| GPS eleva movimento de cooperativa de táxi em 38% 
Liguei para a cooperativa pedindo um táxi e antes mesmo de desligar o telefone, a atendente disse: "Seu carro é o 120. Chega em dez minutos!". Fiquei pensando como ela tinha me fornecido a estimativa de tempo e o número do táxi tão rapidamente, sem ao menos chamar alguém pelo rádio.
Ao entrar no carro, perguntei ao taxista como aquilo tinha sido possível. Foi aí que ele me apresentou o mais novo xodó do carro: o GPS (Sistema de Posicionamento Global). Já tinha usado o sistema como motorista, mas não conhecia as facilidades que ele poderia oferecer ao pegarmos um táxi.
O motorista foi me mostrando as funções. "Acabou aquele negócio de ficar falando no rádio. Chega tudo por mensagem aqui na tela. Olha a sua corrida aqui!"
A frota é monitorada vinte e quatro horas por dia. Da sala de operações, atendentes sabem exatamente onde os carros se encontram, quais estão livres e quais estão ocupados. Ao receber o endereço, o sistema localiza o carro livre mais próximo e informa o tempo estimado para a chegada do veículo. Por isso é que eu não precisei ficar esperando uma nova ligação informando quando o carro chegaria.
Dessa forma, além de escolher o táxi que realmente se encontra mais perto do cliente, o sistema descongestiona a central telefônica. Ao invés de ligar para o passageiro para dizer o tempo de espera, a atendente já está recebendo outra ligação com pedido de corrida.
Em um mês, o GPS ajudou a aumentar o movimento na cooperativa carioca Libertáxi em 38%, passando de 37 mil para 51 mil corridas mensais. Os aparelhos foram colocados em todos os seus 260 carros no fim de maio e a diretoria acredita que o potencial de crescimento proporcionado pelo GPS ainda não se esgotou. "Nossa perspectiva é chegar a 70 mil corridas/mês até o fim do ano", afirma o diretor administrativo, Vanderlei dos Santos Vargas, para quem o sistema revolucionou a cooperativa. "Em 30 segundos de ligação, damos o tempo de espera para o cliente."
Segundo a cooperativa, a partir do momento em que liga para a central de atendimento o cliente espera cerca de dez minutos até a chegada do táxi. Antes do GPS, o tempo médio era de 25 minutos.
Todas as informações necessárias chegam por texto: endereço, referência, nome do passageiro e roupa que está vestindo. O taxista ainda pode levar o aparelho para fora do carro e receber o aviso enquanto estiver fazendo um lanche na padaria, por exemplo. Mas se isso acontecer, a ordem é interromper o lanche, pois não se pode recusar corrida. A partir do momento em que a mensagem é recebida, o tempo para o cliente já está contando.
Caso o motorista não conheça o endereço, é só selecionar uma opção que mostra o percurso em um mapa interativo e avisa quando deve virar à direita, à esquerda, seguir em frente, tomar cuidado com o radar... A central também envia informações sobre interrupções de tráfego ou situações atípicas que possam atrasar a viagem. "Se o trânsito está parado em tal lugar, chega tudo por mensagem. É realmente fantástico", comenta Vargas.
Ele não revela o montante preciso do investimento, mas diz que foram gastos mais de R$ 1 milhão. O valor está sendo financiado em cinco anos. Mas, para ele, cada centavo vai ser recuperado. "O sistema é nota mil", comemora. "Está todo mundo animado. Antes, às vezes a gente tinha cerca de 80 carros ao mesmo tempo na rua, agora, como a demanda aumentou, são 140."
Se ao chegar no endereço combinado, o motorista não encontrar o cliente, ele pode acionar uma opção no aparelho de GPS que informa à central que o táxi já está esperando o passageiro. A informação aciona um dispositivo automático que liga para o cliente, se ele tiver informado um telefone fixo, ou envia uma mensagem de texto, caso ele tenha deixado um número de celular para contato.
O próximo passo da cooperativa é oferecer senha para as empresas com as quais a Libertáxi tem convênio, para que possam consultar valor e tempo estimado de um determinado itinerário. O sistema também pode funcionar como dedo-duro, dificultando a vida do empregado que tenta enrolar o patrão. As empresas poderão verificar na tela os detalhes de uma corrida feita por um funcionário, dando os horários de partida e chegada, bem como todo o caminho percorrido.
"A gente não tem medo de investir. Há oito anos, fomos os primeiros a oferecer descontos nas corridas e agora, além do GPS, inauguramos um 0800. O cliente não precisa mais pagar pela ligação quando pede um táxi", destaca Vargas. Era so o que faltava, um corno pra querer vender o curriculum, amigao vc ja foi hoje ?, ou quer que eu mande ?Prezado Alexandre Mata Tortoriello,
Muito bom seu post. Mas existe uma confusão que vem sendo cometida por diversos colunistas que tocam neste assunto.
Na verdade o sistema que você descreveu da cooperativa de taxi não é um GPS. Ele é também um GPS. O GPS nesta aplicação faz parte de um sistema mais amplo que inclui outras tecnologias como cartografia digital (com topologia), computadores portáteis, comunicação por rádio (pode ser celular), sistema operacional embarcado, roteirizarão entre outras tecnologia que pode ser denominadas de AVL (Automatic Vehicle Location) ou LBS (Location Based System).
Mando a página do meu currículo Lattes - CNPq, de forma que você possa verificar minha formação neste assunto (http://lattes.cnpq.br/4776825149980204) . Você poderá verificar que sou pesquisador do Ministério da Ciência e Tecnologia e, se for do seu interesse, estou a disposição para ajudá-lo a esclarecer este assunto, bem como aos seus leitores.
Atenciosamente
Alexandre Benevento |