Aída é um marco na carreira de Elton John. O musical foi um grande sucesso na Broadway e ganhou cinco Tonys, o prêmio máximo do teatro americano, incluindo o de melhor música. O libreto pop foi escrito em parceria com o mago das peças musicais Tim Rice, com quem Elton já havia trabalhado nas músicas do desenho animado O rei leão, que ganhou o Oscar de melhor canção. Aída é um drama musical em dois atos baseado na ópera que Guiseppe Verdi compôs por encomenda do rei do Egito Ismail Pashá, para comemorar a inauguração do Canal de Suez em 1871. A ópera-rock estreou em setembro de 98 em Atlanta e no ano seguinte fez temporada em Chicago. A estréia na Broadway aconteceu em 23 de março de 2.000 e ficou em cartaz até 4 de setembro de 2004 perfazendo um total de 1.882 performances.
Cenários grandiosos, figurinos suntuosos, pirâmides no deserto, cenas de batalha, guerreiros em desfiles triunfais, pirotecnia, raios-laser, projeções digitais, bailarinos, coro e orquestra. Assim é o musical Aída que conta a história da princesa egípcia, que é raptada e feita escrava por imperador etíope inimigo do seu reino. Mas o vilão acaba se apaixonando pela bela princesa. Aída não resiste e corresponde ao amor do guerreiro provocando uma reviravolta na guerra entre Egito e Etiópia.
Em ritmo de superprodução a peça está sendo ensaiada em São Paulo e tem estréia prevista para o dia 9 de fevereiro, no Teatro Cultura Artística. A direção é do competente Fabiano Vanucci, um especialista em grandes musicais, que acabou de dirigir Miss Saigon. A coreografia é de Caio Nunes, que além de grandes espetáculos tem experiência em desfiles de escola de samba. A direção musical é de Guilherme Terra, que trabalhou em Sweety Charity e Godspell.
Convidados para a estréia, Elton John e seu parceiro Tim Rice já confirmaram presença. O Elton John está curioso para ver como ficaram as músicas dele cantadas em português, diz o diretor Vanucci. As músicas do roqueiro inglês são uma atração à parte no espetáculo que tem poucos diálogos e é quase todo cantado. Canções como Every story is a love story (Toda história é uma história de amor), Elaborate lives (Vidas complicadas) e Fortune Favors the Brave (A sorte favorece os corajosos) já se tornaram clássicos.
Corina Sabbas, uma soprano brasiliense de apenas 21 anos, terá o privilégio de interpretar a rainha egípcia nos palcos. Ela foi escolhida através de testes depois que Thalma de Freitas, a favorita dos produtores para o papel, não pôde participar da peça por causa das gravações da novela Sete Pecados. O ator Lui Mendes será Amonasro, o poderoso e maquiavélico imperador do Egito.
Saulo Vasconcelos, que encantou o público no musical O Fantasma da Ópera, será Radamés, o homem que sacrifica o seu reino pelo amor de Aída. Saulo é o mais importante artista de espetáculos musicais no Brasil. Natural de Brasília ele estreou na ópera Madame Buterfly. Em seguida foi o Fígaro, em O Barbeiro de Sevilha. Protagonizou a ópera Gianni Scchicchi. Seu currículo inclue o Judas em Jesus Cristo Superstar e Gaston em A bela e a fera. Sua atuação como Javert, em Les Miserables, lhe valeu um convite para atuar na versão mexicana do musical. A consagração definitiva veio com seu desempenho como o protagonista da superprodução O fantasma da ópera.
Confira alguns trechos do espetáculo da Broadway aqui.






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