Extinção de espécies pode ser mais rápida que o previsto
Redação SRZD | Meio Ambiente | 03/07/2008 23:30
Uma afirmação alarmante para o meio ambiente: de acordo com um grupo de especialistas, as espécies ameaçadas de extinção poderão desaparecer 100 vezes mais rápido do que o previsto. Os cientistas explicaram que as formas para estimar o período de vida dos animais ameaçados foram calculadas de maneira errada, uma vez que o desaparecimento das espécies ocorre mais rapidamente.
O gorila ocidental, o tigre de Sumatra e o urso-malaio, o menor de todos os ursos, são algumas das espécies consideradas pelos cientistas como mais vulneráveis à extinção precoce.
"Algumas espécies podem ter apenas alguns meses de vida, e não anos, enquanto outras que não são consideradas ameaçadas deveriam ser catalogadas como 'em perigo'", declarou Brett Melbourne, da Universidade de Colorado, nos Estados Unidos.
A partir de um modelo matemático, os especialistas puderam observar que as estimativas de vida levavam em conta alguns fatores, mas excluía outros. Até o momento, os conservacionistas incluíam também o fato de que o animal poderia morrer ao cair de uma árvore, além das ameaças meteorológicas, como ondas de calor ou fortes tempestades, como fenômenos que poderiam acabar com algumas espécies.
No entanto, as equipes da Universidade do Colorado e da Universidade da Califórnia revelaram que esses modelos não apresentavam a proporção de machos em relação às fêmeas em uma população, além de não levarem em conta o êxito reprodutivo das cobaias da pesquisa. Adicionando estes elementos, o risco de extinção aumentou consideravelmente.
Com isso, os pesquisadores poderão contar algumas espécies, como os gorilas das montanhas, e especificar o número de indivíduos da população, determinando da projeção de vida do grupo. No entanto, o problema maior se dá nas outras espécies.
"Para algumas espécies o máximo que os biólogos poderão fazer é determinar sua abundância e a oscilação da população", completou Melbourne.




























