são maiores do que os produtos básicos, e apenas 26,8% de suas exportações foram de alto valor agregado.

Atualmente, 74% das exportações brasileiras para a China são de produtos básicos, principalmente minério de ferro (34,5%) e soja (26,3%).

No sentido inverso, mais de 52% das exportações chinesas para o Brasil são de produtos com valor agregado, como aparelhos, componentes eletrônicos, máquinas e instrumentos mecânicos.

O plano brasileiro elegeu como prioritários 619 produtos industrializados de 48 diferentes setores, que representam quase 70% das importações chinesas, ou seja, cerca de US$ 637 bilhões.

Dentre dessa lista prioritária de exportação para a China estão petróleo e derivados, metais não-ferrosos, papel e celulose, carnes de aves e suínos, instrumentos de precisão, ferramentas, tintas e farmacêuticos.

Na próxima semana, uma delegação formada por representantes do governo brasileiro e de empresas privadas visitará várias cidades chinesas para estabelecer negociações diretas com autoridades locais.

Um dos objetivos também é atrair investimentos de empresas chinesas para as obras de infra-estrutura consideradas prioritárias pelo governo do presidente Lula.

Nos primeiros seis meses deste ano, as exportações brasileiras para a China cresceram para US$ 7,4 bilhões, um aumento de 50,7% em relação ao mesmo período de 2007.

Já as importações brasileiras de produtos chineses somaram US$ 8,95 bilhões, um aumento de 71,7% no período em análise.


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