Em que pese a polêmica, qual é o peso do samba?

Claudio Russo | Claudio Russo | 15/07/2011 15h16

Foto: DivulgaçãoEm debate realizado na última semana no auditório das Faculdades Helio Alonso em Botafogo (FACHA) entre compositores, imprensa, pesquisadores e sambistas em geral, na tentativa de descobrir melhores formas para o julgamento do quesito samba-enredo e quem sabe trazer propostas consistentes para tal, chegou-se a um questionamento: porque não atribuir ao quesito o peso 02? Participando da mesa como compositor convidado e representando o SRZD-Carnaval ao lado de nomes como André Diniz, Jeferson Lima, Dudu Botelho e Luis Carlos Magalhães, fui um dos que levantaram esta possível proposta e sinto-me na necessidade de ampliar esta discussão, oxalá trazer elementos atenuantes e agravantes de utópica decisão.

Desde o primeiro campeonato de escolas de samba, promovido pelo diário "O Mundo Esportivo", que o samba, e depois samba-enredo, adquiriu caráter de ator principal na grande festa do Carnaval carioca. Podemos dizer que muito antes do histórico ano de 1932, já se ouvia a melodia deste ritmo tão intimamente ligado com a Cidade Maravilhosa, na festa da Penha, na pequena África, pelos becos do Estácio de Sá, no morro de Mangueira, em Oswaldo Cruz e Madureira, formavam-se verdadeiros guetos para que o recém-nascido samba de todos nós ergue-se seus patamares. Nesta época, eram compositores figuras de destaque no cotidiano das escolas ou blocos carnavalescos, personagens geralmente atuantes e que por diversas vezes assumiram posições ligadas à harmonia e à direção musical de suas agremiações.

Pouco a pouco, aquela festa provinciana foi crescendo, assumindo um papel de importância e cooptando elementos de outras manifestações como, por exemplo, as alegorias das grandes sociedades e recebendo o apoio de políticos e figuras influentes não ligadas ao universo do samba. A direção artista passou do caráter artesanal e ganhou qualidade com os Acadêmicos na revolução Salgueirense, chegaram o mercado fonográfico e a televisão e o ritmo vencendo as fronteiras do Rio de Janeiro conquistou todo o país. A cada ano, o disco dos sambas-enredo, lançado invariavelmente no início de dezembro, competia de igual para igual com o disco do Rei Roberto Carlos na lista dos mais vendidos. Era um presente de Natal dos mais desejados.  Com o advento da comunhão de todas as escolas do antigo grupo 1-A em torno de uma entidade que viesse trazer o único elemento que faltava para a festa se tornar a maior do planeta, o Carnaval ganhou forma de espetáculo quando a Liga Independente das Escolas de Samba, a Liesa, trouxe a organização, elemento mais que necessário para trazer credibilidade a todo evento. Os horários para o começo e o fim do evento passaram a ser respeitados, o regulamento e a venda de ingressos ganharam critério, o que engrandeceu ainda mais o Carnaval das escolas de samba.

Percebe-se neste pequeno histórico que o Carnaval carioca evolui tempo a tempo, é uma festa que se reinventa a cada momento e possivelmente está aí o seu dom de preservação e continuidade. Não quero com isso dizer que a evolução aqui seja sinônimo de melhora plena ou desenvolvimento. Alguns aspectos tiveram um ganho muito grande e outros não, até mesmo perderam muito de sua importância. Este é o caso de samba-enredo e bateria. Por outro lado, os quesitos ligados à plástica e ao movimento (alegorias e adereços, fantasia e comissão de frente) ganharam muito destaque. Além disso, vivemos uma época em que todas as escolas optam por fortalecer o canto de seus componentes através de doação de fantasias à suas comunidades, o que poderia dar uma guinada para samba e bateria. E aí chegamos ao questionamento: por que tais quesitos perderam tanto espaço? Por que o visual pesa mais que os quesitos de raiz (o chão da escola)? e por que não dar um peso maior para que se  recoloque as coisas em seus lugares e, por fim, conseguir um equilíbrio entre os quesitos? Acho que o processo é muito complexo.

Passa pela decadência do mercado fonográfico e aí vai uma sugestão que é baratear os custos da produção e chegar a um valor baixo e competitivo para que o CD seja vendido nas bancas de jornal a preços que façam frente à industria da pirataria. Passa também pela debandada das rádios Am/Fm  para os ritmos da moda ( funk, axé e pop-nejo ) em detrimento ao ritmo tão carioca e brasileiro por excelência, e entendo que alguns enredos literalmente não dão bons sambas o que facilita a decadência da qualidade. E, você, o que acha deste cenário? Qual é a sua opinião sobre a valorização dos quesitos ligados ao visual e o que você acha de atribuir peso 02 para os quesitos samba enredo e bateria? Participe desta discussão, dê a sua opinião. Este espaço é nosso. 

Comentários (14)

Zappa

Membro SRZD desde 16/04/2009

23/07/2011 19:26:09

Amigo Binoca às vezes sou referido como velho e saudosista e só tenho 48 anos, quer dizer, quando tiver setenta vão me enterrar vivo acusado de exaltar as maravilhas musicais das escolas, que infelizmente ficaram no passado que foram seus sambas-enredos. Hoje, quando saem os CDs das escolas e alguém pergunta o que achei, simplesmente digo que não achei, pois não existe nada para ser achado. Lamento que o samba esteja sendo tratado pelas escolas como coisa qualquer, por uma gente que se diz, mas nunca foi sambista. Vamos ver amigo onde a coisa vai parar. Em tempo: Quando cantamos o samba do Império Serrano “Cinco Bailes da história do Rio” a meninada presente duvidou que fosse um samba-enredo e que Dona Ivone, com Silas e Bacalhau fosse sua compositora. Saudações sambistas do irmão Zappa!

binoca

Membro SRZD desde 17/07/2011

22/07/2011 21:23:25

ZAPPA NUNCA MAIS TEREMOS OBRAS NESTA QUALIDADE..DEVIDO OS COMPOSITORES DE VERDADE ESTAREM DEIXANDO DE CONCORRER EM SUAS ESCOLAS DO CORAÇAO...FORTE ABRAÇO BINOCA

Zappa

Membro SRZD desde 16/04/2009

19/07/2011 11:12:29

COMPLEMENTAÇÃO - ESTÁCIO – Gabriela Cravo e Canela, Rio Grande do Sul na Festa do Preto Forro, hino ao carnaval brasileiro de Lamartine Babo, Festa do Círio de Nazaré, Arte Negra na Legendária Bahia, Chora Chorões, Ti-ti do Sapoti, A festa do Círio de Paulicéia Desvairada, 70 Anos de Modernismo no Brasil UNIDOS DA TIJUCA– Guanabaram, O Dono da Terra, Grande Rio, Antes durante e depois, no mundo da lua, os santos que a áfrica não viu. Águas claras para um Rei Negro

Zappa

Membro SRZD desde 16/04/2009

19/07/2011 11:09:02

Claudio volta e meia juntamos uma galerinha e promovemos la em Pedra de Guaratiba uma roda de samba, Neste fim de semana nos encontramos mais uma vez e resolvemos fazer uma votação dos sambas-enredos que ficaram na história das escolas. No final Império Serrano e Estácio, foram as agremiações que mais sambas incluíram à lista, porém, se você ou alguém tiver qualquer outra obra infelizmente esquecida, a votação ainda está em aberto. EM CIMA DA HORA – Os sertões, O Saber Poético na Literatura de Cordel SALGUEIRO – Chica da Silva, Chico Rei, Dona Beija, Bahia de Todos os Deuses, Festa para um Rei Negro (pega no Ganzê), Peguei um Ita no Norte PORTELA – Lendas e mistérios da Amazônia, Iluaê, Contos de Areia, O Mundo melhor de Pixinguinha BEIJA-FLOR – A criação do mundo na Tradição Nagô MANGUEIRA – O mundo encantado de monteiro lobato, Lendas do Abaeté, Cem anos de liberdade ou ilusão, Yes nós temos Braguinha, Caymmi e velha Bahia IMPERATRIZ – Barra de ouro, barra de rio ,a barra de saia, liberdade, liberdade, Martin Cererê, O teu cabelo não nega, VILA ISABEL – Carnaval de ilusões, Quatro séculos de moda e costumes, Onde o Brasil aprendeu a liberdade, Iaiá do cais dourado, Kizomba festa da raça, Muito prazer, pode me chamar de vila, MOCIDADE INDEPENDENTE – Ziriguidum 2001, Tupinicópolis, Vira, Virou, e Chuê, Chuá UNIÃO DA ILHA – Domingo, O Amanhã, O que será, Festa Profana, De Bar em Bar, Didi, um Poeta IMPÉRIO SERRANO – Herois da liberdade, Bumbum pati cumbum progurundum , Aquarela brasileira, Cinco bailes da história do rio, Alô, alô... tai Carmem Miranda , Nordeste seu canto, seu povo , sua glória, Dona santa rainha do maracatu, Estrela de Madureira (samba segundo colocado e gravado por Roberto Ribeiro, Verás que um filho teu não foge a luta, ESTÁCIO – Gabriela Cravo e Canela, Rio Grande do Sul na Festa do Preto Forro, hino ao carnaval brasileiro de Lamartine Babo, Festa d

Claudio

Membro SRZD desde 04/06/2011

17/07/2011 22:14:18

Como disse é td muito complexo são varios fatores, só acho que a mudança deveria partir das escolas, mas como, se elas ganham com as disputas no modelo atual, grande abraço.

Claudio

Membro SRZD desde 04/06/2011

17/07/2011 19:12:40

Binoca a situação de alguem para "bancar" o samba, ajudar ou qq coisa em relação só acontece por que o processo leva isso, é tudo muito caro vamos fazer somente uma pequena estimativa: gravação não sai por menos de 1000 se for com muita qualidade pode colocar 3500; prospecto uns 5000 já que para se chegar a uma final precisa-se de no mínimo 20000 cópias; cópias de cds 3000; palco cntores e harmonia de cordas essa eu nem ouso responder mais é muito mais caro do que os anteriores, cerveja, onibus e ingresso para torcida e etc... a pergunta que fiz é quem é vitima e quem é culpado nesse processo, acho que dar para perceber que um lado só ganha sem perder nenhum centavo e ganha de todos que gastam muito, por isso não é interessante mudar o sistema, grande abraço.

Claudio

Membro SRZD desde 04/06/2011

17/07/2011 14:33:00

Amigos percebam como o tema é complexo, cada um de vcs citou vertentes diferentes que levam ao grande problema; Glorioso vc tem razão mas seriam os compositores que ganham mais ou ganham com mais frequencia culpados ou vítimas de um sistema; quanto as escolas contribuem para modificação de tal processo, sera que o compositor não esta tentando se defender; outra coisa vc sabe muito bem amigo quanto no final das contas vai para o compositor e quanto é descontado no processo, acho que a mangueira tem dado provas que se mexendo e buscando soluções podemos repensar o processo, a inércia não faz bem a ninguem, grande abraço.

GLORIOSO

Membro SRZD desde 12/04/2009

17/07/2011 14:15:51

ACHO QUE A QUESTÃO,É SIMPLESMENTE AS ESCOLAS REALMENTE SE PREOCUPAREM EM ESCOLHER SEUS SAMBAS COM SERIEDADE,COMO FAZEM BEIJA FLÔR A MUITO TEMPO E AGORA NUM SISTEMA MELHOR AINDA,A MANGUEIRA. TEMOS ESCOLAS QUE CHEGA SER RIDÍCULO,EU DISSE RIDÍCULO E VERGONHOSO,ONDE TODOS PODEMOS APONTAR E SEM CHANCES DE ERRAR,QUAIS COMPOSITORES GANHARÃO EM DETERMINADAS ESCOLAS E OS QUE SERÃO FINALISTAS E ISSO COM UM ANO DE ANTECEDÊNCIA E PASMEM...ACONTECE. OUTRO FATOR QUE ACHO QUE SERIA IMPORTANTE,SERIA A PROIBIÇÃO DOS INTÉRPRETES DOS GRUPOS ESPECIAIS E "A",DE CANTAREM SAMBAS NAS DISPUTAS,POIS É NOTÓRIO QUE SOMENTE SAMBAS INTERPRETADOS POR ESTES É QUE VÃO AS FINAIS E O COMPOSITOR HUMILDE QUE NÃO TEM GRANA PRA PAGAR ESSES CARAS,SÃO LOGO CORTADOS,POIS JULGADOR ALGUM,PRESTA ATENÇÃO NESSES SAMBAS CANTADOS POR DESCONHECIDOS,APENAS NOS INTÉRPRETES CONHECIDOS E NAS TORCIDAS ORGANIZADAS,DEIXANDO A DISPUTA DE SAMBAS RELEVADO A SEGUNDO PLANO EM PROL DA DISPUTA DE INTÉRPRETE. SÓ QUE NA AVENIDA,NÃO SÃO OS INTÉRPRETES E SIM OS SAMBAS ENREDOS É QUE SÃO JULGADOS,ENTÃO A ESCOLA TOMA PAU E QUER INVENTAR FÓRMULA PARA MELHORAR AS NOTAS DE SEUS SAMBAS...É SIMPLES: SEJAM MAIS PROFISSIONAIS E RESPONSÁVEIS.JÁ OUVÍ PRESIDENTE FALAR QUE O SAMBA PODE SER BONITO,MAS SE FOR MAL CANTADO SERÁ CORTADO,QUER DIZER: BOI COM ABÓBORA BEM CANTADO...GANHA...

Zappa

Membro SRZD desde 16/04/2009

17/07/2011 10:05:57

Amigo Claudio, a questão samba-enredo está em xeque por duas razões lógicas: os enredos patrocinados e a falta de criatividade dos chamados carnavalescos sempre repetitivos, com exceção de Paulo Barros. Tenho certeza, por exemplo, que se a Mocidade apresentasse temáticas “criativas” como em Tupinicópolis (1987) ou Ziriguidum 2001 (1985) os hits Vira.. Virou (1990) ou Chuê...Chuá (1991) O prestigio da escola, mesmo sem as condições econômicas do passado, não estaria tão combalido; nos carnavais de 2007 e 2009 a escola da Vila Vintém só foi rebaixada por sorte e os dois sambas pesados e sem brilho, tiveram suas parcelas negativas, independentemente das notas do quesito. Foram sambas simplistas e contagiantes, que a Estácio em 1992 com “Paulicéia Desvairada” e o Salgueiro em 1993 com Peguei um Ita no Norte ou "Explode Coração” conseguiram contra tudo e todos serem campeãs. Os sambas-enredos precisam urgentemente serem compostos apenas em forma alusiva ao tema, os detalhamentos devem ficar por conta de alegorias e fantasias. Está na hora de tirar este fardo das costas dos sambas, sob a pena de que brevemente os sambas-enredos deixem de existir e a narrativa do que está sendo apresentado sejam narrados de uma cabine. Saudações!

Nilopolitano

Membro SRZD desde 27/06/2011

16/07/2011 13:34:08

Cláudio, todo e qualquer método de incentivo aos compositores é extremamente válido. Seja atribuir peso 02, seja dar décimos de bonificação, mas o que eu acredito que incentive de verdade é "encher os bolsos" do compositor com grandes premiações em dinheiro. Nada incentiva mais uma pessoa do que saber que será bem recompen$$ada. Também ajudaria se todas as escolas fizessem como a Mangueira em cuja disputa não é permitido a divulgação dos nomes dos compositores. Sabemos que alguns nomes de tão famosos pesam mais na escolha que a própria letra ou melodia. E isso desestimula os compositores não tão famosos a participarem da disputa. Consequentemente, as vezes, se escolhe um samba não tão bom (mas de um nome famoso) em detrimento de um excelente (sem fama).Quanto ao questionamento: por que samba e batera perderam tanto espaço? Acredito que seja porque são os quesitos que menos pode se mexer na estrutura (a batida de uma bateria de hoje é a mesma batida de 15 anos atrás e o mesmo acontece com a maneira de fazer samba), menos mudam de uma escola pra outra e menos dependem do dinheiro e do luxo da escola pra existirem. Ao passo que fantasia, alegoria e comissão de frente não teem limites para evoluirem (melhorarem) e a cada ano que passa precisam mais do dinheiro da escola para existirem e por isso se investe mais nesses quesitos plásticos.

Claudio

Membro SRZD desde 04/06/2011

16/07/2011 11:13:41

Amigos este tema tem conteudo para se fazer um livro como disse o Lopes é extenso e muito complexo, mas acho de suma importância estender o debate; Zappa, acho que vc tem razão, mas para isso precisariamos de abordagens mas simples de enredo e de liberdade como já falara, Juan quanto a distribuição e a publicidade vejo que obra tão importante merece muito mais, por isso aceno com a possibilidade de diminuir os custos e utilizarmos as bancas de jornais para a venda, grande abraço e continuem participando. Claudio Russo

Zappa

Membro SRZD desde 16/04/2009

16/07/2011 09:41:14

A obrigatoriedade em ser narrativo, citar detalhamentos do tema ou enredo em forma de música, por mais talentoso que seja o compositor é complicado. As ligas deveriam estabelecer o simplismo absoluto na feitura das composições, pois os sambas são obras musicais e não um produto, mercadoria. No passado sambas como “Bahia de Todos os Deuses” apresentado pelo Salgueiro em 1969 conseguiam externar o proposto com clareza descretiva, sem perder a beleza melódica; hoje uma temática idêntica apresentaria uma composição extensa, sacal e melodicamente pobre, pois os desfiles tornaram-se megaeventos, espetáculos via Broadway e é impossível compor com o mesmo andamento musical do passado para escolas que congregam três ou quatro mil componentes. Deixem os compositores criarem sem imposições ou regras, deixem o samba ser o samba e não uma propriedade. Saudações!

lopes

Membro SRZD desde 07/07/2011

16/07/2011 01:46:50

Claudio ,esse tema da um livro pois existem N variaveis na questao.Primeiro,no meu modo de ver,a MORTE das marchinhas de carnaval que tinham sua importancia qto a trazerem temas do cotidiano e sentimentais com letra facil, rimas idem que tinham apenas o objetivo de divertir .Agora o samba enredo alem de preencher seu propio espaco tem tambem de preencher o espaco das marchinhas como UNICA MUSICA OFICIAL DO CARNAVAL . Assim ,comecou a queda de qualidade dos sambas enredo. Segundo ,o tempo de desfile que assassinou os sambas mais cadenciados obrigando as escolas a procurarem uma aceleracao absurda ( as baterias foram sacrificadas )Terceiro a sazonalidade historica do samba que parece ser um ritimo de uma determinada epoca do ano e nao de todo o ano .Assim ,as gravadoras tratam o samba algo como se fosse um panetone so seve para natal e ano novo.Quarto,o samba e universal mas nao e consumido universalmente fora das fronteiras do RIO .Logo temos o curioso fenomeno de um ritimo conhecido mas nao tao comercial qto parece ser .Por ultimo temos o PRECONCEITO ,um fator relevante porquanto o samba tem a "marca " de ser musica de pobre,favelado ,negro e portanto desprezado por essas "razoes" pelo poder economico maior .Vou parar por aqui pois se continuar a lista vou acabar no NATAL e ja dei minha contribuicao .Espero que outros assim o facam para podermos melhorar as coisas.ABRACOS

Juan Antonio

Membro SRZD desde 17/03/2010

15/07/2011 18:39:23

Cláudio, o CD de sambas-enredo parou de ser vendido a partir de 1990, ano em que a LIESA "tirou" a gravação das mãos da BMG e resolveu produzí-lo ela própria. Foi aí que as grandes gravadoras "boicotaram" a execução nas rádios...e o que não toca, não vende...a LIESA não tem Departamento de Divulgação, já que só produz um trabalho anual...só tem uma saída: A LIESA pedir "penico" às gravadoras e devolver a elas a sua produção/divulgação!